Você já deve ter ficado sabendo que rolou o nosso textão coletivo e como era de se esperar, teve textão ao vivo saindo da boca de cada uma das pessoas que foram lá pra trocar ideia e contar um pouco mais da sua história pessoal. Sabe aquelas experiências que a gente chega sentir a energia boa acontecendo? Foi exatamente assim. O nosso tema central dessa primeira edição, com muita troca em tempo real, surgiu a partir de uma pergunta “básica”: como você “toca terror” na sociedade?

E se você achou a premissa do nosso encontro ~curiosa, saiba que ela fez e faz muito sentido quando estamos falando desse nosso squad: um grupo formado por gente de todo tipo, de todo canto, que já sofreu muito a crise de representatividade e hoje constrói com as próprias mãos – e com a própria voz – seus espaços de direito. Uma galera que hoje é referência, influência e resistência. E foi dessa galera que surgiu, através das respostas pra nossa pergunta, um textão cheio de amor, com um pouco de dor, mas muita vontade e esperança de transformar o mundo em um lugar fodão de se viver.

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O Modices tem como pilar principal a representatividade. É a busca constante de nos encontrarmos e encontrar pessoas pelo caminho. É fazer e repartir histórias. É dar lugar de fala pra quem tem que falar. A gente sempre teve voz, faltava alguém pra nos ouvir. Um espaço pra construir uma nova realidade. A gente precisa se fortalecer muito aqui pra quando a gente for enfrentar o mundo, e é assim (com pequenos grandes gestos) que o nosso squad vem tocando o terror necessário na sociedade conservadora:

É quando a Lari Gouveia lança assuntos polêmicos no meio do almoço de família; é quando a Tamy Reis resiste por ser mulher negra e fora dos padrões trabalhando como DJ e ocupando o espaço dela no meio da música; é ser uma mulher negra e amar quem você é como faz a Paula Queiroz. A complexidade do seu ato às vezes é tão simples quanto simplesmente existir e saber que você existe – como faz o Vantuil Costa e o Higor Neves. A gente toca o terror transformando moda em arte, como faz a Mila Benassi; é também toda vez que resistimos quando alguém tenta tirar nossa oportunidade, como faz a Helena.

Para mudar o mundo, o importante é saber dos nossos espaços e saber ainda mais o do outro. Saber que representatividade importa e querer estar ainda mais perto de mulheres reais, como faz a Paula; é saber usar o nosso privilégio pra ajudar os que não têm a ocuparem o mesmo lugar que você, como faz a Raissa; precisamos abrir a cabeça do subúrbio que por várias vezes pode ser conservador e façamos isso através das nossas pequenas lutas diárias, como faz a Lorena Freitas; tocar o terror é amar as nossas raízes, amar o que já é nosso, assim como a Luane Dias faz.

Tem que ter muita autoestima pra ser quem é e saber que o seu empoderamento nunca é singular e inspira muita gente, como sabiamente a Josy Ramos colocou; acima de tudo a nossa felicidade em ser quem somos vai além de como nós nos vestimos – é o espaço que ocupamos por sabermos muito bem fazer a curva, assim como o Daniel Kalleb.

E você? Como toca o terror na sociedade?

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Esses posts são feitos em conjunto pela equipe - juntando as ideias loucas de umas e a sensatez de outras - e representam o que a gente acredita, aposta ou quer discutir com o mundo. Porque tudo que é compartilhado é mais incrível.