Não fique confusa: a Nina, nossa editora e gerente de conteúdo, casou e vem compartilhando tudo sobre Casamento na Real – low budget, sem papo clichê de noivinha e com muitas vdds. Hoje é sobre o vestido de noiva.

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Meses se passaram desde o último post (foi o Casamento na Real | O trabalho que dá ser madrinha e como você pode ajudar) e meses se passaram do meu casamento em si. Vocês cobraram e eu estou de volta aqui com mais verdades, sinceridades e tudo que eu aprendi sobre casamento na vida real (depois do segundo, então sou quase especialista). Bora? Bora!

Uma das questões mais ~problemáticas pra mim, e acredito que pra muita mulher que está de casamento marcado, é o vestido de noiva. Não importa o que digam, não importa o quanto feminista desconstruída você é, não importa se você nunca pensou a respeito: a roupa que você vai escolher pra casar (nem precisa ser vestido, diga-se de passagem) é um dos “detalhes” mais importantes da história toda.

o que eu queria do meu vestido de noiva

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era desse jeitinho mesmo

Antes de tomar qualquer decisão sobre o método de aquisição do vestido (próximo tópico), o ideal é saber exatamente o que você quer dele. Tudo na vida é alinhar expectativas, certo? No meu primeiro casamento que deu errado, eu queria uma coisa diferente mas ainda com uma ~pegada clássica, um moderno sem ser ousado demais. No segundo casamento real oficial, eu queria um vestido confortável, moderninho pra caramba, sem cara de vestido-de-noiva-brilhos-e-bordados, mas ainda assim com jeito de noiva e não de convidada-sem-noção-que-foi-de-branco.

Como todo processo casamentístico, comecei com uma pasta no Pinterest considerando a vibe do que eu queria, o que eu achava bonito e noivas que tinham casado em ocasiões parecidas (no campo, mini-wedding, no inverno). Rapidamente percebi um padrão de desejo: saia ampla de tule e top sequinho. Pra quem não queria ficar com cara de princesa, a vontade da saia de tule foi uma surpresa. Mas é assim que acontece, cabeça de noiva é uma coisa muito louca e a gente nunca sabe o que realmente ama até começar a reunir referências. Era isso que eu queria. E agora?

meu processo de decisão sobre comprar, mandar fazer ou alugar o vestido de noiva

Sabendo o que a gente quer, é hora de ir atrás das possibilidades de fazer aquilo acontecer. Na primeira vez, eu tinha um budget mais extenso, já que mamain ia pagar o vestido e aí a decisão foi fácil: mandar fazer do jeitinho que eu queria. Agora, em que eu pagaria pelo vestido e sabendo exatamente o que eu queria, achei que seria mais simples e barato comprar pronto e – abusada que eu sou – achei que resolveria em lojas normais, de shopping ou online.

Não, gente. Eu descobri rápido que essa não era uma opção nem fácil e nem barata. Primeiro, porque traje de noiva é algo que deve ser comprado com antecedência e eu não consegui achar nada de manga comprida (fez 10 graus à noite naquele dia!) enquanto as lojas estavam com as coleções de verão, obviamente, eu moro no ridjanêro. Segundo, porque eu não achei nada nem parecido com o que eu queria. Mudei de estratégia e, procurando em sites que vendiam roupas para festa/noivas, achei coisas que eu amava mas elas custavam mais de 6mil golpinhos – mais da metade do meu orçamento para o casamento inteiro, gente.

Alugar foi uma opção que não pensei por muito tempo. A verdade é que alugar vestido de noiva não é uma opção muito legal para quem está procurando algo mais hipster e que tenha a sensação de especial. Mas você tem toda a liberdade pra me provar o contrário, a caixa de comentários está aberta. E aí voltamos à ideia de mandar fazer o vestido, que me parecia extremamente cara, mas nem sempre é. No meu caso, eu corri para a Carol Hungria (que fez o primeiro vestido) e que é minha miga e parceira (e é a melhor estilista do mundo) então eu pude chorar (muito) pra chegar num ideal entre o vestido que eu queria e o tanto que eu podia pagar. E esse é o truque: pesquise, chore, negocie, explique seu caso, corra pras amigas.

Tem muita estilista maneira que está aberta a discutir, a propor mudanças para se adequar ao seu orçamento, tem muita estilista talentosa começando, tem muita costureira que não tem experiência mas pode fazer exatamente o que você quer. Não ache que essa é uma opção só pras ricas milionárias.

a escolha do vestido, as provas e por quê você deve ser forte

Tanto o processo de escolher um vestido para alugar ou compras quanto o de mandar fazer exige que você experimente um monte de roupas, e algumas vezes experimente várias vezes a mesma coisa. Faz parte, aproveita, pode ser muito gostoso! O problema é que também pode ser bem desgastante e você não merece isso.

O que acontece durante as provas (e as compras) é que todo mundo vai dar pitaco, ainda mais se você for como eu que só anda carregando um bondão de mulheres junto. E como tudo na vida, é preciso achar o equilíbrio entre ouvir as opiniões e ignorá-las solenemente. É difícil, porque provar o vestido é um momento de fragilidade emocional (pelo menos pra mim, canceriana com ascendente em peixes rs) em que você fica propensa a acreditar em tudo que estão te falando.

E o que eu tenho a dizer é: miga, seja forte. Se você acha que não está vestindo bem, que está repuxando, que você preferia o decote menor ou maior, que tem que mudar, que tem que começar tudo de novo, fale. Se precisar, grita, bate o pé, tampa os ouvidos enquanto faz “lalalala”. Porque você vai ver que a manga do vestido não está como você pediu e está exibindo uma das suas maiores inseguranças (sim, foi o que aconteceu comigo) e vai estar todo mundo dizendo que não precisa mudar nada que ‘tá lindo. Faça escândalo se precisar (eu fiz).

Pode acontecer de você querer a fenda maior, quase “inadequada para noivas”, e você vai ter que convencer todo mundo de que vai ser do seu jeito. Sim, também aconteceu comigo. Como também aconteceu de eu achar que não precisava de um detalhe extra, mamain insistiu, várias vezes e, no fim, fez um super diferença mesmo e valeu a pena ter acreditado. Então, ouça as vozes da razão mas acredite não só na sua intuição como nos seus desejos, afinal quem vai estar fantasiada de noiva sendo o centro das atenções é você, né?

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Detalhes “técnicos” do meu vestido

O vestido é obra da Carol Hungria. ♥ Ele era um tubinho branco de uma malha bem grossinha (estava muito frio), mangas compridas e uma renda por cima. Eu pedi que fosse de malha e a Carol sugeriu a renda por cima pra deixar mais delicado e bonito. Por cima do tubinho branco a tal saia de tule volumosa, com cauda e bolsos. Eu insisti nos bolsos, porque ajuda na postura na hora da foto (sim) e porque eu sinto muito frio nas mãos. A fenda foi sugestão da Carol também e deu muito certo, ficou mais ~despojado. E eu quis usar botas, a fenda foi uma forma de elas aparecerem.

[as fotos são da Marcella Zamith]

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Sobre o autor

editora executiva

30 anos, publicitária, feminista imperfeita. É Editora Executiva do Modices. Escreve sobre moda, bebe uísque e ama gatos. Se divide entre ser totalmente racional e acreditar em unicórnios. @ninaribeiro no Insta.