Três filmes imperdíveis para você saber mais do estilista Yves Saint Laurent

Yves Saint Laurent foi um dos grandes nomes da moda do século XX. Aliando praticidade com sofisticação, o estilista mudou a forma da mulher contemporânea se vestir, tanto que é tema de vários filmes sobre sua vida e obra. Saint Laurent, dirigido por Bertrand Bonello, é o mais recente deles e chegou aos cinemas brasileiros nessa quinta-feira, 13 de novembro. Como estamos super ansiosas para ver o filme, vamos falar um pouco mais dele e relembrar outras obras sobre esse ícone da moda de luxo.

Três filmes para conhecer a vida e obra de Yves Saint Laurent

SAINT LAURENT

A versão de Bonello, intitulada Saint Laurent trará um lado não muito conhecido do estilista, retratando o período de 67 a 76, momento mais criativo da carreira do couturier. Mas esse também foi o intervalo mais conturbado de sua vida, quando abusou do álcool e das drogas! Como o filme vai mostrar o lado mais controverso do estilista, Pierre Bergé (sócio e parceiro de Yves Saint Laurent) se negou a colaborar com o diretor, ele nem emprestou peças originais para o figurino da produção. Assim, todas as roupas de alta-costura usadas no longa tiveram que ser recriadas pela equipe.  A biografia não autorizada, onde Gaspard Ulliel interpreta Yves Saint Laurent, não é feita na ordem cronológica, ela vai e volta no tempo, mostrando muitas vezes períodos não datados da vida do estilista. Saint Laurent foi selecionado em Cannes e vai representar a França na categoria do Oscar para Melhor Filme Estrangeiro!

YVES SAINT LAURENT

A obra de Bonello teve sua produção coincidindo com outra cinebiografia do estilista, o filme Yves Saint Laurent, dirigido por Jalil Lespert, que estreou no Brasil no início desse ano. Essa versão retrata um período mais longo da carreira de Saint Laurent, de 1957 (momento em que assumiu a direção criativa da Dior com apenas 21 anos) até seu auge, em 1976. Diferentemente de Bonello, Lespert trabalhou mais a relação de altos e baixo entre Saint Laurent e Pierre Bergé, ao mesmo tempo em que traz um belo panorama da carreira do estilista. Nesse longa já podemos contar com peças originais, uma vez que o Bergé contribuiu e acompanhou as filmagens. O ponto alto desta versão é justamente o figurino e a direção de arte. A semelhança entre Pierre Niney (intérprete do estilista) e Saint Laurent foi tanta que emocionou Pierre!

L’AMOUR FOU

Assim como em Yves Saint Laurent, L’amour Fou, um documentário de Pierre Thoretton, também retrata a relação amorosa do estilista com Pierre Bergé, mas acompanha toda a carreira de Saint Laurent, até sua morte em 2008. Narrado em primeira pessoa pelo ex-companheiro do estilita, o filme é de uma delicadeza única. Do momento em que eles se conhecem e se apaixonam, até a morte de Yves Saint Laurent, acompanhamos através de fotos, vídeos e depoimentos de Bergé (que se mostra ainda apaixonado por Saint Laurent) cenas importantes para a moda mundial. Com trilha sonora melancólica, é emocionante ver grandes momentos da vida do estilista contados por alguém que o conheceu e com quem conviveu tão de pertinho. Apesar de ser difícil encontrar a versão do documentário em português, vale a pena se esforçar no inglês e francês para assistir a obra.

Yves Saint Laurent, seu gênio!

||||| 6 amei! |||||

Divagações sobre uma nova infância negra: consciência vem de berço!

Época de final de ano, sempre me bate uma dúvida sobre como presentear minhas afilhadas. Além de “pedidos” encomendados pelo Papai Noel como o laptop da Peppa Pig ou uma fantástica fábrica de sorvete, tento sempre dar algo que gere alguma identificação com a nossa cor, para que desde novinhas elas tenham conscientização de que ser negra é ser bonita, é ter história, é encarar a vida com igualdade. É isso que depois vai resultar em jovens negras conscientes e seguras de si!

