O facebook é a rede social favorita dos cariocas e não preciso de pesquisas para comprovar isso. De repente, todos os amigos, conhecidos e amigos dos amigos — daqueles que poderiam ser amigos — estavam me adicionando, marcando em fotos e avisando de algum evento badalado pelo site de Mark Zuckerberg.
Um dos shoppings mais icônicos da cidade, o Fashion Mall, percebeu a força e a identificação que os cariocas tem com a rede social e resolveu reformular seu site todo para dentro de uma página do facebook. Isso mesmo! Acessando facebook.com/fashionmallrio você encontra todas as informações básicas do site como endereço e lojas e também dicas de eventos, livros, peças e tendências que estão pelos corredores do shopping. Tudo isso diretamente na timeline de quem curte a página do shopping.
Além de todas as informações básicas que a gente procura quando entra no site de um shopping, a página ainda tem uma aba especial chamada “Isso é Rio” com fotos inspiradoras e depoimentos de quem é apaixonado pela cidade maravilhosa.
Uma forte tendência durante uma grande crise, como a que enfrentam Estados Unidos e Europa, é o escapismo — as pessoas querem fugir da sua realidade. Assim desdobram-se vertentes desta macrotendência: a volta ao interior , forte nos Estados Unidos com franjas, cultura apache e o sertanejo pop (oi, Taylor Swift!), e o misticismo, com a Europa resgatando suas culturas ancestrais de lendas e seres mitológicos.
As grandes homenageadas do dia 31 de Outubro, as bruxas, estão aparecendo como referência em diversas imagens do inverno 2012 do hemisfério norte — ainda timidamente eu diria — como nas campanhas de Roberto Cavalli (inspirada nos elementos terra, fogo e ar), Chloé e Rachel Roy, no editorial da Dazed & Confused, na capa da Vogue America e nos looks da blogueira Bebe Zeva (de 18 anos e uma das mais populares do lookbook.nu).
As bruxas que andam influenciando a moda nada tem a ver com as de pele verde e verruga no nariz como a Bruxa má do Oeste. As bruxas modernas são praticantes da Wicca, religião pagã que mistura várias crenças pré-cristãs, cujos cultos acontecem não tem sombrios e assustadores castelos, mas no meio da floresta celebrando a natureza. Sua origem se deu no início do século 20 na Inglaterra, tendo se popularizado a partir dos anos 50 e ganhou até filme e seriado no final dos anos 90 inspirados em seus conceitos.
Coincidências ou não, uma inglesa que tem causado grande influência na cultura pop — e aí inclue-se a moda — escolheu o 31 de Outubro, quando é comemorado o Sabá Samhain(um dos mais importantes festivais da religião), para lançar seu segundo CD, Ceremonials. É a Florence Welch do Florence + the Machine, e ainda podemos reforçar a “coincidência” tanto no estilo de Florence, quanto na arte da capa do seu primeiro CD.
E acredito que esta nova onda de misticismo esteja apenas começando, já que nos últimos desfiles não faltaram referências à sereias e seres do fundo do mar.
Por mais que eu tivesse proposto fazer um post de achados por semana, a conjuntura (pessoal) global acabou atrasando a segunda edição. Mas problemas existem para serem resolvidos e estamos de volta!
Muita gente perguntou sobre a Urban e Free People da outra vez. Sim, elas entregam no Brasil! E este tricozinho taí pra dizer que o étnico continuará reinando estações a frente. Tenho curtido o efeito de cordões médios — nem finos demais como as correntinhas, nem statements como os de Olivia Palermo — e este do Cantão de corrente azul turquesa com linhas coloridas é ótimo para “crescer” o look com camiseta.
Recebi a foto desta bolsa da Corello por email e gostei tanto da coordenação de cores e o jeitinho de bolsa antiga que nem esperei receber o preço dela. E neste clima de antiguidade, olha que riqueza este anel da Doida de Pedra(preço bom, né?). A madrepérola meio furta-cor do anel parece o efeito de cor não identificável dessas sombras mineralize da MAC.
O pyton (couro de cobra) é a nova onça — a textura está dominando coleções e editoriais (do próximo inverno também!). E tem como resistir a deixar até o celular na tendência? Este adesivo da ISkins é fácil de colocar, acredite! Assim como o pyton, os metalizados são investimentos de baixo risco na cotação da moda. Este short da iaiá é uma gracinha ao vivo.
Sabe que eu tô impressionada como as cariocas adotaram bem o mocassim? Já estou vendo várias meninas na rua usando e eu acho um charme só. Este amarelão da Side Walk é pra acender, quase literalmente, qualquer visual. E esta camiseta da Farm com estampa do LCD SoundSystem é para avisar que dia 7 e 8 vai rolar festival da Farm (a coleção é inspirada num Festival de Verão, lembra?) no Circo Voador. Entre várias bandas moderninhas, no dia 7 vem Beady Eye a nova banda do Liam Gallagher (e o resto do Oasis) — eu vou!
Seria ótimo ter aqui na seleção de achados não só descobertas minhas, mas também de vocês! Quem achar algo muito legal (vale foto de celular também!) pode me mandar por email no modices@modices.com.br ou aqui nos comentários Vou amar a participação ^^
Que a Taís Araújo é linda, bem vestida, uma simpatia sem fim e dona dos cabelos cacheados (sem babyliss) mais bonitos da nossa extensão territorial não é novidade. Mas uma das maiores qualidades dela (é jornalista, sabia?) a meu ver é como ela assume e sustenta os seus cachos. Mesmo precisando mudar de visual de acordo com as personagens (e vontade do diretor/autor/caracterizador) ela preserva seu cabelo original. Lembra de quando ela usou cabelos lisos para fazer A Favorita? Ela pesquisou e foi atrás da solução para fazer um aplique de fios escorridos e preservar seus cachos para tê-los de volta após o período da novela.
E se ela faz esse sacrifício todo para não fazer nenhum procedimento para tirar a forma original do seu cabelo. A Taís tem a segurança de assumir seus cachos para qualquer ocasião: do dia-a-dia à uma grande festa de gala. Não faz sentido ela fazer escova para ir à uma festa — certeira opção de garotas cacheadas — tendo os cabelos tão bonitos e cheios de personalidade. E para mantê-los bonitos e glamurosos para um tapete vermelho a Taís tem um segredinho que ela compartilhou com o Rodrigo Costa neste vídeo aqui oh:
Pergunta rápida: qual a primeira imagem que vêm a sua cabeça ao ouvir a expressão “anos 60”? Se a resposta for vestido rodado de bolinhas, está na hora de você expandir seus conceitos.
Sabe por quê? Porque foi nos anos 60 que essa história de todo mundo se vestir de um único jeito, de ter um padrãozinho, deixou de existir. Os “swinging sixties” causaram uma transformação radical na moda, que nunca teve volta.
Tudo aconteceu como um reflexo do panorama mundial, com os Estados Unidos (que se tornaram A potência após a Europa estar em frangalhos devido a duas guerras) entregando de bandeja para o mundo as tentações da cultura de massa e do capitalismo, numa clara provocação ao outro lado da moeda, a URSS e o comunismo. Em tempos de Guerra Fria, as armas não eram de fogo, mas sim ideológicas. Para bater de frente, os Estados Unidos mostravam que o capitalismo era legal e cheio de diversidade, com total liberdade.
Antes, não seguir a linha dominante da moda significava que você era pobre, mas a partir dos sessenta, isso significava claramente que você era LIVRE.
Essa mudança afetou também de onde vinha a moda consumida. Primeiro que de forma inédita ela não era mais ditada pelas ‘maison de couture’, e sim pela rua. E quem estava nas ruas? Os jovens. Bingo, ao invés de seguirem aquilo que os mais velhos usavam, era a garotada, filhos do baby boom, que ditava o jogo. Não só a moda, mas toda a cultura, como a música e o cinema.
No meio dessa variedade, surgiu um movimento cheio de força, e que vira-e-mexe é retomado pela moda: o Mod, abreviação de ‘modernist’, que teve sua origem em Londres. O tal do ‘mod’ era o ápice do moderno, e até hoje, quando pensamos em designs moderninhos, quase sempre as referências têm a ver com esse período e essa cultura. Nota-se que embora o ‘start’ dos movimentos dos anos sessenta tenha sido dado pelos EUA, foi na Inglaterra que surgiu o mais forte deles. Isso ocorreu porque no meio dos anos cinqüenta os norte-americanos entraram em guerra com o Vietnã, e perderam um pouco a moral perante os jovens – que em praticamente todas as culturas possui uma aversão às guerras.
Os mods, aqueles que seguiam o estilo, eram costumeiramente vistos como consumistas, já que gastavam um bom dinheiro com roupas. Dinheiro esse que podia ser investido em roupas já que, como o país não estava mais em guerra, os jovens não precisavam mais usar seus salários para ajudar a sustentar a casa. Eram consumidores ávidos por novidades e com real poder de compra! O The Kinks, banda mod da época, até fez uma música sobre a obsessão pela moda desse grupo, que vale deixar claro, atingia garotas e garotos, na mesma proporção. EmboraThe Beatlesnão fizesse uma música que pudesse ser classificada como ‘mod’, não há como negar que a maneira como John, Paul, George e Ringo se vestiam na primeira fase da banda influenciou as vestimentas dos garotos do ‘mod’. Terninhos de alfaiataria era praticamente uniforme.
Na moda, o mod era representado por formas simples, estampas geométricas e muitas cores, além da vedete da época, a minissaia, suposta criação da londrina Mary Quant (ela disputa essa autoria com André Courrèges). As cores, aliás, poderiam ganhar um capítulo a parte, de tão importante para o estilo da época. Tchau para os tons pastel dos anos 50, olá para os tons super vivos e em blocos (alou vestido Mondrian!). Muito da Pop Art também era incorporada ao Mod, como a apropriação de símbolos do Estado, como a Union Flag e a insígnia da Força Aérea Real, que até hoje é lembrada como marca do movimento (oh da onde vem a tendência das estampas de bandeiras).
