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Tudo sobre daniel hernandez

SPFW: Jogo de revela e esconde no inverno da Huis Clos

Rio de Janeiro,

As máscaras nos olhos das modelos confirma o ar de mistério que a Huis Clos quis imprimir em sua coleção de inverno. A estilista Sara Kawasaki criou as peças inspiradas na personalidade feminina e seu costume de revelar e esconder emoções e segredos.

Fotos: Charles Naseh

O resultado concreto foram peças com design inspirado em roupas esportivas em tecidos sofisticados, com mistura de texturas que escondiam e revelavam (presença forte de transparências). Nesse mix entraram lã, lamê, malha, renda, pelos sintéticos e aplicações de penas. A cartela com cores escuras completam a proposta da marca, quase toda preta e cinza.

Fotos: Charles Naseh

A silhueta é reta, com quadril deslocado para baixo e com volume na parte de cima do corpo. Nos pés, ankle boots com inspiração em coturnos, com salto alto e um pouco de plataforma.

Fotos: Rômulo Soares

Mesmo escondidos por trás das máscaras, os olhos foram o destaque da beleza criada por Daniel Hernandez.  O maquiador usou sombra preta em creme do canto interno até o fim do contorno dos olhos, indo além do côncavo. “A sombra em creme não deixa o olho muito preto, dá um aspecto mais translúcido, transparente. Fica mais leve e elegante”, explica Daniel. No rosto, apenas base leve e corretivo no lugar de batom para apagar a boca. Os cabelos foram presos em rabo baixo, como se as próprias modelos tivessem feito o penteado.

SPFW: Cori mostra alfaiataria nada certinha inspirada em Frank Lloyd Wright

Rio de Janeiro,

A coleção de inverno da Cori, assinada por Giselle Nasser e Andrea Ribeiro, trouxe a obra do arquiteto americano Frank Lloyd Wright como referência, mas sem cair no clichê dos looks rígidos e teatrais que algumas coleções “arquitetônicas” podem ter. Como uma das construções mais famosas do arquiteto, a casa Fallingwater, algumas peças vinham em camadas assimétricas, dando mais graça à alfaiataria clássica.

Fotos: Divulgação

De seus famosos vitrais com desenhos geométrico (bem no clima art déco), saíram aplicações de veludo (e outros tecidos) sobre organza transparente, funcionando como estamparia. A cartela de cores também fez referência a Wright, que costumava usar tons de vermelho, laranja e amarelo em seus prédios, além das cores de cimento e madeira (marrom, bege e cinza). Aliás, esse segundo material, muito valorizado pelo arquiteto, também está na sola dos escarpins de bico redondo e botas de cano médio com fivelas que arrematavam os looks.

Fotos: Divulgação

Para os cabelos, coque na altura das orelhas com cabelo repartido ao meio (cabelos não são o grande destaque da próxima estação se formos nos guiar pelos desfiles, já perceberam né?). Para corrigir a pele, base Face & Body e pó translúcido da Mac. Como iluminador (têmporas, ossinho do nariz e queixo) e como sombra, gloss transparente. Mas o destaque da beleza da Cori, assinada por Daniel Hernandez, fica por conta da boca vermelho alaranjada, segundo os tons da coleção.

Fotos: Charles Naseh para Chic

SPFW: Juliana Jabour troca a menina coquete por senhorinha moderna

Rio de Janeiro,

Fotos: Divulgação

Cada vez mais distante da malharia que marcou seu trabalho no início, Juliana Jabour fugiu também do monopólio dos curtos volumosos (combo vestidinho + ankle boot tinha virado marca registrada de suas coleções), e mostrou uma coleção de inverno ampla e fluida, com a maioria dos looks longos (veja os lindos croquis em 3D da coleção aqui).

Fotos: Divulgação

Alinhada com o caminho mais senhoril que a moda está tomando (mas nem por isso antiquado), a estilista propôs saias longas e jogos de proporções que quebram suas regras clássicas, como blusas e casacos largos e compridos com saias do mesmo jeito, e casacos mais curtos por cima, etc. As estampas também tinham uma cara de “vovó”, como o floral vintage. A cartela de cores também veio sóbria, com neutros (cinza, preto, camelo, marrom) e um bonito tom grená.

Fotos: Divulgação

Nos pés, ankle boots com releituras de oxfords e de coturnos mais delicados, em couro liso ou camurça. Bolsas pequenas, à tiracolo ou para segurar na mão, lembravam peças de brechó: estruturadas ou em saco, com franjas.

Fotos: Charles Naseh para Chic

A beleza foi criada por Daniel Hernandez, com coque no alto e afofado (como se usava na década de 10 do século passado) , com alguns fios desfiados para não ficar muito certinho. Na maquiagem, pele opaca, com sombra laranja saindo das pálpebras e indo em direção à raiz do cabelo. Para marcar o contorno do rosto, blush amarronzado indo também até a raiz do cabelo e um rosado acima. Na boca, batom vinho com gloss transparente.

SPFW: Aprenda a fazer a trança da Ghetz

Rio de Janeiro,

Tranças são hits em todas as estações e amigas na hora de disfarçar o bad hair day. Das comuns às escamas de peixe, elas dão o ar da graça nas passarelas e nas ruas ajudando a levantar a produção. Agora, com a Ghetz, a gente aprendeu mais um estilo: trança com nós e elásticos. São práticas, rápidas de fazer e podem aumentar o seu acervo de penteados em dias de poucos recursos.

Para fazer basta umedecer os cabelos com água e intercalar nós e elásticos até formar uma trança. Veja o vídeo onde Daniel Hernandez preparou o penteado momentos antes do desfile da Ghetz: