A auto maquiagem de Catherine e Juliana Paes

Rio de Janeiro,

Em um dia histórico para a população britânica (e todas as mulheres que já sonharam em viver um conto de fadas) uma plebéia casou-se com um Príncipe herdeiro, depois de 350 anos. O casamento de Catherine Middleton – agora Duquesa de Cambridge – com o Príncipe William, é o assunto mais falado do dia, da semana, mês, quiçá do ano.

Em meio a tantas notícias e especulações avulsas, o que chamou mais atenção – depois do deslumbrante vestido feito por Sarah Burton da Alexander McQueen – foi o fato de Catherine fazer sua própria maquiagem para a tão esperada cerimônia.

A maquiagem que ela escolheu para se fazer foi bem simples, parecida com o que ela usou nas fotos oficiais, e usa no seu dia-a-dia, com o seu já característico forte lápis preto contornando os olhos e blush bem marcado. Catherine, que é formada em historia da arte, teve aulas particulares com a make up artist londrina, Arabella Preston, especializada em maquiagens de noivas. Em declaração à revista People, Mark Niemierko, planejador de casamentos, disse que a auto-produção faz parte do caráter humilde e informal da pessoa comum fazendo parte da Família Real.

Aqui no Brasil, temos outra adepta da auto maquiagem, a atriz Juliana Paes. No coquetel de lançamento da sua mais recente coleção da Vida, sua linha com a loja de departamentos Leader, ela contou que durante muitos anos fez aula de desenho e confessou ser compulsiva por comprar maquiagens: “Eu estudei muitos anos de desenho. Antes de você aprender a pintar você aprende a desenhar e faz muito esse exercício do grafite, de esfumaçar, então para mim é muito fácil lidar com pincéis. Sou aquela pessoa que me maquio e gosto de ter um arsenal. Tenho muita maquiagem em casa e não consigo parar de comprar mais”. Como boa amante do assunto, Juliana tem o rímel como seu queridinho (ela adora a mascara L’oréal Volume Shocking Black), pois acredita que o poder de um curvex e muitas camadas de máscara dão um levante em qualquer semblante de cansaço.

As princesas da vida real não esperam o seu príncipe encantado chegar em um cavalo branco, ou a fada madrinha surgir com uma mágica de prazo limitado. São mulheres independentes na postura, atitude e no cuidado com a própria imagem.

  • Vale lembrar que nem Juliana, nem Catherine contam com a ajuda de personal stylists para se vestir ;)
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O cabelo ruivo de Blake Lively

Rio de Janeiro,

Depois do casamento de Catherine Middleton, o assunto mais falado (pelo menos em sites e blogs femininos) são os novos cabelos ruivos de Blake Lively. O site da revista Allure (revista de beleza americana) foi rápido e conseguiu uma entrevista com a colorista da musa de Gossip Girl, Rona O’ Conner.

Ela conta que a mudança aconteceu há 3 semanas e que Blake levou seus sobrinhos, ruivos genuínos, para mostrar o exato tom que ela queria. Para chegar na (polêmica) cor foram usados 6 tons de coloração aplicados em camadas estrategicamente posicionadas para dar o efeito de brilho e profundidade.

Cabelos ruivos exigem atenção constante. Rona disse que no dia do baile da Time ela fez um retoque nos cabelos de Blake para realçar a cor e que para manter o tom cor-de-fogo é preciso fazer manutenção da cor a cada 3 semanas, no mínimo.

Eu atesto o conselho da colorista de Blake. Há quase dois meses vivo essa experiência de ser ruiva. Na verdade, cheguei para o Homero Barros do Fashion Clinic com uma foto da Florence Welch (bff de Blake) de referência. Para adaptar a cor de cabelo que eu desejava para o meu tom de pele ele usou um castanho alaranjado da Keune: “Ruivo sem tinta vermelha”, como ele falou. Fiz o primeiro retoque 3 semanas após a primeira tintura e agora, quase 1 mês depois já agendei outro retoque. Dá trabalho, mas estou adorando!

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Maraponga Arena Fashion 2

Rio de Janeiro,

Acabo de chegar na cidade de Fortaleza (capital do Estado do Ceará, terra de papai) a convite da Maraponga Mart Moda, maior shopping de atacado do Norte e Nordeste, para participar do segundo Arena Fashion Show, que desta vez estará voltado para o marketing de moda e os nossos desejos de consumidor(as).
Estarei junto de Diana Balsini, ex-BBB, ex-modelo (sabia que ela já fez fotos para o Modices?) e produtora de moda, Lelê Saddi, blogueira de São Paulo e Elis Vasconcelos, jornalista e professora da Universidade Veiga de Almeida e Senac RJ.


O talk show começa às 18h30m no Maraponga Mart Moda e sera transmitido ao vivo, online neste ___link___ aqui.

