De repente 30

Tá, não foi tão de repente assim. Ontem foi meu aniversário *yey!* e chegar aos 30 é tudo menos uma surpresa. São meses de inquietação, crises, desejos, reflexões e vontades. Uma jornada muito louca e intensa auto-conhecimento e consequentemente maturidade. Completar 30 anos é se sentir forte. Mais segura também. O que na astrologia a gente chama de Retorno de Saturno e que, na prática, só a gente se tornando adulto de verdade.

Porque com 20 anos você se sente a dona do mundo. E é mesmo! Você é incrível, capaz de tudo, principalmente de quebrar a cara. E, tudo bem, fodassy ♥ Essa é a fase que você tem que viver todas as experiências que o mundo tem pra te oferecer. Mudar de curso, faculdade, emprego e cidade. Trocar de namorado (ou não hihihiihih), casar, descasar e casar de novo. Viajar sem data pra voltar. Passar perrengue (e se divertir pra cacete), ficar rica (e falida de novo). É passar por todas as fases de estilo (piriguete, hipster, romântica ou patricinha), experimentar cores e cortes de cabelo — o que é minha especialidade, vamos combinar. No último ano fui do loirão californiano quase-na-cintura pro rosa-pequeno-pônei, passagem secreta (!) pelo ruivo até voltar ao tom natural na altura dos ombros, a cor e corte que usei por boa parte da minha vida (aka. infância e adolescência), só que, agora, na sua melhor forma. Porque agora eu conheço meu cabelo e entendo suas vontades. Se ele acorda de mau humor — o tal bad hair day — tudo que eu preciso é dar mais carinho pra ele, passar um leavin cheiroso e adorná-lo com um penteadinho, turbante ou outro acessório que deixe ele mais suscetível a elogios.

Eu só senti essa mudança tão forte num aniversário quando fiz 15 anos. Nessa época, anos 2000, eu apostava (sério) com meu melhor amigo que ia casar virgem (oi?) e escapava da pressão de ser desesperadamente apaixonada por Nick, Brian ou Kevin descobrindo Legião Urbana (e fazendo novas amizades, claro). Aos 15 anos eu entendi que eu não era igual a todo mundo e que me aceitar como diferente era menos sofrido que tentar me encaixar numa verdade que não era a minha. Lição aprendida aos 15, confirmada aos 30.

Porque com 30 anos você entende a sua verdade. E não tem (mais) medo de assumir ela pra você e pro mundo. Você já sabe quem você é e o que você quer ou, pelo menos, o que você definitivamente não quer mais. E essa consciência é maravilhosa! Por mais que ainda existam muitas dúvidas e crises (existenciais) aquela angústia de querer tudo passa. Aos 30 você realmente dá mais valor à qualidade que quantidade em tudo: roupas, comida e amigos também (sem aquele mimimi de ter poucos e bons, porque realmente não importa se você tem 5 ou 50 amigos desde que o sentimento seja #true).  Como escreveu o lendário Honoré de Balzac, escritor francês do séc. 19 que originou o famoso termo balzaquiana“Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma. Aos 30, a mulher está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo – astral. Quer é ser feliz“.  E só :)

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Quer saber porque a coleção MAC por Julia Petit é tão incrível?

porque é pensada pra mulher brasileira.

De verdade mesmo. Esqueça aqueles clichês esteriotipados de brasilidade. Essa não é uma coleção pra gringo ver — por mais que a linha MAC por Julia Petit vá ser vendida em mais de 30 países. É maquiagem pra mulher brasileira usar (tudinho, até o final) seja ela do Norte ou Sul, branca ou preta.

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E isso é maravilhoso! Eu fiquei muito surpresa (e feliz pra caramba) ao ver a Julia contando dos seus estudos e testes para chegar num produto que funcionasse tanto pras meninas de Belém do Pará (saudade!) que vivem num clima super úmido quanto pras garotas de Brasília e seu clima super seco. E que o mesmo produto servisse pras branquinhas (como ela própria) e pras negras também. Afinal, a beleza da mulher brasileira é justamente a sua diversidade.

A coleção foi construída em cima de 2 pilares que são o segredo do seu sucesso estrondoso (que fez quase tudo esgotar pouquíssimas horas):

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Pele brasileira brilha (sol, calor, umidade), então porque não usar isso? Gente feliz tem pele iluminada. O que a Julia fez foi pensar quais tipos de texturas poderiam ressaltar a nossa beleza (e não camuflá-la numa opacidade irreal). Por isso, Julia fez um iluminador fan-tás-ti-co com textura líquida, super levinha que deixa a pele radiante e vivaz de uma forma super natural (sem pontinhos de glitter, sabe?).

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O delineador não é exatamente preto, é um tom tipo chumbo que também tem um brilho mais natural. Assim como os batons Boca e o Petite Red que tem acabamento Satin (mais macio e cremoso). Mesmo o Açaí que é matte, não é tão seco como o Ruby Woo, é um pouco mais cremoso como o Russian Red.

