Tendência: dicas pra usar batom marrom

Não é nenhuma novidade que estamos cada vez mais nos reapaixonando pelas tendências com um quê de anos 90 e normcore. A gente anda se divertindo muito revivendo alguns personagens da nossa vida (oi, Rachel Green) e marcando antigas tendências para atualizá-las e transformá-las em lindas e usáveis nos dias de hoje. Uma delas, o batom marrom, está cada vez mais ganhando mais adeptas na modernidade – taí Kylie Jenner pra provar o nosso ponto – e não poderíamos estar mais empolgadas por aqui!

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Batom Paramount MAC (que lança mais dois tons de marrom esse mês: Eugenie Giambattista Valli e o The Matte Lip Antique Velvet Instigator)

◊ Dê uma chance ao marrom. Veja como usar marrom nos looks. ◊

Batom marrom é maravilhoso para quando você quer deixar seus lábios marcados mas não está afim de colorir, assim como para quando você quer lábios escuros mas não está no mood para vermelho/laranja/rosa/roxo. Além de tudo, não dá pra negar que é um batom bad ass, poderosíssimo e cheio de personalidade. Quer mais? Funciona para quase todos os tons de pele.

Aqui vão algumas dicas pra usar batom marrom:

« | anos 90

Tá bem, os anos 90 vivem nos inspirando, mas não podemos esquecer que o objetivo é atualizar tendências – e não repeti-las iguaizinhas. Por isso, quando falamos de batom marrom, estamos nos livrando dos batons com aqueles brilhinhos e nos abrindo para uma maior variedade de tons dentro do espectro do marrom. Aposta no matte que moderniza!

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« | Kylie Jenner, a musa

Kylie talvez tenha sido uma das maiores impulsionadoras do batom marrom nessa segunda década dos anos 2000. Antes adepta dos batons nos tons mais próximos dos seus lábios, Kylie foi desejando cada vez mais destaque e volume para a boca. Como o estilo dela tem toda uma pegada anos 90 (uma coisa meio sexy sporty spice, já repararam?), nada mais natural do que aderir e difundir o batom marrom.

Não fica lindo, nela? Vai ficar em você também!

« | em diferente tipos de pele

Assim como o cinza, o batom marrom tem vários “fundos de cor”. Ou seja, ele pode puxar mais para o vermelho ou mais para o arroxeado, sendo mais quente ou mais frio. Por isso, ele funciona bem em vários tipos de pele – basta você achar o tom mais adequado para a sua. Você pode ter vários tons de marrom no seu acervo também e variá-los de acordo com a ocasião e com o resto do make. Falando nisso, dá super certo combinar com outros tons de marrom (suaves) na maquiagem, tanto na sombra quanto no blush/bronzer.

| pras branquinhas

batom marrom pra peles brancas

| pras morenas

batom marrom em pele morena

| pras pretinhas

batom marrom em pele negra batom marrom em pele negra

Em geral, o batom marrom, apesar de neutro, é bem marcante e traduz seriedade e autoconfiança. A gente também acha que ele traz um ar de sofisticação maravilhoso para o look, principalmente se ele tiver médio contraste com a pele. Aqui tem um post em que falamos um pouco mais sobre usar o batom para transmitir nosso estado de espírito através do batom.

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E você? Vai dar uma chance ao batom marrom? Conta pra gente nos comentários e marca com #modicesinspira a sua foto usando!

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Acessorizando os tornozelos

O tornozelo nunca esteve tão em alta desde que ele foi libertado há exatos 100 anos. Tudo bem, provavelmente você lembra de alguns verões na praia em que não faltaram tornozeleiras e pulseirinhas amarradas próximas ao calcanhar. Mas em tempos de saia midi e calças com a barra dobrada, os tornozelos andam ganhando mais atenção do que nunca: seja porque estão totalmente expostos, seja porque estão cobertos com sapatos e meias feitos especialmente para destacá-los (ankle boots, canos médios…).

@mimppy

tornozeleiras da @mimppy

Nada mais natural que comecemos a descobrir novos meios de adorná-los também, não acham? Olha que ideias incríveis que achamos para “acessorizar” o tornozelo:

tornozeleira com tênis

@victoriayamagata no #modicesinspira

O que falar dessa combinação absolutamente improvável (e maravilhosa)? Tornozeleira indiana, cheia de informação boho, com tênis de couro preto (!). Amamos e já queremos copiar. Aliás, a combinação de tornozeleira com tênis é a nossa mais nova paixão, pois além de ser lindo, tira a “obrigação” da tornozeleira de ser usada na praia, no verão, com rasteirinha… Aqui tem um monte de ideias boas, em especial a de usar a tornozeleira por cima do cano do tênis!

