
Não visite Amsterdam no inverno.
É chuvoso (de uma chuva tão fina que você nem vê), frio e cinza. Muito cinza. E marrom, dos galhos secos de árvores, flores e trepadeiras. A cidade é toda arborizada, então acredito de verdade que ela seja belíssima na primavera, só que no inverno ela é sem graça. Não há canalzinho que salve.
Pedestre sofre bullying.
Não tem meio fio (só vi numa rua perto do Fashion District) e você fica perdida tentando descobrir onde começa/termina, a rua, o lugar dos bondes (sim, aquele metrô das ruas é na verdade um bonde) e a ciclovia. E a calçada? Bom, ou tem pinos, ou são estreitas que mal cabem 1 pessoa, ou se tornam escadas que vão até a ciclovia. Quer dizer… Alugue uma bicicleta (ou scooter, pena que só descobri na hora de ir embora) ou se prepare para as buzinas e quase atropelamentos. Táxi? Se vi 3 em quase 72h foi muito.

Intervenções urbanas
Logo na esteira de bagagem do aeroporto repleta de adesivos você percebe a vontade de customização de Amsterdam. Todos os postes, portas de estabelecimentos e até as cestas das bicicletas são repletas de adesivos. Sem falar dos grafites incríveis presentes também por toda cidade, misturados com pixações e lixo.
É legalize mesmo!
Em todos os lugares, do aeroporto à Red Light District (bairro mais popular de prostituição que, assim como a maconha, é legalizada), tem um souvenier com folhinha de cannabis ou um papelzinho com o passo-a-passo. Andar pelas ruas do Centro é sentir o aroma a cada esquina.
O museu do Van Gogh vale tudo
Em primeiro lugar dê check-in no foursquare e vá até a lojinha para pegar seu pôster grátis. Não é permitido fazer fotos dentro do museu, mas as imagens e a história do Vincent são tão impressionantes (!) que elas não vão se apagar da memória.
O bom mesmo é o design
A moda holandesa não vai te agradar (salvo as raras exceções de 0,01%), mas em compensação tudo relacionado à desing é maravilhoso. Seja de decoração, quinquilharia, cartões (que mandá-los ainda é um costume forte na Europa), e todo tipo de coisa bonitinha. Tudo é made in china, mas a curadoria e a quantidade de lojas dedicadas à essa criatividade é incrível (prepara o container!).

Latinidade bomba
Existem tantos restaurantes argentinos quanto tailandeses e a música brasileira toca muito por lá. A prova é o sucesso que Michel Teló e seu “delícia delícia” estão fazendo por lá com direito a show com cartaz de divulgação por toda a cidade (inclusive existe a versão dutch da música).