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Ah, Carlinha, mas são só cores neutras. Sim, mas não são quaisquer tons. Como eu disse lá no início, a ruiva pesquisou muito até chegar em tons ideais que funcionassem numa maior gama de tons de pele brasileira: branca, morena, oliva, mulata e negra. E ela fez questão de mostrar isso nos editoriais e até na masterclass de lançamento da coleção usando modelos de tons de pele diferentes.

Com esse conceito na cabeça, o blush (um rosinha pêssego lindo de viver) é super pigmentado pra revelar em quem tem pele escura e quem tem pele clara vai usar bem pouquinho (e o blush vai durar anos). O batom nude (Boca) tem um fundo rosado que harmoniza melhor com as peles douradas daqui. Dizem que o Açaí é super parecido com o Rebel, mas pra mim a diferença é gritante: o roxo da Julia tem uma tropicalidade (e leveza) especial. Ele realmente me lembra as cuias de Açaí fresco recém moído da Amazônia

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Como a Fabiana Gomes (artista sênior da MAC no Brasil) disse essa coleção abre um novo capítulo na história da beleza nacional, mostrando que a gente não precisa mais se camuflar atrás de ideais de beleza que não possuem a nossa verdade. E que esta coleção mostre pra indústria da beleza que é preciso começar a olhar pra dentro, reconhecendo e exaltando a nossa beleza e diversidade não só em cores e “inspiração”, mas na usabilidade ;)

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Minhas dicas de looks pro Lollapalooza no Gshow

Há alguns dias recebi um convite irresistível do GShow: assinar o styling de um editorial de moda com o casal sucesso (lindo e super querido) de Malhação Anaju Dorigon e Felipe Simas com dicas de looks para o Lollapalooza — que acontece esse fim de semana, dias 28 e 29, em SP ♥

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Como cês sabem sou louca por festivais de música, logo o convite para reviver meu lado stylist não poderia ter sido mais perfeito :) E também desafiador. Porque não basta ser um look maneiro, ele precisa ser confortável pra servir ao seu propósito que é curtir o dia todo, do início da tarde à madrugada, correndo de um lado pro outro do Autódromo de Interlagos pra poder curtir os shows nos diferentes palcos. E, claro, precisam ser looks cheios de estilo e atitude — pra isso me inspirei em algumas atrações do festival, olha só:

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O primeiro look tem uma pegada mais esportiva inspirada na grande atração pop do festival, Pharrell Williams. Assim montei o look pro Felipe com as peças mais características do estilo do músico: chapéu, jaqueta esportiva e bermuda. O chapéu é Nath Hats, a jaqueta é da coleção assinada pelo Pharrell para a Adidas (quero uma pra mim), pólo Fred Perry, bermuda Armadillo, tênis Adidas. Pra manter o mood me inspirei no estilo tomboy da Helen Lasichanh (a esposa do cara) pra compor o look da Anaju com jardineira Adriana Barra, cropped C&A, maxi brinco Elo e bota da Melissa.

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Outra super atração do Lollapalooza desse ano é o Robert Plant, ex-vocalista do Led Zeppelin. Assim fui buscar inspiração nos anos 70 e no filme Quase Famosos (penny lane ♥) pro look da dupla. O look da Anaju começou com esse quimono da Zinco (o tecido é meio aveludadinho, lindo!), regata básica Hering, saia (que é short!) também da Zinco, colar de cristal Fantástico Mundo Bijoux e rasteira Via Mia. Já o look do Felipe acompanha o clima 70s com a camiseta com estampa tie dye e jaqueta Foxton, a calça e o tênis são dele mesmo (rapaz estiloso!).

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O último look do casal tem uma influência folk começando pelo visual da Anaju com chapéu maravilhoso da EVA (tb quero!), blusa com decote ombro-a-ombro (super tendência) Dress to, short (com estampa paz e amor!) também da EVA, bolsa de franjas e sandália Via Mia. Já o look do Felipe é bem básico com camiseta Foxton, bermuda Armadillo e tênis Adidas, mas em cores mais criativas (e ainda sim neutras!).

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A Anaju tava tão empolgada com os looks que montei mais um look pra ela com a jaqueta (a mesma do look 2) do boy Foxton, cropped de oncinha (estilo babydoll) Rdlay, short com bordado étnico Damyller e a botinha da Melissa.

 

Fotos: Isabella Pinheiro/Gshow
Assistentes de produção: Paula Queiroz e Gabi Monteiro

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Curtiu os looks? Vai se inspirar em qual? Conta pra mim aqui nos comentários! ;D E para ver mais fotos dos looks, detalhes e o vídeo é só clicar no link aqui ;)

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.:: Manutenção ::.

A última semana foi fraquinha de posts por aqui, né? É que nós tivemos que passar por uma manutenção técnica, com troca de servidor entre outras coisas que não entendo lhufas, mas que prometem melhorar o desempenho do blog — que é o que nos interessa.

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Chega de página de erro, chega de blog fora do ar! Yey! :D
(e com alguma sorte o blog fica mais rápido tb!)
Muito brigada Nuvem Hospedagem por nos socorrer e serem tão atenciosos e profissionais :) E já voltamos à programação normal ♥
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