◊ Dicas de styling para alongar o visual sem precisar de salto ◊

Se você curte usar com rasteiras (opa, a gente também adora!), saiba que dá para ir além do “delicadinho praiano” e atualizar a tornozeleira. Você pode escolher umas mais pesadas, de couro ou com bastante adornos para cobrir uma parte da rasteira. Pode também usar duas iguais (como cuffs que a gente usa nos pulsos), fazer um mix com vários tipos e estilos e até adaptar umas pulseiras maiores que você já tem no armário que fica ótimo.

Por aqui já estamos acessorizando os tornozelos! Prontas para colocar o tornozelo pra jogo? ;)

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O que as marcas de moda precisam entender sobre a crise

É inegável que a crise econômica vem mudando a nossa percepção de valor e os nossos hábitos de consumo. Não há como fugir da reorganização que uma crise como essa causa nos mercados a nossa volta. Assim como não há como fugir das consequências dos movimentos de ressignificação dos meios sustentáveis e do estabelecimento de economias colaborativas. Não é difícil de ver o tipo de mudança que isso tudo provoca na forma como compramos e na forma como os bens de consumo nos são oferecidos (e vendidos). Os novos conceitos estão aí e as marcas devem escolher se adaptar a eles ou morrer por causa deles.

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◊ uma nova consciência de consumo para moda e para a vida ◊

as marcas brasileiras e o famoso “mais do mesmo”«

Existe uma máxima que rege quase todos os mercados e todos os tipos de crise econômica: se você não for criativo, você morre. É durante uma crise que o consumidor para e analisa como o seu dinheiro deve ser gasto de forma mais responsável – e como ele pode gastar menos, sendo igualmente feliz e realizado. O próprio consumidor deve ser criativo para fazer isso acontecer, imagina então como devem agir as marcas.

É bem simples. Você tem um produto e ele tem um valor percebido pelo cliente. Se o preço cobrado é mais alto que o valor percebido, a compra do seu produto configura um mau negócio. O consumidor não quer saber se a crise chegou para você também, dono de marca de moda, ele está repensando como utilizar melhor o dinheiro que sobra no mês e não quer arriscar fazer maus negócios. Eu não vou pagar R$300 pelo mesmo vestido que eu comprei no ano passado por R$180 (fato verídico relatado por nossa editora) e eu realmente não me importo se esse preço é porque conta de luz da loja aumentou – a minha também aumentou.

O que as marcas de moda brasileiras parecem não ter percebido ainda é que o seu consumidor mudou, mudou muito. Não só porque ele lê blogs e compra online – o que aumenta a concorrência para a sua marca de forma inimaginável. Mudou porque ele precisa ser convencido, o tempo inteiro, de que a sua marca e os seus produtos vão agregar algum tipo de valor para ele. Não adianta colocar na vitrine o que a menina da novela usa, não adianta fazer campanha com modelo famosa, não adianta gastar milhares de reais num catálogo de papel, não adianta repetir o que você vem fazendo há anos porque não vai mais dar certo. Você não está mais nos anos 90, Dorothy.

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O mundo mudou, esvaziando os shoppings e enchendo as feiras. As pessoas já entenderam que quando elas pagam o preço pelo vestidinho de poliéster dentro da loja do shopping, elas estão pagando o aluguel da loja, a comissão da vendedora, o frete do tecido vindo da China e 80% de lucro sobre a unidade do produto final. Nada disso vale a pena se o que você oferece a seus clientes é apenas um vestidinho (que ele já viu, já teve, e sabe que vai estar com 70% off na próxima liquidação).

E se você tem a esperança, de que “quando a crise passar“, nós mulheres voltaremos às lojas felizes e radiantes com cartões de crédito em punho loucas pra comprar blusa de poliéster por 500 reais, pode começar a mudar de ideia. Consciência é um caminho sem volta.

Como consumidoras, o que estamos achando disso tudo?«

Marcas de moda, nós consumidoras queremos ser vistas e entendidas como indivíduos que pensam, escolhem e decidem de acordo com valores próprios e uma percepção real do mundo. Entenda que suas clientes são gordas, são negras, são empresárias, são altas, são velhas – e se você ainda está tentando vender para uma cliente ideal que você acha que todas as mulheres desejam ser, você está à beira de um choque de realidade. É impressionante como poucas marcas conseguiram captar essa ideia.

