A semana do Modices nas redes sociais

Rio de Janeiro,

Ai gente como nós amamos vocês que interagem! Estamos cada vez mais envolvidas com quem lê esse blog, tanto aqui pelos comentários como pelas redes sociais. É tanto amor que rola lá pelo Facebook, Twitter, Instagram e Pinterest que resolvemos compartilhar com vocês. A partir de agora faremos um resuminho do que aconteceu por lá. Então olha aqui como foi legal essa última semana!

Fiquem ligados e participem do Modices, quem sabe você não aparece aqui na próxima semana? ;)

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Onda, onda, olha a onda!

Rio de Janeiro,

Cuidado tubarão vai te pegar tum tum tum tum… Para a minha pessoa é impossível pensar em tubarão e não fazer a dancinha do Tchakabum. Me julgue.

Confissões de uma adolescente dos anos 2000 à parte, o fundo do mar está bombando nas inspirações das grandes marcas da moda mundial. Lembra do verão 2012 (que tá acabando lá no hemisfério norte) quando Chanel, Versace, McQueen e Givenchy (esqueci de alguma?) apresentaram coleções inspiradas nos mares? Isso se refletiu também nas coleções masculinas só que com jeitinho de super predador, como ilustra o casaco Givenchy Men usado (por uma das minhas blogueiras de look-do-dia favoritas) a Andy Torres.

Mas se o tubarão do look da mexicana (amo que ela é da América Latina!) é brabo como o filme homônino clássico-cult de 1975, o da Betty tem carinha de mascote. A bolsa que ela descolou na Asos francesa no formato do animal que é tão fofa quanto moderna e parece inspirado no Tutubarão da Hannah Barbera (que foi lançado 1 ano depois do filme do Spielberg). É tubarão para todos os gostos! ;)

 

    • #curiosidades: Sabia que Tubarão é o filme favorito da Emily Blunt (a Emily de O Diabo veste Prada)
    • Nunca imaginaria uma coisa dessas. Até as celebridades hollywoodianas podem surpreender a gente, viu só.

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A música e a moda de Mariana Aydar

Rio de Janeiro,

É tão fácil falar de artistas estrangeiros. O Vitor diz que é porque americanos e europeus estão sempre catalogando a cultura deles e a gente nem aí pra nossa. Não deixa de ter muita verdade aí. É mais fácil fazer uma pesquisa — biografias, entrevistas e muitas fotos (em alta qualidade!) — sobre uma atriz americana de 1910 do que sobre uma cantora brasileira da década de 70. Então, vamos mudar esta realidade e jogar no google mais referências sobre nossos artistas tupiniquins que são tão incríveis quanto os deles. E eu começo com uma das minhas cantoras favoritas da “new generation” da música brasileira, a Mariana Aydar.

Eu tenho uma relação super especial com a música da Mariana. Conheci o seu primeiro cd (meu favorito! amo, amo, amo) Kavita 1 na mesma época que lancei o Modices. Lembro que na primeira versão no blog, ainda blogspot, tinha uma rádio que a gente não trocava a música e ficou tocando “Na Gangorra” meses! Continuei acompanhando o trabalho da Mariana e adorando o visual dela. Seu segundo CD (da foto de antes aqui embaixo) tinha uma estética linda, cheia de pedras e metais, mas fiquei fascinada mesmo pelo seu visual desde sua participação no Rock in Rio ano passado: cabelos curtinhos e acessórios deslumbrantes — que depois descobri que foram criados especialmente para ela.

Você começou a carreira com cabelos longos, raspou a lateral e agora exibe cabelos curtos para o lançamento de Cavaleiro Selvagem. Qual foi a sua inspiração para este novo corte? Eu acho engraçado como a gente é apegado a um monte de pêlo que fica em cima da cabeça! rs Quando você corta o cabelo, parece que vem uma coragem, um desapego, uma força de ser você e sua cara, sabe? Eu sempre mudei o cabelo desde pequena, me dá a louca e eu corto, sempre foi assim. Não tem necessariamente inspiração ou estratégia. As pessoas estavam acostumadas ao cabelo comprido, mas na verdade foi a única vez que tive aquele cabelão, meu cabelo sempre foi mais curto mesmo.

Seus acessórios se tornaram objetos marcantes desta nova fase e vi que eles são fruto de uma parceria com a Chrissie que criou uma coleção de jóias inspirada no “Cavaleiro Selvagem”. Como isso aconteceu? Você participou do processo criativo dela? A Chrissie é namorada do Guilherme Held que toca guitarra comigo. Então, ela participou de todo o processo de nascimento do disco. Os ensaios eram feitos aqui em casa, ela sempre estava aqui conosco vendo tudo e se inspirou no nosso som e criou a coleção Cavaleiro Selvagem. Foi o melhor presente que poderia receber. A Chrissie é muito boa, talentosa e sensível, ela captou a essência do disco: fez uma coleção de guerreiras, elfos e seres da floresta misteriosa do Cavaleiro Selvagem.

Falando em processo… o de criação dos figurinos acontece junto com a do álbum, ou depois? Você separa bem os figurinos de show do seu estilo pessoal, ou acaba influenciando?   É engraçado, pois o disco acaba influenciando o meu jeito de vestir, parece que eu levo os personagens e a magia do disco pro dia a dia. O figurino do cavaleiro, por exemplo, começou com as diademas da Chrissie, eu me apaixonei tanto que não tirava mais da cabeça e um dia estava estudando piano de pijama surrado e dourado com a diadema, olhei no espelho e parecia um ser da floresta. Peguei esse espírito e fui conversar com a Carô Gold que é minha amiga desde da época do forró [Antes de se lançar na carreira solo Mariana cantava numa banda de forró!] e a Pitty (Amapô) para construirmos o figurino desse ser da floresta e elas foram, como sempre, brilhantes em todos os sentidos!

