Vocês que são das baladas e amam curtir uma festinha close certo, sabem que música é a parte fundamental pra uma noite mara, né?Normalmente, o que nos atrai para uma festa, além dos amigos e do ambiente, é o som que vai tocar por lá. Mas já notaram que o meio dos DJs é, em boa parte, ~masculino? Graçasadeusa, a coisa anda mudando de figura e cada vez mais podemos encontrar minas incríveis tomando conta das pick ups.

Como vocês já sabem, a gente sempre abre espaço para expor as garotas que tão arrasando por aí e por isso, hoje vocês vão ver aqui as mais novas ~proprietárias da noite carioca: as DJs mais bafo da cena estão aqui.

✰ Tamy Reis

Se você ama hip-hop com certeza já ouviu falar nessa mulher. Diretamente da Zona Norte do Rio, a Tamy é estudante de jornalismo, apaixonada por moda, voz ativa da igualdade entre os gêneros e DJ há 9 anos. Além de tocar pelas baladas da vida, ela também faz som para algumas marcas como: Nike, Karamello, Melissa, Puma e Zinzane. Nas noites, ela é residente da Crewolada e toca e produz com as manas o Mixtape, um evento que mistura moda, música, arte e gastronomia. Atualmente ela está no ar na radio Roquette Pinto (94.1 fm) no programa do Mv Bill, A Voz das Periferias.

Além de tudo isso, a Tamy também realizou um projeto chamado Tamy na Laje, realizado na Maré e tinha como objetivo formar mulheres DJs, e adivinhem? Ela formou 4! E os projetos dela não terminam por aí! A Tamy também deu início a um vlog onde conversa com os artistas sobre moda e música.

“To inventando um vlog, que ainda não ta muito bem direcionado, mas está trabalhando com a temática “moda e música”. Tem dois vídeos no ar já, um com a Karol Conka e outro com a Negra Li.”

Só esse mês a Tamy toca no Baile do Ademar convida Xarpi, DNG convida Trapin, Baile Black do Bom e Festival Latinidades.

 

✰ Paula Queiroz

Nascida e criada na zona oeste do Rio, a Paula sempre teve no hip-hop uma questão de identificação muito grande. Aquilo que a gente sempre fala: representatividade.

“Muito antes de saber o que significava a palavra empoderamento, era nas meninas do Destiny’s Child que eu me via, porque a cultura de massa de música pop é cruelmente branca quando você é um adolescente louco por identificação.”

Viram como é importante ter em quem se espelhar? O som dela passa pelo hip-hop e R&B com aquelas músicas que a gente ama performar, sabe?

“A pista pra mim hoje é um ritual de lavar a alma e querer que as pessoas saiam de lá com a mesma sensação.”

A Paula é residente de três festas que acontecem todo mês na Fosfobox: a MORTA, High as Shit e Recalcada. A maravilhosa também passou por festas como a Wake Up!, I Hate Mondays e outras.

 

✰ Bia Marques

A Bia é de Copacabana, Zona Sul do Rio e é a responsável pelo som das paradas há mais ou menos um ano. Pode não parecer muito tempo de profissão, mas a maravilhosa tem é muita experiência na bagagem. Ela é residente de duas festas: a CLAPS, uma das primeiras festas que teve a oportunidade de tocar, e é predominantemente funk. E a High as Shit, festa do coração que acontece todo mês na Fosfobox, é predominantemente hip-hop e já deu pinta aqui no Modices.

Todo o amor pela música não é novidade, mas foi aflorado quando ela começou a freqüentar os roles de hip-hop e funk que ela pensou em começar “misturá-las”, botar numa pista onde todo mundo pudesse compartilhar aquele sentimento juntinho dela. Foi então, que a Bia começou a procurar mais sobre programas, assistir vídeos e aprender sozinha e na marra como fazer aquele som acontecer. Depois de um tempinho de dedicação, procurou alguns amigos produtores e pediu uma oportunidade pra mostrar tudo aquilo que ela aprendeu – assim, botando a cara MESMO – e a partir disso, os caminhos foram se abrindo e as oportunidades chegando.

“O que me motivou a tocar, foi o sentimento de querer passar e mostrar pras pessoas os estilos que estão presentes na minha vida desde sempre e me fizeram a pessoa que eu sou hoje (…) E ver que quando toco, muitas pessoas se identificam com esse som e se divertem da mesma forma que eu.”

A Bia já passou por outras festas como Wobble, Recalcada, I Hate Mondays entre outras. Já passeou por todo esse Rio de Janeiro e até fora dele, como em Brasília e São Paulo.

“É muito doido e ao mesmo tempo muito feliz como as coisas aconteceram em tão pouco tempo e hoje em dia eu tenho a honra de tocar nessas festas que sempre frequentei.”