Basta uma ida ao shopping para ter a sensação (clara) de que nada daquilo que está nas vitrines e nas araras nos representa. Conversando com pessoas próximas, é possível ver o como essa reação tem sido cada vez mais comum e de que as marcas simplesmente não estão acompanhando a nossa evolução. “Para quem são essas roupas?” – foi a pergunta levemente indignada de uma de nós dentro de uma loja, que foi jogada em um grupo no whatsapp e desencadeou um monte de mensagens que diziam “há muito tempo não compro nada”, “só tenho achado roupas legais em marcas independentes”, “tudo tem me vestido muito mal, será que sou eu?”, “tenho preferido gastar meu dinheiro com comida e decoração”.

É como a Carla gosta de dizer: nessa crise, o dinheiro está trocando de mãos. Temos sim um dinheiro (mesmo que pouco) para gastar com nós mesmas, ainda temos vontade de comprar roupas, ainda temos desejos de tendências e de objetos de/da moda. Mas temos outros desejos consumistas também como um quadro novo para casa, um bom vinho, uma viagem no fim de semana… E isso tudo significa que se a ida ao shopping não “rendeu frutos”, o dinheiro que seria gasto com o seu vestidinho, vai ser gasto num jantar com as amigas.

Se o que você oferece a sua cliente é uma roupa sem personalidade, com qualidade medíocre, preço mais alto que o valor percebido, modelagem padrão feita nas coxas, conceito anos 90, tendencinha comprada aos lotes na China e atendimento pífio, você não pode esperar que ela compre – que ela escolha comprar com você.

E não se engane, dono de marca de moda, não adianta facilitar o pagamento. Pode parar de achar que a sua cliente não está comprando suas roupas porque está sem dinheiro. Ela só não quer mais comprar de você.

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Dicas de como usar marrom no seu look

Seja por ter sido utilizada pela plebe durante a Idade Média ou por ser uma das marcas dos monges franciscanos, o marrom nunca foi uma cor associada à nobreza e à sofisticaçãoMarrom é a cor da fibra, do tecido cru, sem tratamento e, por isso, durante muito tempo foi símbolo de simplicidade e, sim, da pobreza.

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Hoje em dia, na era dos tecidos tecnológicos, essa associação com o marrom é quase uma injustiça, não acham? Marrom é antes de tudo, a cor da terra, da madeira, do acolhimento – três coisas de imenso valor na sociedade moderna. Muita usada por pessoas dos signos de terra (touro, virgem e capricórnio), a cor marrom passa a mensagem de estabilidade, perseverança, segurança e resistência a mudança (características que são comuns a esses signos).

Diretamente associado ao artesanal e ao couro, cada vez mais raros no mundo moderno, o marrom está (ainda bem) cada vez mais ligado à sensação de liberdade e da elegância sem esforço.  No momento em que estamos comprando cada vez menos e valorizando aquilo que é produzido localmente e em pequena escala, que é durável e feito à mão, é natural que comecemos a ver uma maior presença do marrom nos looks, não acham?

Por isso, separamos aqui, algumas dicas de como usar marrompara você perder de vez esse preconceito:

• pra dar aquele toque “acolhedor”

Carla Lemos

O marrom é uma cor neutra e que não “pesa” no look. Por isso, o marrom é maravilhoso para quando o preto é difícil de aplicar, como em dias muito ensolarados ou quando os outros tons do look puxam para um lado mais terroso. Vale saber também que o marrom é o preto para alguns tons de pele! Substituir o marrom pelo preto dá ao visual a sensação de acolhedor e de leveza, mesmo usando tecidos mais pesados.

• pra ficar elegante use com outros tons escuros

Fora dos trópicos, o marrom também é associado com a chegada do outono (e as folhas secas). Naturalmente, combinar o marrom com outras cores típicas dessa estação sempre dá certo. São cores mais fechadas, de tons mais escuros, mas ainda assim com variedade como vinho, roxo, e azul marinho (e até preto). Fica super elegante pois além de ser harmônico, foge da combinação super básica com neutros.

• com cinza é só amor

Uma das formas mais atuais de usar marrom é com cinza! Isso mesmo. Apesar de improvável, é uma combinação que dá muito certo. Você só precisar ter um cuidado ao escolher um cinza com fundo de cor mais quente. Aliás, marrom pede cores mais quentes em geral!

• e fica super cool com estampas p&b

Carla Lemos

Quem disse que é impossível usar marrom com preto? Nesse caso, prefira estampas em p&b (que não tem erro) e misture com outras peças em tons de caramelo. Como o look vai pedir uma “esquentada” para harmonizar,  finaliza com um poderoso batom vermelho ou vinho!

E aí, pronta para dar uma chance ao marrom?

 

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