Consciência vem de berço: uma infância negra com mais identidade e igualdade

Entre os mimos da lista estão o livro o O Cabelo de Cora de Ana Zarco Câmara, bonecas de pano cubanas, um CD infantil com músicas do Vinícius de Moraes (que fiz questão de explicar que introduziu o afro-samba ao status de MPB), muito enfeites para deixar a cabeleira ainda mais linda e, mal sabem elas, que para esse Natal o “bom velhinho” reservou duas versões black das badaladas Monster High.

Mas ainda assim, isso só completa uma pontinha do meu grau de satisfação. Sem dúvidas, se fosse viável, minha escolha não seria presenteá-las com uma boneca dotada de uma estética totalmente adaptada, mas sim com 3 versões (pois é CLARO que também teria a minha) das lindas Queens of Africa ou, ainda, com as Positively Perfect Dolls, marca que descobri recentemente no Instagram, que tem o intuito de desenvolver brinquedos multiculturais para belas crianças multiculturais – como diz o seu perfil.

 

Todo esse papo, me remeteu à infância de mulheres como eu, que passaram por essa doce e cruel fase (você vai entender o porquê) há cerca de 15 anos atrás ou mais. Assim como as primeiras Barbies negras que surgiam na década de 90, éramos condicionadas a termos um padrão black friendly, baseada num estereotipo que não é nosso, com direito a  cabelos alisados, nariz afilado, olhos verdes e corpos esguios. No mundo do desenho animado, o único que recordo vagamente de uma personagem negra influente era a Diana de Caverna do Dragão – talvez por isso nunca tenha sido muito fã de cartoons. Nossas manhãs? Sempre embaladas pelas apresentadoras lindas, loiras e com o ideal de princesa que sempre nos repassaram.

 

Por muitas vezes pais e mães, nascidos na geração “black power”, que conquistaram mais estudo e poder aquisitivo que o de seus pais, se viram diante da ascensão de classe social (frequentemente interpretada de forma “embranquecida”) e por uma questão de proteção, por receio do tal bullying e até mesmo por não saber como lidar, tentava nos encaixar nesses padrões como forma de nos “blindar”. E, pasmem, muitas escolas eram coniventes com tudo isso e repudiavam o fato de um menino/menina negra usarem um penteado que converse com a sua crespice, considerando-o uma “ousadia”, uma “subversão”. Com o pretexto de chamar muita atenção e poder virar motivo de piadas e chacotas, o “aconselhado” era retirar ou aderir a um visual mais “convencional”, afinal, era muito mais fácil do que ensinar a todos esses alunos a respeitarem as diferenças positivas, não é verdade?

Qual é o reflexo de todo esse combo de preconceito e discriminação? Muitas(os) de nós carregamos para a nossa vida adolescente/adulta uma espécie de Síndrome de Barbie Negra, na qual precisamos nos adequar a uma série de padrões para sermos aceitas(os). Nos tornamos melindradas(os) com o nosso corpo e nós mesmas(os) fazemos uma distorção da nossa imagem ao considerar que um black power pode ser fator eliminatório em uma entrevista de emprego, quando aceitamos em uma roda de amigas aquelas piadinhas do tipo “Tá vendo esse quadril enooooorme?! Eu também tenho um pé na senzala!“, ou pensando naquele pretendente que talvez possa nem se aproximar pois tem a seguinte mentalidade: “A menina é linda, mas precisa dar um jeito nesse cabelo“. São fórmulas prontas que ouvimos com uma certa naturalidade por aí e o nosso papel é passar como se fosse um rolo compressor por cima de tudo e fazermos entender que não é nada assim!

