Make do Dia: Batom azul e maquiagem customizável da Natura

Dia desses, recebi aqui em casa um kit da Natura Faces com uma nova proposta de maquiagem, mais street, mais cool e sim, customizável – pra você adaptar ela ao seu gosto, estilo e vontade. Fui correndo experimentar porque, vocês sabem, eu não resisto a umas ideias novas de make, quanto mais ousada melhor, ‘tô nessa fase da vida. Aliás, vale dizer que, de cara, já deu aquele orgulhozinho de ver uma marca brasileira que vende no país todo investindo numa linha inovadora e bem moderna!

Como para mim batom azul nunca é demais (já falei muito deles por aqui), fui logo testar e amei super. Ele tem um brilho quase metalizado (no release, diz que o acabamento é matte mas eu discordo), e uma pigmentação bacana – em duas aplicações cobriu direitinho. Ele é super macio, o que é ótimo, mas também pode dificultar a aplicação, então eu recomendo passar com um pincel ou fazer um contorno com lápis. Aliás, outra dica, para batons escuros não costumam existir lápis de boca do mesmo tom, então, aposta nos lápis de olho mesmo que dá super certo.

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Riquíssima essa cor, né? E é barato e acessível (cada um custa R$14,90), viu? Agora, a parada mais legal sobre esse batom é que ele (junto com um tom mais de roxo) fazem parte da linha Batom Maxxi que junto com os dois tons da Maxxi Mix - preto e branco – permite que você faça misturinhas pra chegar em um tom que você deseje. Mais ou menos como a gente fazia antigamente com esmaltes, lembra?

E o que eu fiz? Fui testar, né!

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Passei o batom branco por baixo, também com o pincel, porque senão o contorno ia ficar bem esquisito, e depois passei o azulão por cima. Queria muito saber como eu ficava de batom azul claro e, definitivamente, não é a minha cor (vide minha cara de desconforto na foto). Mesmo assim, coloquei aqui pra vocês verem, porque não funciona no meu tom de pele, mas pode muito bem funcionar no seu – e o tom em si é lindo.

E aí, o que vocês acham dessa proposta de make customizável? Acham que pega?

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Autoestima: Quais são seus detalhes favoritos?

Quando a equipe de Bepantol me convidou parar participar da sua nova campanha, #detalhesimportam, eles me perguntaram: “Carla, quais são os detalhes que você mais gosta em você?”. É engraçado isso. Na mesma hora eu percebi que eu nunca tinha parado verdadeiramente para prestar atenção no que eu mais gostava em mim mesma e tive a sensação de que nós, mulheres, somos sempre ensinadas a pensar no que temos de ruim para corrigir e não no que amamos para cuidar. Já perceberam? Por isso foi tão legal receber esse questionamento e parar para dar atenção aos detalhes que amo em mim.

A verdade é que, depois do “susto”, não precisei de muito tempo para pensar nos meus cabelos: a grande e revolucionário descoberta sobre mim mesma dos últimos anos! Depois fiquei pensando em mais coisas que eu curtia no meu corpo, detalhes que a gente não costuma compartilhar. Lembrei das minhas orelhas, que têm um desenho bonitinho, dos meus cílios grandes, do sorriso largo e das minhas canelas! Sim, gente, das minhas canelas. Enquanto muita gente ama seus joelhos, eu tenho um xodó especial pelas canelas (a conexão direta pros pés, onde amo ostentar minha coleção de tênis).

É que não importa muito o quão inusitada e ~diferentona é a parte de você que é sua queridinha. Detalhes importam e são esses detalhes que você tem que usar se sentir melhor, pra você se sentir mais bonita, pra se sentir você mesma. Ressalte aquilo que você tem de bom, são nesses detalhes que fica guardado o tal do amor próprio, viu?

E essa é a toda a proposta de Bepantol: da gente cuidar das áreas que precisam de atenção especial, porque são especiais pra gente. Aliás, Bepantol é aquele tipo de produto que a gente nem precisa dizer o quanto é maravilhoso, porque todo mundo conhece e concorda – e é mesmo um super hidratante. De quebra, é uma marca amor que ouve suas consumidoras sempre e foi adaptando e desenvolvendo novos produtos de acordo com o que a internet pedia (e sugeria de novos usos). O bom é que tem o versões do Bepantol (creme, líquido, spray e pros lábios) perfeitas para cada detalhe (que importa) do nosso corpo.

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E aí? Vamos em busca desse amor próprio escondido na gente?