 

Pra fechar me conta quais são os músicos que você mais curte o estilo (de vestir)? Amo a Bjork, a roupa é a continuação da música e sem ser modismo, arte mesmo.
 Mas também gosto das pessoas que entram do palco de calça e camiseta porque, no final, a música sempre tem que falar mais alto. Mariana (e turma da Universal!)muito obrigada pela entrevista! Se eu já era fã fiquei ainda mais <3

Agora me conta… Qual a sua cantora brasileira favorita? Deste século ou do passado. Talvez nem você se dê conta de como ela pode ser uma ótima referência de estilo pra você ;)

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O tribal dos anos 90

Fortaleza,

“Oi? Existiu uma estampa tribal típica dos anos 90 e eu não conhecia? Como assim?” Foi isso o que eu pensei quando vi o email da Carla. Se você pensou a mesma coisa quando leu o título desse post, vem cá que eu te explico direitinho o que aprendi nessa semana. Lá nos Estados Unidos, entre o final dos anos 80 e o início dos anos 90, a cultura Black estava super em alta. Foi nessa época que Will Smith, uma revelação musical da Filadélfia, apareceu estrelando a sérieThe Fresh Prince of Bel Air” (aqui no SBT, “Um maluco no pedaço”), lembra disso? Eddie Murphy estava em alta nos clássicos de Sessão da Tarde como “Um príncipe em Nova Iorque”, e na música faziam sucesso o rap, hip hop e o reggae. MC Hammer fazia o maior sucesso com sua calça paraquedas e Queen Latifah era A mulher. Antes de tentar lembrar do tribal dos anos 90, lembre-se também de Jimmy Cliff e Living Colour.

Todos esses astros gostavam de mostrar o orgulho que tinham suas origens, sempre se referindo às suas raízes africanas com roupas e adornos. Mas os anos 80 ainda não tinham acabado totalmente e as referências gráficas e tons de neon ainda estavam com tudo. Daí já dá pra imaginar o que o pessoal fez: misturou isso tudo e criou uma estampa tribal feita com formas geométricas e muitas cores, principalmente as primárias, com um toque de neon aqui e outro ali. Nas artes, dá para ver muito bem esse tipo de mistura nas obras de Keith Haring (que faria 54 anos em 4 de maio desse ano). Ele não era negro, mas viveu plenamente essa onda das ruas, do hip hop e do grafite, levando todas essas inspirações para suas obras.

E nos anos 2012, como a gente usa isso? Basta esquecer essa chatice de tons terrosos e se jogar nos tribais mais coloridos. Muitos moderninhos têm usado peças assim nos festivais de música em todo o mundo. Para quem quer começar aos poucos, prefira essa padronagem em peças pequenas, como sapatos e bolsas, ou aplicadas em pequenos lugares, como bolsos. Agora que você já conhece um pouco mais sobre essa estampa, vai conseguir localizá-la com mais facilidade nas lojas. Acredite, elas estão por aí sim!

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Calças com pernas diferentes

Rio de Janeiro,


Taí uma tendência bem exótica. Eu até gosto dela em vestidos e blusas, mas em calça… Não sei não. Fica bacana na foto da Betty e deve até funcionar numa night moderninha da Augusta. O look da ruivinha da direita (acho que é Nasty Gal) eu nem acho tão esquisito, mas na prática acho que é um visual que só funciona assim, estático na foto (e não num doce balanço nos corredores do shopping). Não é?

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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Look todo amarelo

Rio de Janeiro,

Falando em amarelo, olha que look gracinha da Duda Maia com saia e blusa estampadinha (de abacaxis, será?) na cor. Comprova a ideia de que o combo amarelo+amarelo da vez é mais bonito (e vida real) acompanhado de acessórios pretos. Faz um equilíbrio bom, né?

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7 ideias para usar blazer amarelo

Rio de Janeiro,

Todas as cores estão sempre presentes em qualquer semana de moda. O que varia a cada temporada são os tons (as marcas) e a quantidade de peças determinam se uma cor é o hype ou não. E laranja pode ser a cor do ano, mas o amarelo é que tem feito meus olhinhos brilharem. Faz um ano que ando vidrada da cor. Nunca fui uma pessoa de amarelo, mas o bom de ter e ler blog é isso, fazer com que a gente veja coisas novas e se faça compras que façam a diferença nos looks de todo dia… como um blazer da cor-do-sol.

Instintivamente eu teria escolhido o azul (50% das minhas roupas são azuis, quase Roberto Carlos) ou o roxo, as outras opções de cor deste blazer da Pat Pat’s, mas me lembrei de tanto look bacana que eu já tinha visto com blazer amarelo que fechei os olhos e levei.

O amarelo parece que dá uma energizada (é a cor do ouro também, né?) te puxa pra cima e deixa mais iluminada.Vale experimentar várias opções para saber se em você fica melhor um de cor mais vibrante como o meu (de moletom), ou de tom mais calmo como o da Helô (de veludo) — as fotos acima comprovam que o amarelo funciona com diversos tons de pele e cabelo.

Se ainda sim o amarelo não te convenceu, tudo bem! Fica a dica de experimentar um blazer colorido para dar um toque de alegria no look-do-dia (rimou!).

Estou usando: Blazer Pat Pat’s, Camiseta Miss Melon, Legging de tricô Urban Outfitters e tênis Orcade ;)

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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