No dia que bati minhas asas pela primeira vez voou glitter de mim. Eu já passava dos vinte e poucos anos quando me toquei que, não, eu não tinha nascido para viver sem a liberdade e a independência que tanto combinavam (combinam e continuarão combinando) comigo. Decidi colocar minhas asinhas para funcionar e me transformar em uma mulher que voa porque menos que isso não me satisfaria. Sorria agora quem também não se satisfaz com pouco…

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Comecei então um intenso e nem sempre colorido processo de me transformar em alguém que eu adoraria conhecer: uma mulher ousada, independente, profissionalmente capaz, sem medo de dizer o que sente e sem receio de se apaixonar de repente. Se eu queria ser borboleta, por que então eu não tentaria escrever essa prosa? Ninguém mais escreve nossas histórias além de nós mesmos, então dependia (e sempre dependerá) só de mim.

Hoje não consigo mais não tentar com todas as forças aquilo que quero para a minha vida. Não sei mais acordar sem pensar que aquele será um novo dia correndo atrás do meu crescimento pessoal e profissional. Não guardo mais qualquer tesão com medo do que pensarão de mim, a não ser que a outra parte não o mereça. Nesse caso, garanto não transparecer nada. Minhas asas também me ensinaram que uma alma de borboleta não merece ser desperdiçada por aí.

Um cara para estar ao meu lado a partir de então precisa amar o fato de que eu não pararei quieta ao lado dele no fim do dia. Na verdade eu pou-sa-rei ali borbulhando amor, transpirando desejo por ele, mas nunca ostentando qualquer necessidade de tê-lo para mim (minhas asas batem intensas independentemente de qualquer coisa que eu sinta por ele). Ele poderá me amar e eu poderei amá-lo (e eu vou amar esse amor), mas não morreremos um sem o outro.

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O único jeito de eu morrer de dentro para fora hoje seria se eu perdesse minhas asas e não se eu perdesse uma batalha, um emprego ou um amor que não deu certo. E quer saber a parte mais incrível de toda essa borboletice? Todas as mulheres vêm ao mundo com um par de asas, só basta haver um desejo pulsante de tirar o lacre de segurança delas e botá-las para bater. Então, sim, você também pode escolher ser a versão mais borboleta de você! Por que não?

Vai doer um pouquinho para usá-las no início. Na verdade, ainda não deixou de doer para mim… Mas nada substitui a sensação de virar alguém que vale a pena para você. Invista na sua melhor versão, cuide da sua alma (e das suas asas) e apareça porque o mundo merece ter você aparecendo, brilhando e voando. Ah! Os pousos poderão ser mansos ou turbulentos, mas sempre serão inesquecíveis como essa sua nova versão que nunca passará voará despercebida.

_ a @claraabrahim é poetisa e agora escreve aqui no Modices toda semana – clica aqui e vê os posts dela _

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Sobre o autor

27 verões de pura intensidade fervente. Sou dramática (quero demais, penso mais que deveria, exagero em quase tudo, passo batom na boca, tenho gênio de loba e jeitinho de louca), mas sou legal.​

  • Daniela Soares

    Tudo que eu precisava ler hoje, obrigada Clara! :*

  • http://www.bonecadeplatina.com Bruna Aureliano

    Vim parar nesse post muito por acaso e li exatamente o que estava precisando ler. Engraçado como essas coisas acontecem, não é? Lindo texto. Muito obrigada, Clara ♥