 

Polianismos à parte, eu prefiro noticiar a onda positiva de transformações que a geração de “Christies” (sim, a versão negra da Barbie ganhou nome e picumã para chamar de seu e isso também é reconhecimento!) tem enfrentado. De saber valorizar sua cultura, de enaltecer o poder de sua cabeleira e de se curtir do jeito que é. E o que passamos para essa nova infância, que tem acompanhado esse “black is beautifil 2.0” desde pequeninos? Que a diversidade é maravilhosa, a adequação não é necessária e que temos que nos amar cada vez mais, afinal, essa é a melhor forma de seguirmos com a luta!

Para finalizar, fui surpreendida um dia desses pela Carla Lemos, que me mostrou um post de Insta do grafiteiro Toz, que após conhecer o incrível trabalho de Juliana Luna e seu Project Tribe, que transforma turbantes em impressionantes coroas não só de forma literal,  resolveu criar a sua primeira personagem negra, que merecidamente se chamará Luna. Achei um belo exercício de consciência diária, um belo retrato de que nossas palavras e questionamentos surtem efeito, um belo indício de que minhas afilhadas e nossos filhos crescerão mais familiarizados com personagens negros em todas as esferas, não apenas como coadjuvantes.

 

Ps: quer prova maior de que tudo isso faz sentido do que a fala do Gustavo de apenas 10 anos?

Identificação importa, eleva, inspira!

||||| 26 amei! |||||

Prepare suas paredes para 2015 com a cor do ano: Sombra de Cedro

Somos bem íntimas das novidades que as tendências nos trazem a cada temporada. Já sabemos que a Pantone divulga anualmente a cor que vai ter presença efetiva nas coleções de moda e design dos próximos 365 dias, e que sempre vira notícia nos veículos de moda quando são lançadas. No universo do design de interiores não é muito diferente, e cada ano tem sua cor ideal! Por isso trouxemos a de 2015 para você que já está pensando em renovar os ares da sua casa.

A cor do ano para sua parede: Sombra de Cedro

A AzkoNobel, empresa internacional de tintas (que é representada aqui no Brasil pela Coral), lança anualmente um estudo de tendências que formam a paleta de cores e definem a cor do ano. Esse estudo se chama Color Futures. Esse projeto rola desde 2004 há pouco tempo divulgou o ColorFutures 2015! Confere qual é aqui no vídeo:

O estudo aponta o tom laranja acobreado, mais especificamente a cor Sombra de Cedro (ou Copper Orange), como a perfeita para ser usada em 2015. Ela vem substituir as cores frias (verde e azul) que se destacaram nos últimos anos, e traz como ótimas combinações gamas de rosas, vermelhos, laranjas e até amarelos e dourados. Além de conversar bem com tons de terra e madeira. É perfeito para deixar o ambiente quente e aconchegante!

 

E aí, ficou apaixonada pela sombra de cedro? Então aproveita essas referências, pra colocar a cor do ano no seu lar doce lar!

||||| 8 amei! |||||

Meus novos cabelos cor-de-rosa :D

No dia que eu cheguei de NYC mandei um whatsapp pro Tiago Parente dizendo que tava precisando mudar o visual. Ele tinha acabado de postar no instagram (a hashtag dele #pastadeinspiracoestiagoparente é ótima!) a foto de um corte #longbob lindo que era o que eu tava querendo. Mensagens vão, mensagens vem, ele me mostra um cabelo rosa maravilhoso e pergunta se eu não curtia a ideia de colorir os cabelos assim.

Quando o Tiago me conheceu, assim que comecei a trabalhar como stylist da Carol Castro (beijo, linda!), eu tinha as pontas do cabelo pintadas de rosa — ou seja, ele sabia que eu já gostava do babado. E a sua sócia no seu novo salão boutique, o Tiago Parente Beauty Longe, é uma colorista especializada em cabelos coloridos, a Jessica DannemannEla morou 5 anos em L.A. (#saudade) onde se especializou em maquiagem e cosmetologia e desde os 15 anos usa cabelos nas cores do arco-íris.