As moçoilas tinham como ícones as modelos Twiggy e Jean Shrimpton, e testaram os limites da tolerância familiar – e de qualquer pessoa ‘mais velha’ – ao abusarem dos comprimentos cada vez mais ‘mini’, e brincarem loucamente com a androginia, ao usarem cabelos curtos, calças de homens e muitas camisas, geralmente as do namorado, com sapatos baixos, que podiam ser os mais masculinos, como mocassins. Os tubinhos, em silhueta A, as capas e casacos com botões enormes, e as botas até a joelho, geralmente de vinil, com certeza eram os itens ‘tem-que-ter’ das meninas ‘mods’.
Na maquiagem, o indispensável eram os cílios postiços (às vezes até nos cílios inferiores), que vinham acompanhados de pouca coisa, um olho marronzinho, batom cor de boca ou branco (sim, branco!) e uma pele sempre mais pálida.
Em 1995, quando o Mod estava tendo outro revival, o estilista Marc Jacobs declarou que os sixties foram o período‘mais moderno da moda’, e que se ele visse ‘aquelas roupas pela rua hoje, eu diria que elas parecem modernas, experimentais e clássicas’.
Além de toda essa aura ‘moderninha’ que o estilo mod carrega, ele exala, acima de tudo, todo o poder e toda a liberdade conquistada pelos jovens. É como se essas roupas gritassem “FREEDOM” pelas ruas! E se deu tão certo pra eles – visto que é um dos estilos mais revisitados da história da moda – não faz lá muito sentido nós retrocedermos e querermos botar um monte de regras na diversão de se vestir, não é mesmo?
Todas as grandes casas de moda tem algo que as identifica e se torna sua marca registrada através dos tempos. Pode ser um símbolo — a camélia de Chanel, uma peça — a minissaia de Mary Quant, ou uma cor — como o vermelho Valentino, o laranja Hérmes e o pink shocking de Elsa Schiaparelli.
Schiaparelli foi uma das mais famosas estilistas do início do século 20. Apesar de não ter mantido sua fama através das décadas como sua rival Coco Chanel (que se referia a ela como “a artista italiana que faz roupas”) seu trabalho continua a ser referência para os criadores. Ela era amiga de artistas como Dalí e Jean Cocteau — suas peças, inclusive, tinham grande influência dos movimentos artísticos da época como o Dadaísmo e Surrealismo, além de abusar do trompe l’oeil(técnica artística de ilusão de ótica). Elsa foi pioneira em diversos aspectos e um deles foi adotar uma cor como sua assinatura em etiquetas, embalagens e roupas.
O rosa choque, a cor de Schiaparelli, reapareceu este ano — estas fotos são dos últimos 3 meses — ganhando força em celebridades dos mais variados estilos (na sexy Rosie Huntington, na popstar Katy Perry e na cult Zooey Deschanel).
O trompe l’oeil também se tornou objeto de desejo da temporada com a ankle boot Miu Miu e a bota Prada das coleções de inverno 2012 criadas pela conterrânea de Schiaparelli, Miuccia Prada. Por coincidência, caso pensado ou inconsciente coletivo, as duas italianas serão as próximas homenageadas do Costume Institute do MET — o museu de Nova Iorque que já teve Diana Vreeland como consultora e tem exposições de moda (a última foi a do Alexander McQueen) inauguradas com o famoso Baile do MET organizado pela Anna Wintour e a Vogue — com mais de 80 looks que vão dos anos 20 a 50 com as criações de Schiaparelli e do final dos anos 80 em diante com peças de Miuccia na exposição que está programada para acontecer de 10 de Maio a 19 de Agosto de 2012.
Faltam poucos dias (eu diria até horas) para começarem as festas em comemoração de um dos feriados mais populares dos Estados Unidos, o Halloween. E polêmicas culturais à parte, o fato é que festeiros como nós brasileiros somos adotamos o 31 de Outubro como mais uma oportunidade de fazer festa. E no Halloween o ato de se fantasiar pode se tornar muito mais interessante já que o tempo nos trópicos ainda está ameno permitindo a incorporação de mais tecido, acessórios e maquiagem elaborada.
Neste sábado acontece no Rio a4th Auslander Halloween Party e quem já ouviu falar da festa promovida pela marca carioca sabe que não adianta se vestir de preto e colocar um chapéu de bruxa (é capaz de ter seu nome vetado da próxima edição). O clima é de super produção e é uma delícia ver 90% dos convidados (aproximadamente mil pessoas) caprichando na criatividade e execução das fantasias — rola um concurso com prêmios ótimos. Assim, resolvi fazer um mural com imagens instigantes de Halloween que achei pela rede mundial de computadores, celulares e tablets para atiçar a criatividade de quem vai ter a oportunidade de ser “outro” por uma noite. Entre famosos e anônimos, vários tipos de inspiração que já me fizeram repensar a fantasia pré-programada (para adotar uma maquiagem dessas de caveira mexicana ou zumbi).
E para já entrar no clima de Halloween, a Bootie Rio(minha festa favorita!) preparou um mixtape especial de esquenta para a festa da Aüslander— eles vão tocar no palco principal. Aperte o play e se divirta