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Nas janelas de Amsterdam

Rio de Janeiro,

Dá pra gostar de uma cidade que você conheceu quando se chega em casa? Bom, minha experiência em Amsterdam não foi das mais agradáveis (muito frio e chuva) mas revendo e relembrando as coisas que vi por lá vejo que a capital da Holanda é realmente fascinante… e de costumes bem curiosos. A relação deles com as janelas é um exemplo. Lá as cortinas estão sempre abertas. É irresistível enfiar o carão pra ver a decoração da casa ou o que a pessoa está fazendo (o Big Brother foi criado lá!). E este gosto pelo voyerismo acaba atiçando a criatividade dos holandeses e a gente encontra janelas assim pela cidade:

com soldadinhos de playmobil fazendo a guarda de uma vitrine,

superman que passa os dias admirando os patos e cisnes do canal,

e os fantoches de dedo que deixam as grades afiadas (meio medievais, né?) mais fofas.

Não dá vontade de decorar a janela também?

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CARLA LEMOS é uma garota carioca de 20 e poucos anos. Tem Sol em Áries, acredita que astrologia é uma ciência exata, e que a moda é um meio de comunicação interpessoal. Passou pelas faculdades de Moda e Publicidade, atuou como stylist de campanhas, editoriais e atrizes globais.

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Impressões de Amsterdam

Rio de Janeiro,

Não visite Amsterdam no inverno.
É chuvoso (de uma chuva tão fina que você nem vê), frio e cinza. Muito cinza. E marrom, dos galhos secos de árvores, flores e trepadeiras. A cidade é toda arborizada, então acredito de verdade que ela seja belíssima na primavera, só que no inverno ela é sem graça. Não há canalzinho que salve.

Pedestre sofre bullying.
Não tem meio fio (só vi numa rua perto do Fashion District) e você fica perdida tentando descobrir onde começa/termina, a rua, o lugar dos bondes (sim, aquele metrô das ruas é na verdade um bonde) e a ciclovia. E a calçada? Bom, ou tem pinos, ou são estreitas que mal cabem 1 pessoa, ou se tornam escadas que vão até a ciclovia. Quer dizer… Alugue uma bicicleta (ou scooter, pena que só descobri na hora de ir embora) ou se prepare para as buzinas e quase atropelamentos. Táxi? Se vi 3 em quase 72h foi muito.

Intervenções urbanas
Logo na esteira de bagagem do aeroporto repleta de adesivos você percebe a vontade de customização de Amsterdam. Todos os postes, portas de estabelecimentos e até as cestas das bicicletas são repletas de adesivos. Sem falar dos grafites incríveis presentes também por toda cidade, misturados com pixações e lixo.

É legalize mesmo!
Em todos os lugares, do aeroporto à Red Light District (bairro mais popular de prostituição que, assim como a maconha, é legalizada), tem um souvenier com folhinha de cannabis ou um papelzinho com o passo-a-passo. Andar pelas ruas do Centro é sentir o aroma a cada esquina.

O museu do Van Gogh vale tudo
Em primeiro lugar dê check-in no foursquare e vá até a lojinha para pegar seu pôster grátis. Não é permitido fazer fotos dentro do museu, mas as imagens e a história do Vincent são tão impressionantes (!) que elas não vão se apagar da memória.

O bom mesmo é o design
A moda holandesa não vai te agradar (salvo as raras exceções de 0,01%), mas em compensação tudo relacionado à desing é maravilhoso. Seja de decoração, quinquilharia, cartões (que mandá-los ainda é um costume forte na Europa), e todo tipo de coisa bonitinha. Tudo é made in china, mas a curadoria e a quantidade de lojas dedicadas à essa criatividade é incrível (prepara o container!).

Latinidade bomba
Existem tantos restaurantes argentinos quanto tailandeses e a música brasileira toca muito por lá. A prova é o sucesso que Michel Teló e seu “delícia delícia” estão fazendo por lá com direito a show com cartaz de divulgação por toda a cidade (inclusive existe a versão dutch da música).

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CARLA LEMOS é uma garota carioca de 20 e poucos anos. Tem Sol em Áries, acredita que astrologia é uma ciência exata, e que a moda é um meio de comunicação interpessoal. Passou pelas faculdades de Moda e Publicidade, atuou como stylist de campanhas, editoriais e atrizes globais.

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A melhor caipiroska do mundo é de Londres

Rio de Janeiro,

Juro! E nem eu acredito que tô escrevendo isso. Bom, mas vamos começar do começo… Resolvi neste primeiro dia (que calhou de ser Valentine’s day) ir num pub em Covent Garden chamado Roadhouse super recomendado por algumas amigas, principalmente por dar sorte no amor — dele já saiu um casamento e uma história digna de romance inglês apaixonante de cinema. Com certas dúvidas sobre as combinações exóticas dos drinks do cardápio resolvemos experimentar a caipiroska, quase que de zoação.

A danada chegou e PAH! — que caipiroska saborosa! Pedimos de morango (strawberry) e maracujá (passion fruit) e a cada rodada (!) a gente tentava descobrir qual era o segredo. As duas, mesmo sendo de sabores diferentes, tinham limão na fórmula (dá pra ver aí na foto). O Vitor chamou atenção ao fato do gelo ser moído e supomos que deve ser por isso que, mesmo com ele derretendo a bebida, não ficava aguada. A vodka usada é uma russa, a Stolichnaya (que sei lá, mas) também deve fazer diferença. Teorias à parte só sei que ela é boa demais. Tô até com vontade de voltar lá, tomar mais umas e fazer amizade com o barman pra descobrir o segredo.

Quem tiver espírito rock n’roll vai adorar este pub. A decoração é irada (com pinball e tudo! kkkkk) e tem uns dias da semana com show. Vai que você dá a sorte de assistir o show da próxima banda de rock inglesa a fazer sucesso mundial?