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Onde comprar o tênis de luzinha no Brasil

O nosso amor por tênis é declarado. Além do extremo conforto, já foi tempo que os tênis tinham carinha de colégio ou só serviam pra esportes. Hoje, até o tênis mais atlético tem design moderninho, fazendo com que a gente tenha mega desejo por ele e, de fato, use no dia-a-dia. O sportswear tem feito parte de muitas de nossas escolhas de moda e mais uma vez é uma referência direta aos anos 90. Se você ainda não está cansada de viver em uma espécie de anos 90 Parte II da moda, deve ser mais uma (com a gente aqui incluída nesse grupão) que está surtando com o tênis de led, o tênis de luzinha: da nossa infância diretamente para a vida adulta.

pisca pisca

Sim! Eles estão de volta e a vontade de usar já está nos consumindo. A verdade verdadeira é que o tênis de luzinha já estava “acontecendo” na gringa, mas bastou os atletas britânicos usarem eles no encerramento das Olimpíadas que a busca por tênis de led aumentou em 605% na internet. A notícia boa é que os tênis já começam a ser vendidos aqui, e agora não precisamos mais ficar atrás de site gringo pra ter o nosso.

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No dia 15 de Setembro o Schutz Lights On vai ser lançado nas lojas, mas você já pode garantir a pré-venda no site, por R$520,00. A Vizzano também já mandou avisar que o modelo chegará às lojas em Outubro. A gente fica ~~no aguardo para que mais marcas brasileiras corram para fazer suas versões com preços mais amor. Né?

Agora é só esperar um pouco pra ver as noites ainda mais iluminadas. E vocês, o que acharam dessa nova febre do tênis de luzinha?

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2016 e a insistência nos clichês sobre a beleza da mulher brasileira

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Quando a gente recebe um questionamento desse tipo por inbox, não dá pra ficar sem dizer nada, né? Até porque a gente concorda com a Beatriz: não, ela não representa toda a beleza da mulher brasileira. É muito triste que em 2016, depois de tantas discussões sobre a violência de se estabelecer padrões de beleza e tanta conversa sobre amor próprio e auto-estima – sem falar nos muitos caminhos “alternativos” abertos através de muita luta e dor feminina – ainda tenhamos que lidar com esse tipo de ~matéria nas revistas.

Por aqui, como estamos cercadas de mulheres feministas (de todas as correntes) e interagindo o tempo todo com gente empoderada e empoderadora, muitas vezes cometemos o erro de não comentar uma ou outra coisa que achamos absurdas em revistas de moda e beleza, simplesmente por achar que são tão fora da nossa realidade que não valem a nota. Mas o erro é nosso, sabem? Temos que falar sim e bater nas mesmas teclas incontáveis vezes. Precisamos que mais pessoas façam questionamentos para que, daqui a 10 anos, não haja a necessidade de falar a respeito.

Durante muito tempo, as publicações de moda e beleza foram as grandes lançadoras de tendências, as definidoras do que é ou não bonito, as que estabelecem o que deve ser ou não parte das obrigações femininas, as que colocam no papel a teoria e a prática do que é ser mulher no nosso século. As revistas de moda e beleza estão aí para reafirmar os padrões e lucrar com eles.

Só que a gente está muito cansada de ouvir e ler como deveríamos ser, o que deveríamos fazer, como deveríamos nos comportar. Estamos cansadas de ver retratada uma beleza ideal que é muito diferente da nossa e impossível de ser alcançada. Mais do que isso, estamos muito cansadas de sermos representadas pela nossa ~beleza quando temos tantas outras qualidades mais legais e mais importantes.

Então, não a Izabel Goulart não representa toda a beleza da mulher brasileira. Achar que uma só mulher representa toda a nossa beleza é tão ultrapassado, é uma forma tão boba (preguiçosa?) de falar sobre a mulher brasileira. É ainda pior usar as Olimpíadas como argumento.Em um momento em que poderiam estar exaltando as nossas atletas, colocar uma modelo internacional na capa como representante das nossas mulheres é preguiçoso, é dizer veladamente que não importa o quanto você tenha sucesso no seu campo de atuação, o mais importante é que você seja linda.

E não estamos falando só da “Glamour”, não, é porque esse foi o exemplo da leitora, são muitas as publicações que fizeram isso, sem se questionar.

E é disso que a gente ‘tá cansada do discurso velho, da mentalidade ultrapassada que ainda alcança muitas mulheres e atrapalha muito da luta pela nossa sanidade. A verdade é que a gente não espera que as revistas mudem de comportamento. O que desejamos é que esse comportamento seja cada vez mais questionado e que mais mulheres procurem outras fontes de informação sobre moda e beleza, sem um discurso violento.

Isso depende da gente também, viu? De mudar o nosso comportamento, de parar de compartilhar os “closes errados”, de parar de tornar viral matérias opressoras (mesmo que elas venham acompanhadas com suas críticas) e, no lugar disso, compartilhar e dar visibilidade a matérias realmente incríveis, com representatividade e em prol da auto-estima. Porque tem muita revista opressora por aí se dando muito bem com as polêmicas criadas.

Ao mesmo tempo, mesmo que pareça incoerente, a gente acha que temos sim que apontar os erros e as besteiras que os veículos falam e divulgam como verdades absolutas. A questão aqui é que para equilibrar a balança, que tal nos empenharmos em também celebrar a galera que ‘tá falando muita coisa boa?

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