Nem resisti e topei fazer essa baita transformação no visual, que agora você vai acompanhar o passo-a-passo ☺︎

Antes de tudo, Reconstrução

Uma coisa que a minha terapeuta capilar maravilhosa (lá do TP Beauty Lounge também) Sandrinha Lima me ensinou é que tão (ou mais) importante tratar os fios antes deles receberem química quanto depois. Então, a primeira coisa que fiz foi um tratamento e como eu ia passar por descoloração, o tratamento mais indicado é o de reconstrução e eu fiz o Penetrait da Sebastian, que é dos meus favoritos.

Primeira parte, descoloração

Mesmo que você já seja loirinha, ou tenha um ombré claro como o meu (no caso de pintar só as pontas), você precisa descolorir e deixar os fios o mais próximo do branco (platinado) possível. Meu cabelo não tinha nenhuma tinta, só o descolorante do ombré, mas ainda tinha um pouquinho de progressiva. Então, as meninas decidiram usar um descolorante novíssimo da Keune que é fantástico: sem amônia e com óleo de argan (!) na fórmula. Ele não tem cheiro e demora muuuito (mais de uma hora comigo) a pra dar aquela ardidinha na cabeça (loiras entenderão).

A forma dele descolorir, mais lenta e gradual, e muito mais fácil pra manter o controle do resultado. E depois que você enxagua o cabelo e passa a mão nos fios você não acredita no toque macio que o cabelo tem. Sério, esse produto é revolucionário e só faço loucurinhas no meu cabelo agora com ele.

Quem é do tipo de fazer em casa mesmo, muita atenção aqui: é importantíssimo usar descolorante e emulsão iguais! Nada de misturar porque esses produtos são reações químicas. E a química de uma marca nunca é perfeitamente compatível com a de outra (muito pelo contrário, pois nessa brincadeira seu cabelinho pode fugir da sua cabeça)

A pigmentação do cabelo

Enquanto meu cabelo descoloria a Jessica começa a preparar sua alquimia. Ela tá lançando junto com a Lola Cosméticos uma linha de tintas coloridas com mais de 30 tons diferentes (já falo mais sobre isso)! Mesmo assim, ela decidiu criar um tom de rosa exclusivo pra mim, que harmonizasse bem com meu tom de pele, misturando duas cores (ai que magenta! e inveja mata). Aí a Jessica me explicou que tinta colorida funciona como um pigmento, que você consegue misturar cores e aplicar no cabelo de um jeito mais criativo, como da modelo Chloe Norgaard que tá sempre com, pelo menos, 3 tons diferentes no cabelo.

Depois do cabelo descolorido, ele é lavado, apenas com shampoo pra deixar as cutículas abertas, e seco. Aí a magia começa. A Jessica é realmente uma artista colorindo os cabelos — além da misturinha que ela fez ela ainda pegou outros 2 tons pra pontuar partes do cabelo (um tom mais escuro pra raiz e um lilás pra brilhar em algumas mechas). Ela vai trabalhando mechinha por mechinha (olha que eu tenho cabelo, viu), misturando cores e garantindo que todos os fios receberam pigmentação. O tempo de repouso da tinta é de uns 30 minutos e depois é só enxaguar muito bem, sempre com água fria (tipo gelada mesmo) e voi lá!

O resultado

Carla Lemos

Carla Lemos

Tcharã! Cabelos com mil tons de rosa e magenta, meio unicórnio, meio sereia, meio meu pequeno pônei ♥ E sabe que até me surpreendi com tanto comentário de amor no instagram e facebook? Cês são lindas e lindos demais! ;D

Quem tiver dúvidas ou quiser saber mais coisas sobre pintar os cabelos de cores fantasia é só deixar comentário aqui embaixo que eu respondo por aqui mesmo ou num próximo post ;)

O Tiago e a Jessica atendem de terça à sábado no Tiago Parente Beauty Lounge, que fica na Av. Ataulfo de Paiva, 355 — Leblon, Rio de Janeiro e o telefone de lá é o (21) 2540-7777 ;)

||||| 33 amei! |||||