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Tudo sobre inverno 2011

SPFW: Cavalera fecha o SPFW lançando nova linha

Rio de Janeiro,

Debaixo de chuva, a Cavalera encerrou este SPFW Inverno 2011 aproveitando para lançar sua linha premium, a Cavalera Caviar, com peças mais elaboradas e tecidos nobres. Para sua coleção, a marca proclamou a república (daí os brasões da brasileira desconstruídos em estampas) e prega mais diversão.

Como não deixaria de ser, a coleção é bem jovem e com truques de styling que seguem a tendência de mistura total: de texturas opostas, de proporções nada usuais. Os tecidos usados foram couro, malha, sarja, tule fininho, seda, jeans, . Vestidinhos românticos era misturados com coletes no estilo biker e jaquetas; e também com bermudas abaixo do joelho. Para a linha mais noite, vestidos curtos com mix de e materiais leves, bordados com pingentes de acrílico com o formato da fênix do logo da marca.

As cores principais foram preto, cinza, laranja, bege e as cores do brasão da república, verde, amarelo e azul. Nos pés das meninas, sapatos inspirados no modelo brogue (com salto em estilo boneca, baixo e botas), com laços de algodão amarelo, rosa, verde água e outras cores.

A beleza, assinada por Robert Estevão, foi inspirada em festas de 15 anos, então é uma maquiagem para meninas, nada que envelhece. O maquiador escolheu dois looks: um com sombra dourada na pálpebra móvel e batom rosa chiclete; outro com sombra azul clara na pálpebra superior e escura na inferior, e batom coral. Para os cabelos, coques no alto e desfiados, e trança lateral feita junto com faixa de cabelo (da largura de uma gravata).

SPFW: André Lima mostra coleção luxuosa

Rio de Janeiro,

Que minimalismo, que nada! Fugindo da avalanche de simplicidade que invadiu até mesmo a moda festa (como vimos em alguns looks do último Globo de Ouro), André Lima apresentou um inverno 2011 glamuroso, com peças amplas, com detalhes drapeados, laços esculturais e cores fortes, bem ao gosto de mulheres exuberantes.

Fotos: Charles Naseh

O estilista misturou tecidos nobres de texturas opostas (essa tendência a marca seguiu), mas sempre com brilho. Os lisos e leves como cetim, unidos com brocados, couro, tules ou tecidos bordados com paetês e pequenas franjas. A marca não economizou em materiais: quando não eram bem amplos, as peças (vestidos longos e curtos, macacões) tinham detalhes como faixas com laços grandes, drapeados, golas e mangas exageradas. Mas nada over.

As cores foram preto, dourado, pink, laranja e destaque para o vestido que fazia uma mistura não muito usual em moda festa: verde água com roxo. Nos pés, escarpins mais fechados de camurça preta. Na cabeça, arranjos surrealistas.

Fotos: Charles Naseh para Chic

Robert Estevão criou a beleza do desfile. Os cabelos foram presos em coque com curvas e baixo, preso com redinha. A maquiagem, criada com produtos da Mac, não seguiu o costume de carregar apenas em um elemento do rosto e veio bem glamurosa, acompanhando a coleção. Nos olhos, pigmento Violet na pálpebra móvel e sombra Caborn (preta) contornando o côncavo e fazendo o desenho “gatinho”. No canto interno, Robert usou a sombra Blond Gold para iluminar, e pigmento verde na pálpebra inferior. Para arrematar, cílios postiços e máscara preta. Na boca, batom berinjela Darkside e gloss Lipmix roxo por cima (esse segundo é da linha Pro, não é vendida no Brasil).

SPFW: Fernanda Yamamoto desfila belas texturas

Rio de Janeiro,

Para sua coleção de inverno, Fernanda Yamamoto se inspirou no círculo – a primeira forma geométrica percebida pelos homens e pelo fato de ter um traço contínuo, sem começou ou fim. Além de usar o círculo de um jeito mais literal, a estilista explorou formas, volumes (mais pesado em cima, mais leve embaixo) e recortes arredondados.

Fotos: Charles Naseh

A característica da renovação desta forma geométrica serviu como referência para desenvolvimento de novos tecidos e texturas. Fernanda e sua equipe criaram uma espécie de gaze, com introdução de fibras de seda e como se fosse feltro (fibras compactadas, não são tecidas em tramas). Outro tecido que cria uma textura interessante é o que usa uma técnica chamada washi-ê, que mistura fibras de tecido com papel com linhas de algodão ou lã. O resultado lembra a forma mais artesanal de fazer papel reciclado (papel picado molhado com cola sobre uma peneira, sabem?).

As cores vivas para contrapor os onipresentes preto e cinza das coleções de inverno, como o verde limão e amarelo ovo; e também branco, azul claro e vermelho escuro. Nos pés, sapatilhas de tela sem salto e com bico quadrado criados pela marca Ciao Mao. Para fechar os acessórios, pulseiras de ampulheta completam o conceito de ciclos, desenvolvidas por Rosely Kasumi.

Para a beleza, Marcos Costa criou um arranjo escultural de cabeça, amparado por um coque. “Quando soube que Fernanda iria se inspirar no círculo, criei peças circulares de acrílico transparentes e roxas, que foram expostas ao calor para ganharem essas formas orgânicas”, explica. Na maquiagem bem forte, Marcos misturou cores frias e quentes. Nos olhos, lápis kajal preto misturado com batom Vinho nº01, ambos da linha Una, da Natura (tons frios). E nos lábios, batom Coral nº02, da mesma marca (tom quente).

SPFW: Masculino do Herchcovitch traz roupas para sobreviver ao caos climático

Rio de Janeiro,

Vulcão islandês que paralisa o tráfego aéreo europeu. Chuvas intensas que provocam deslizamentos, enchentes e destruição em diversas cidades brasileiras e australianas. Aquecimento global, desequilíbrio. A vida do homem está cada vez mais afetada pelas alterações climáticas e, para sobrevivermos, vamos ter que nos adaptar. Pensando nos efeitos que esses fenômenos exercem física e mentalmente nos homens, Alexandre Herchcovitch criou sua coleção masculina (a feminina foi inspirada em rochas vulcânicas).

Fotos: Charles Naseh

Para sobreviver às interpéries, tecidos com propriedades térmicas e impermeáveis, como o isolante prateado que abriu o desfile. Herchcovitch também usou couro, nylon,, cetim, entre outros. Tempos difíceis pedem roupas práticas, por isso casacos, parcas e calças utilitários também marcaram presença. As cores escuras dão o clima apocalíptico: preto, cinza chumbo, e tons de marrom.

Nos acessórios, óculos e luvas pesadas lembravam os uniformes de operários de indústrias pesadas. Nos pés, coturnos bem brutos, botas com pelos e tênis de cano alto.