Assim como a televisão, rádio ou msn, a moda também é um meio de comunicação. Uma atitude tão comum como escolher uma roupa, expressa instantaneamente a relação de cada pessoa com a sociedade e consigo mesmo. As roupas foram adotadas como forma de auto-expressão pela humanidade e na indumentária moderna, a parte mais literal disso vem com as camisas. A estampa sempre tem algo a dizer sobre quem as veste, seja uma preferência musical, viagem feita ou até mesmo posicionamento político.
Foram com camisas listradas que Coco Chanel demonstrou sua paixão pela marinha e Jonh Lenon sua afinidade com a Big Apple digna de um cidadão nato com sua regata New York City. A popularidade dessa peça – seja pela variedade, preço acessível ou praticidade – resultou em um mercado versátil e filtrar as inúmeras opções de acordo com o nosso estilo tornou-se uma tarefa divertida.

As marcas brasileiras vem aprimorando suas peças com novos tecidos, técnicas de estamparia e modelagem. Algumas, inclusive, já exportam seus produtos e encontram nas vendas online uma ótima opção para levar suas camisetas para todo o país. Aqui nós selecionamos algumas de nossas marcas favoritas, procurando dar opções de diversos estilos para agradar todos os gostos

Criatividade sempre foi o forte de Ricardo Brautigam (também conhecido como Cadinho), fundador da Ausländer. A característica da marca está no nome, que significa estrangeiro em alemão. “É como se você tivesse viajado e trazido de fora o seu produto” conta Cadinho. A proposta da marca é fazer camisetas com modelagens, tecidos, cores e estampas que poderiam ter sido adquiridas em qualquer lugar do mundo. Com isso a grife atrai um público de “trendsetters”: gente bem informada, viajada, que adora festas (e a Auslander é tão conhecida pelas suas festas quanto pelas suas camisetas) e principalmente bem-humorada por se identificar com as frases divertidas presentes nas camisetas da marca.

Estampando frases “cool”, imagens e mulheres icônicas como Coco Chanel, Marilyn Moore, Farah Fawcett, Madonna, Kate Moss, a Miss Couture virou queridinha das cariocas em pouco tempo. Criada em 2009, suas estampas surgem na mente de Fabiola Saboya ao frequentar sites de moda, revistas eletrônicas, blogs e sites de informação geral e ganham vida nas mãos da designer Renata Adegas. Bem humoradas e coloridas, as camisetas ainda são a única produção da marca, mas Fabíola revelou que almeja algo a mais: “Pretendemos ampliar para outros segmentos e para peças que possam compor o nosso principal que são as camisetas”.

De uma marca de camisas que nasce da venda de acessórios, já é de se esperar uma grande atenção aos detalhes. E foi exatamente isso que aconteceu com a Tigresse. Em 2003, a parceria de Renata Figueiredo e Adriana de Mauro deu origem a essa “marca paulista com alma francesa” de produção manual (Renata ainda tinge as peças artesanalmente nos tanques da fábrica) e estilo boho chic. Em tempos de consciência ambiental, a grife se mostra preocupada com a sustentabilidade visando sempre usar matérias primas que não agridem ao meio ambiente. A marca cresceu e agora tem 2 lojas, uma no Cidade Jardim e a outra nos Jardins, com um mix completo (vestidos, calças, saias, entre outras), mas ainda mantem suas araras abastecidas de camisetas.

Aquela frase que você gostou, aquele seu pensamento, a sua diva fashion, a música que não sai da sua cabeça… É em cima disso que Dolores Olmos se inspira para criar as estampas da So Lovely Shirts (se você conhece a marca há um tempo vai se lembrar que se chamava So Sweet Shirt). Uma prova que a So Lovely Shirts é uma marca antenada é que o principal meio de comercialização das peças é feito através do blog com montagens que servem de inspiração (apesar de dificultar a divulgação dos produtos). Feitas em quantidade restita para garantir maior exclusividade das peças que são vendidas por email (solovelyshirt@hotmail.com) e no nº 154 da Oscar Freire, em São Paulo.

De repente os desenhos de Julie Chermann Aliperti precisaram de um lugar de maior destaque. Suas ilustrações já integraram coleções na Daslu, mas a J. Chermann é onde Julie encontra mais liberdade para a criação, com gráfica despretenciosas, pedrarias e bordados com bossa. Agora a marca está crescendo com a produção de vestidos, bolsas e casaquinhos com a mesma pegada das t-shirts e no blog podemos acompanhar as postagens diárias com a rotina da estilista e suas inspirações. É lá que a gente consegue perceber como viagens, exposições, celebridades e street style viram estampas e produtos desejados. Além de ser encontrada em diversas multimarcas, a J. Chermann tem uma loja que é puro charme, fica na Rua Joaquim Floriano, 111 – Itaim – São Paulo.

As t-shirts lisas começaram integrando a indumentária masculina como peça escondida, utilizada sob ternos e uniformes, mas a exposição da peça por fotojornalistas e documentaristas na Segunda Guerra Mundial tornou-a simbolo de rebelião, masculinidade e feminilidade nos cinemas dos anos 50. Desde então a camisa lisa é ítem indispensável e somos aconselhadas a ter pelo menos 7 delas para um guarda roupas versátil, segundo o livro Harper’s Bazaar Great Style. A The Candy Shop Flavor, do ator Paulinho Vilhena, é especializada nesse setor e apresenta peças com boa malha, modelagem e tingimento para que sejam realmente atemporais, para o básico do dia a dia ou uma sobreposição criativa. A loja da marca fica na Rua Augusta 2690, Galeria Ouro Fino, 1º Andar número 226, mas também tem a sua loja online para entrega em todo o Brasil.