É impressionante a velocidade com que a moda tem se propagado. Com tantos sites e blogs qualquer pessoa pode ter acesso aquilo que há pouco fazia parte do cotidiano da minoria fashionista. A exemplo disso estão marcas como Marc Jacobs, Calvin Klein e Louis Vuitton, que exibiram seus desfiles em tempo real na internet. Aliás, live blogging e tweets em tempo real não são exatamente uma novidade na cobertura dos principais eventos de moda que acontecem no mundo.
A jornalista Alexandra Farah, é conhecida no Brasil por revolucionar o jornalismo de moda utilizando todos os recursos tecnológicos possíveis para compartilhar os desfiles nacionais na rede, muito antes dos blogueiros gringos começarem a ser convidados para fazer isso para grandes marcas (olha a matéria que fizemos com ela ano passado!).

Alexandra Farah e seus inseparáveis gadgets (foto: reprodução)
Todos os desfiles que acontecem dentro da Somerset House, nova sede da London Fashion Week desde a última temporada, são transmitidos em tempo real pelo site oficial do evento, assim como alguns desfiles que serão realizados em diferentes pontos da cidade. Assim sendo, todos estão mais antenados em tendências e em tudo o que está rolando nas passarelas de todo o mundo, o que aumenta potencialmente a exigência do público consumidor.
Pensando nisso, grande magazines como Renner, C&A e Riachuelo estão visando cada vez mais atrair consumidores com gosto mais apurado, que procuram por tendências e ainda sim preços populares. Prova disso é o Inverno da Renner. A marca, que passou por uma reformulação ano passado, investe fortemente em um ar jovem e peças repletas de tendências que estavam presentes nas passarelas das semanas de moda brasileiras.
Algumas das peças da nova coleção de inverno da Renner (foto: divulgação)
As parcerias com celebridades e estilistas também animam os consumidores e até quem torcia um pouco o nariz para este tipo de loja passou a consumir. Segundo a publicitária e blogueira Cris Guerra, consumista assumida, a moda está ficando acessível sim. Ela conta que quando mais nova, costumava bater carteira em lojas como C&A e a extinta Mesbla mas sua obsessão pelas grifes a fez abrir mão dessas marcas e rumar para outras com nome já conceituado.
Alguns looks da coleção da Espaço Fashion para a C&A (foto: divulgação)
Mas há um mês Cris teve a oportunidade de ver algumas peças da Renner, depois de muito tempo sem contato, “e fiquei sinceramente impressionada com a variedade, os cortes, os modelos. Eram peças que não deixavam nada a desejar para outras de boas marcas”, e ela completa “acho que a moda está, sim, ficando mais acessível e se vestir bem em lojas populares vai ser a cada dia mais possível”, finaliza a publicitária.
A melhor parte dessa evolução na moda, além dos preços é claro, é que as lojas estão realmente incorporando conceitos e tendências globais na real life de quem consome tais marcas. Nossos guarda-roupas e carteiras agradecem, e ficamos na torcida por um inverno mais bonito.