✰ Lela Gomes

Sempre envolvida na noite carioca, a Lela já trabalhou com a Carol Sampaio e com o Michel Diamant durante um tempo. Já foi relações públicas e muitas outras coisas pela vida. Apesar de gostar, não era algo que ela amava – e esse é um sentimento bem comum dentro do processo de descoberta das profissões e tá tudo bem, tá gente? Às vezes leva um tempinho pra gente achar o que nos completa, mas quando a gente acha é só amor. Procurando algo que a completasse, a Lela aproveitou os grande amigos Djs e incentivadores para unir duas paixões: a noite e a música, e assim o fez!

“Eu gosto de fazer as pessoas dançarem sem medo de serem felizes, então eu costumo dizer que eu toco o que você escuta no rádio! Gosto do pop rasgadão, desde Beyoncé, Madonna, até Anitta e Ludmilla.”

A Lela toca em vários lugares. Desde festas de aniversários e baladas, até coquetéis. Mas dentro de toda essa diversidade de locais, a Lela tem um público que sempre a acompanha:

“preciso ser honesta e dizer que as bees e os gay friendlys são meu público cativo!”

Então vocês podem encontrar a Lela na Wallpaper que acontece na The Week, na Boho e ela também já passou pela Treta e muitas outras. Também vale seguir ela no snap (LelaGomes) que é maravilhoso!

✰ Ingrid Nepomuceno

Diretamente de Mesquita na Baixada Fluminense para as baladas mais babado das noites cariocas: Ingrid tem só 19 aninhos, e é formanda em Produção Cultural. O som que ela toca? Funk. Mas não é funk-pop não, galera, é funk raiz.

“Acho importante ter uma mulher disputando esse espaço como DJ porque geralmente somos dançarinas ou MCs (esse em menor número). O mercado de trabalho todo é muito masculino mas o do funk, especialmente, é dominado. Eles são maioria em todos os aspectos: empresários, artistas, produtores, donos de equipe… “

A Ingrid contou pra gente que o som dela choca muita gente que vive de estereotipar, porque o som que ela toca retrata muitas vezes questões sobre a sexualidade, o que sabemos que é extremamente marginalizado na cabeça dos tradicionaizões da noite, né? Mas sobre isso a maravilhosa tem um recadinho do amor:

“Uma mulher falar abertamente sobre sexo ainda é um absurdo e eu quero naturalizar essa ideia. Não somos serviçais ou brinquedos sexuais, somos pessoas com desejos e poder de escolha.” ♥

Sabe aquela mana que fica sempre responsável pelas playlists das festas? Era assim com ela também! A trajetória dela como Dj começou por curiosidade e por admiração àqueles que faziam o povo se divertir tanto. A partir daí, começou a baixar programas e procurar tutoriais pra aprender a fazer toda aquela mágica funcionar.

Ano passado surgiu a oportunidade de fazer uma oficina de DJ na Maré com o Raoni Mouchoque (histórico no funk) e o Chico Abreu. Depois disso, Ingrid deu o primeiro passo pra tocar profissionalmente na CLAPS, na rua do Ouvidor. Nessa época ela já era amiga e freqüentadora da Recalcada (festa que também já apareceu por aqui), e foi reconhecendo o talento dela que o Jeff, produtor da festa, deu um voto de confiança colocando ela pra tocar na pista principal. Duas edições depois e ela se tornou residente da festa. Incrível, né?

A Ingrid também tem pouco tempo de profissão, mas assim como a Bia, tem bastante experiência pelos roles. Já passou pela I Hate Mondays, Wake Up, voltou na Claps, Arrastão e pra completar um aninho de carreira, tocou no Rio Parada Funk – um dos eventos mais importantes para uma DJ de funk. Nesse meio tempo ela também abriu pra MC Carol, tocou em eventos com a Deize Tigrona, Tati Quebra Barraco e MC Sabrina.

“Hoje o funk me sustenta e eu encho a boca pra falar isso.”

 

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O que a gente quis te mostrar com todas essas histórias incríveis? Mulheres importam e é só dar voz a elas pra gente conhecer um monte de histórias que tocam fundo no coraçãozinho. Todas aqui tiveram suas dificuldades e por vezes até dúvidas – acontece com todas nós, mas elas foram lá, se jogaram, conquistaram seus espaços e tem tudo para inspirar uma geração que vem aí, não só de futuras Djs, mas de mulheres no geral. Confiar no próprio taco e criar as próprias oportunidades onde elas não nos são dadas é importante e é preciso. Sejamos fortes e sejamos por nós – sempre.

Vale ficar de olho no estilo das meninas porque nisso elas arrasam também, viu?

Conhece mais minas DJs que a gente precisa conhecer? Conta aqui!

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Sobre o autor

Esses posts são feitos em conjunto pela equipe - juntando as ideias loucas de umas e a sensatez de outras - e representam o que a gente acredita, aposta ou quer discutir com o mundo. Porque tudo que é compartilhado é mais incrível.

  • Rafael Lopes

    Millah Bass, Dj Jess (Jessica Lucas), Ingrid D’Marcelle

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