Maraponga Mart Moda
Rua Francisco Glicério, 290 – Maraponga – Fortaleza – Ceará
Fone: (85) 3495-2122 -

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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Bazar da Patricia Vieira

Rio de Janeiro,

De hoje (27) até sábado (30 de Abril) a estilista Patrícia Viera promove um bazar na sua loja/atelier no Leblon com acervo de coleções passadas e peças únicas de desfile com 60% de desconto. No último Fashion Business tive a oportunidade de ver de perto as peças da Patricia e fiquei impressionada com o trabalho (mágico) que ela consegue desenvolver com couro. Mesmo em fotos, como as de desfile em alta qualidade, é impossível ter a real noção do acabamento de cada peça.

Estive na loja ontem e a Andrea, filha da Patrícia, contou que o couro usado nas peças é um subproduto, ou seja, são oriundos dos animais abatidos para alimentação. São nestes couros de boi, porco e cabra que Patrícia brinca com as interferências como as peças tingidas em tie dye e talhadas com técnica utilizada em madeira (!).

Impressiona também, não só o beneficiamento do couro, mas também a modelagem que valoriza os atributos femininos. Fora do bazar, quando você vai à loja comprar uma peça ela é adaptada para as medidas do seu corpo (!). Aproveitando o friozinho de outono vale investir nas jaquetas de couro em diversos modelos e cores, e nas modernas calças de couro: prateada, dourada, cargo skinny e legging. E para quem tem a sorte de ser manequim 36 vale arrematar o vestido de franjas (ultra finas) de couro off-white.

Patricia Viera
patriciavierario@patriciaviera.com
Rua Dias Ferreira, 417/401 (em cima da Livraria Argumento) Tel: (21) 25129467

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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O inverno da Pelu, suas bijoux de vestir e a modelo do lookbook

Rio de Janeiro,

As revistas de moda brasileiras tem base em São Paulo. Por isso, é mais que natural que as marcas da cidade sejam as que mais ilustrem matérias e editoriais, ganhando uma exposição enorme (você acaba conhecendo mais marcas de São Paulo que a de qualquer outra cidade) e criando desejo em jovens corações fashionistas.

Uma destas marcas que sempre me chamou atenção foi a Pelu. Criada em 2003 por Helena Linhares, ela surgiu como uma loja/bar/cabeleireiro (quem já atendeu lá foi o Marcos Proença) que tinha uma primorosa seleção de roupas de jovens e promissores talentos da nova geração como Juliana Jabour e Neon. Mas, a linha própria acabou crescendo e hoje a Pelu vende apenas os modelos criados pela estilista Cacá Garcia.

Ter aberto mão de outras marcas não tirou o charme cool que a Pelu sempre transpareceu em aparições na imprensa tradicional. As peças tem um corte, qualidade e design incríveis. A blusa listrada tem um (re)corte super interessante que deixa parte da pele do colo à mostra. A parka é minimalista, os botões triangulares (como o botão faz a diferença numa peça!) e os lindos vestidos de festa.

A coleção de inverno está super encantadora, mas o que mais (me) chamou atenção foram as “bijoux de vestir”, que adornam o braço, perna (a Vanessa Hudgens usou uma em Coachella) e quadril. Este tipo de acessório apareceu nas coleções da Marchesa, da belga Ann Demeulemeester e no verão de Cris Barros. As da Pelu custavam algo em torno de 200 e 300 reais.

Na loja, que fica no Shopping Cidade Jardim, a vendedora (cujo nome, infelizmente, não me recordo) foi muito solicita e enviou na hora o lookbook de inverno para que eu pudesse conhecer as peças que estariam por vir na coleção. As roupas em si eram lindas, mas fiquei consternada com a excessiva magreza da modelo. A menina, mesmo que não tenha, vende uma aparência desesperadora de quem sofre de distúrbios alimentares. A má escolha da modelo interfere na percepção do produto. Desvaloriza ao invés de valorizar. E se contradiz com a imagem da campanha, um vídeo estrelado por Cássia Ávila, ex-modelo e jornalista, que é alta, magra sim, mas com uma aparência linda e saudável. Muito mais coerente com o estilo da marca.

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Kate Middleton against the world

Rio de Janeiro,

Para ler ouvindo Pagu – Rita Lee (aperte o play)

Kate Middleton emagreceu dez quilos para o casamento. O anel de noivado de Kate Middleton e composto por uma enorme safira e incontáveis diamantes. Kate Middleton era capitã do time de hóquei no colégio. Kate Middleton caiu de patins. Kate Middleton usou um vestido de uma estilista brasileira no anúncio do noivado.

