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O BB cream e a pele perfeita (e natural)!

Rio de Janeiro,

Boa parte das coleções que desfilaram no Fashion Rio apresentaram meninas com maquiagens leves, bem naturais, no estilo (sorry) nasci-assim, de pele hidratada e uniforme. Mas foi no backstage da Acquastudio – nas mãos de Robert Estevão para MAC – que pudemos ver uma novidade. A proposta para a marca era evidenciar a pele, numa atualização de uma menina delicada dos anos 50, com aquela carinha de saúde. Efeito que só é possível com uma boa hidratação (inclua beber água) e, na prática, com a ajuda de base e corretivo – tudo isso numa pele devidamente protegida dos efeitos do sol, claro. Mas e se existisse um produto milagroso que cumprisse (quase) todos esses papéis de uma só vez? Esta é a promessa Blenish Balm Cream, ou BB cream, sucesso no mundo e lançamento da vez da MAC no Brasil.

O BB Cream é um multi-tudo uniformizador que contém hidratante, filtro solar, primer e faz as vezes de base (prático, não?). Inicialmente desenvolvido na Alemanha, ele era indicado por dermatologistas para ajudar na regeneração da pele de pacientes após tratamentos com laser. Mas sua fama veio mesmo depois dos asiáticos, que o tornou disponível do grande público principalmente pela sua (polêmica) propriedade clareadora. As marcas coreanas (Etude House, Missha e Skin79) são as com maior gama de cores, seguidas das ocidentais (Clinique, Estee Lauder, Maybelline e Garnier). A da MAC, surpreendentemente, é translúcida e tem fator de proteção solar 35.

Com a pele naturalmente uniformizada, Robert fez uso do corretivo onde necessário, e optou com um q de golden girl usando pigmento dourado nas pálpebras e finalizando os olhos com máscara preta. Na boca, o nude acompanhando a pele no mesmo tom.


Beleza de inverno perfeita para o nosso verão.

Dercy Gonçalves e as vamps do cinema mudo

Rio de Janeiro,

Logo no primeiro dia de Fashion Rio (e BBB!) estreiará a microssérie “Dercy de verdade”, na Globo. Além da (minha) curiosidade natural para conhecer a história da artista, o release de divulgação me conquistou. Para ajudar em casa Dercy Gonçalves, ainda Dolores, foi trabalhar na bilheteria do cinema da cidade. Assim ela começou a assistir todos os filmes que por lá passavam e se tornou fã de duas grandes atrizes do cinema mudo Theda Bara e Pola Negri começando a se maquiar (e atuar) como elas.

Theda foi a primeira sex symbol da história do cinema (e a primeira atriz a interpretar Cleopatra em 1917). Pola era a sua equivalente/rival européia. Elas eram as vamps, devoradoras de homens, sedutoras, atraentes e até mesmo cruéis e misteriosas (mas não necessariamente vilãs!). Seu visual era gótico com maquiagem sempre muito escura nos olhos, representando as noites mal dormidas (das mulheres da boêmia), e lábios realçando sua palidez acompanhados de roupas e cabelos escuros. Elas foram as primeiras “bad girls” a se destacar na então recente arte — o cinema foi criado em 1895 e seus filmes datam anos 10/20.

Clara Bow, a primeira it girl, apesar de ter um visual parecido, não era uma vamp. As atrizes do cinema mudo precisavam ter uma caracterização muito forte e bem marcada para que suas expressões se destacassem na película e a sua interpretação valesse mais que mil palavras. Então, o que as diferenciava (além de um olho mais marcado aqui e ali) era a atitude.

Referências de maquiagem vamp

Qualquer semelhança com as tendências de maquiagem para este inverno 2012 pode (não) ser mera coincidência. 

O novo cabelo da Katy Perry mostra…

Rio de Janeiro,

como é possível ficar (sim) elegante e sofisticada, mesmo com um cabelo nada tradicional — com diversos tons, entre eles rosa, e super coerente com a personalidade divertida dela.

Mas… Quanto tempo será que Katy manterá este visual (já que desde que abandonou as madeixas negras ela aparece com um cabelo diferente mais até do que eu)?

Transformação Mac me Over!

Rio de Janeiro,

A Mac é uma das patrocinadoras da London Fashion Week, só que por lá as coisas são bem diferentes e os patrocinadores não tem grandes lounges como nas semanas de moda daqui. Acabei entrando (junto com a Thereza, claro) numa salinha com os expositores e maquiadores da Mac e uma simpática mocinha disse que não poderíamos tirar foto (nem ficar por ali) mas nos encheu de releases e deixou a gente bisbilhotar os expositores com a coleção que ia ser lançada por lá, a Mac me over!

Esta semana foi o lançamento desta coleção aqui nas lojas do Rio — e tá chegando no Brasil inteiro — e a assessoria da marca me convidou para entrar no clima e passar por uma transformação, um “makeover”, com os produtos novos cuja campanha foi feita com clientes que mandaram fotos e vídeos contando porque queriam ser transformadas pela MAC.  Louca que fiquei pelos batons escuros e sombras metalizadas da coleção que conheci por acidente topei fazer o “Mac me over!“.

Minha transformação foi feita pelo Fernando, artista da loja do Leblon. Cheguei falando que topava qualquer coisa (sou facinha facinha com maquiador e cabeleireiro) e assim ele optou por um look mais conceitual — acho que era a única coisa que eu ainda não tinha “usado” no quesito maquiagem — com direito a sobrancelha de vilã (marcadona), cílios enormes e blush vermelho, bem dramático.

Adorei o visual “passarela” e já vou adotar o truque do blush na próxima Auslander Halloweeen Party. Mas sabe o que eu achei mais incrível? É que quando cheguei a loja estava cheia de clientes passando pelas transformações — com direito à cabeleireiro e foto que ia pro display com a logo da coleção. Tem marca que se preocupa tanto em falar com “formadoras de opinião” que esquece de quem faz o caixa girar. Ponto pra MAC ;)