Com a proximidade do casamento real, Kate Middleton se torna uma figura onipresente, seja na imprensa tradicional, nos veículos e moda e claro, e mais frequentemente, nas revistas de fofocas e celebridades. São informações ora divertidas, ora inúteis, ora completamente desencontradas que formam um mosaico muito esquisito de quem é essa garota, o que esse casamento representa e por que diabos estão todos obcecados. E a imprensa não dá trégua: nos conta repetidamente e todos os dias a história de uma moça bonita, de uma família de novos ricos e que acabou por fisgar definitivamente o príncipe William após longos e longos anos de espera. E é assim que a imprensa está construindo a versão oficial: Kate Middleton é uma Cinderela moderna, com tudo que temos direito – mãe sem noção que masca chiclete na frente da rainha, irmãos baladeiros que arranham a imagem da família, sapatinho de cristal no Quênia e um foram felizes para sempre que irá gerar uma receita de bilhões de Libras em publicidade e comercialização de produtos ligados ao novo casal sensação da realeza britânica.

Alguns dizem que a Kate é uma alpinista social sortuda. Quando uma amiga soube que mesmo antes de conhecer o Príncipe William, Kate já espalhava fotos do rapaz pelo quarto traçando planos para conquistá-lo e que a garota só escolheu ir para Universidade da Escócia quando soube que o príncipe também ia para lá, ficou espantada. Nossa, que periguétchy obcecada!, ela disse aos risos. Os risos aumentaram ainda mais quando contei que toda futura princesa deve fazer um teste de virgindade antes de casar com um membro da realeza. Lady Di fez, mas Kate foi misteriosamente liberada de passar pelo exame constrangedor.

Kate Middleton está na vitrine para que possamos rotulá-la de acordo com as nossas vontades e conceitos pré estabelecidos. Ela está ali, para que possamos decidir se ela é uma princesa do povo, que apesar de plebéia foi escolhida pelo príncipe que enxergou a nobreza intrínseca do seu caráter, ou uma mocinha fria e calculista que aos treze anos de idade decidiu entrar pra família real e traçou um plano maléfico e infalível para fisgar o rapaz. O problema dessas duas versões é que elas são absolutamente fantasiosas. Ninguém pode ter nascido tão intrinsecamente princesinha, nem tão inegavelmente vilã. Nem ela. Nem eu, e nem você.

O que acontece com a futura princesa é o que acontece com milhões de garotas e mulheres todos os dias. Mulher tem que ser alguma coisa para se encaixar num rótulo social. E geralmente esses rótulos são muito sufocantes e incluem apenas duas alternativas; tem que ser recatada, educada, cheirosinha e prendada; não pode ter muitos namorados. Essa é a mocinha do não, a mocinha que serve para casar, a Kate princesa. Ou você pode ser falastrona, extrovertida, sexy. Ter muitos pretendentes, e fazer picadinho do coração deles sem nunca escolher nenhum. Usar seu corpo como arma de sedução. Essa é a mulher sim, a perigutétchy, a Kate alpinista social.

O que muita gente não percebe é que entre as duas, existem muito mais coisas do que os rótulos podem comportar. Kate pode ter sido só uma menina boba apaixonada que se transformou em uma mulher extremamente determinada quando viu que tinha recursos para alcançar seus objetivos. E aí? Muito diferente de mim ou de você que está lendo essa coluna agora?

Muitas vezes ficamos tão perdidas nas regras do que uma mulher pode ou não fazer e do que os outros vão pensar que esquecemos o principal: não existem regras. Podemos tudo. Usar saia curta não faz uma mulher ser menos digna, esperar pra transar depois do casamento não faz de ninguém um poço de pureza e honestidade. O que te define como mulher é o jeito que você encara a vida, seu posicionamento diante dela. E isso não podia estar mais distante da medição arbitrária do tamanho do seu decote.

Podemos até achar que o amor tem a ver com destino, e que é muito triste e bizarro planejar que ele aconteça de forma tão organizada. Que amor tem a ver com acaso e sorte. E sim, é verdade. Kate podia chegar na universidade e William já estar namorando, apaixonado por outra, ser gay, ou cafa, ou simplesmenta achá-la tediosa e desinteressante. Nenhum planejamento ia funcionar nesses casos. O mérito de Kate foi não tentar adivinhar o desejo do príncipe William e sim seguir o que dizia o seu próprio desejo e  foi atrás disso sem pensar no que iam dizer dela. Afinal, como toda princesa de contos de fadas, Kate sabe duas lições para chegar ao Happy End: que mesmo o o amor verdadeiro às vezes precisa de um empurrãzinho, como uma fada madrinha te vestindo para entrar de penetra num baile, e que mais importante do que o julgamento alheio das irmãs invejosas, é ser feliz.

E adivinha quem está com um sorriso de orelha a orelha agora?

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No Top Fashion Bazar

Rio de Janeiro,
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VICTOR FERNANDES é fotógrafo e acredita que mulheres maduras se vestem melhor que mulheres mais jovens. É fotógrafo, consultor informal de novas tecnologias e dedicado à culinária nas horas recreativas.

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