Quando penso no drama que é fazer a lista de convidados para um casamento, fico me perguntando por que eu estou fazendo tudo pela segunda vez (por amor, a resposta é: “por amor”). Acho que todo mundo que já casou ou já acompanhou um planejamento de casamento bem de pertinho, entende o estresse que pode ser definir quem serão os convidados da festa. E olha, a lista é um problema tão clássico e tão complicado que eu não podia deixar de falar sobre ela aqui – até porque opiniões divergem sobre o assunto. Vamos aos fatos?

Quem define quantas pessoas serão convidadas não é você

Existe duas coisas que definem o número de pessoas a serem convidadas para o seu casamento: o valor do buffet e o tamanho do local onde será a festa. Buffet é um negócio que custa uma fortuna, é para onde vai boa parte do dinheiro separado para o casamento. É aquilo, cê tá linda e noiva pensando “vou fazer um casamento para 400 pessoas” e páh! tem que ser pra metade porque o buffet que você queria cobra um pulmão e dois rins por pessoa (sempre cobram por pessoa, viu?). Se esse não for o problema – eu, por exemplo, não tenho esse problema porque quem vai cozinhar é o noivo – a capacidade do lugar que você escolheu para casar é que vai definir quantas pessoas serão convidadas.

(Isso tudo vale obviamente para quem está planejando um casamento já com uma noção do máximo que pode gastar. Se o céu é o limite para você, é a lista de convidados que vai definir tudo e você tem que começar por ela.)

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Você definitivamente vai chamar menos gente do que está esperando

Vamos supor que você definiu que seu casamento será para 80 pessoas (como é o meu, então ‘tô me usando como exemplo). Isso significa que você pode convidar 100 pessoas mais ou menos (tem gente que não vai, acredita, é meu segundo casamento). Aí você pensa, “opa, então o noivo fica com 50 e eu posso chamar mais 50 pessoas queridas da família e dos meus amig…” não. Infelizmente, não.

A maior e mais dolorosa razão é que cada pessoa equivale a, no mínimo, duas pessoas. Pouquíssimas pessoas vão sozinhas e sem acompanhante. E ainda tem aquele tio que você ama mas é casado com uma pessoa que é distante (mas é o acompanhante) e tem um filho que é seu primo e que tem uma namorada (que é a acompanhante). Pegaram o drama?

Não, a festa não é só sua e do noivo (a)

Casamento é uma cerimônia comunitária, uma festa social. Se o casamento fosse uma celebração que diz respeito apenas aos noivos, bastavam os dois para realizar o rito, não acham? Temos que aceitar (e até ficar bem felizes) que o nosso casamento é importante para um monte de gente da nossa família, nossos amigos, nossos pais.

É claro que a palavra final tem que ser dos noivos, principalmente em relação à limitadísssima lista de convidados, mas não dá pra ignorar os acompanhantes da galera, não dá pra sair desconsiderando que algumas famílias são grandes mesmo e pode ser que vá todo mundo, e não dá para falar que seus pais não tem voz alguma em quem vai ser chamado. Você vai ter que ceder.

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 Como fazer, então, a lista de convidados mdddc me ajuda

Cada pessoa tem um método de fazer uma lista de convidados. O mais comum é fazer uma listona de todo mundo que você lembrar na vida e ir cortando depois do número estabelecido, mas eu acho esse processo um pouco doloroso, sabem? Perdoa a canceriana com ascendente em peixes, aqui.

Então, acho que existem dois outros métodos eficientes:

∫ Método amor: comece listando suas pessoas preferidas no mundo, as que você tem vontade de encontrar sempre, as que são pessoas que você ama na real – não esqueça de somar os cônjuges, namorados e filhos. Depois, passe para as pessoas que você adora e convive muito, o bff do trabalho, o casal companheiro de bar, a miga da faculdade que você fala todo dia, essas pessoas. Depois, se ainda tiver sobrando espaço, pensa naqueles amigos/familiares mais distantes mas que ou foram muito importantes na sua vida ou são muito importantes na história do casal. Foi? Sobrou espaço? Se joga nos convites políticos.

∫ Método hardcore capricorniano: ensinado pela minha madrinha (que casou quatro vezes), o método consiste em calcular quanto o casamento está saindo por pessoa no total. Some o aluguel de tudo, os fornecedores, o buffet (tu-do) e divida pela quantidade de pessoas que você pode chamar pelo casamento e você vai saber o quanto cada presença custa para o seu bolso. Supondo que seu casamento vá sair R$200 por pessoa, pense: se você fosse sair com essa pessoa, ficaria satisfeitíssima de pagar a conta dela nessa valor, só pela companhia dela?

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O que não fazer (na minha opinião)

Não dê preferência para pessoas que vão dar presentes melhores, é feio, deselegante e sua festa não vai ser tão boa se esse for o seu critério. Não chame ninguém que você deteste muito. Não ignore cônjuges e acompanhantes. Não compre brigas desnecessárias, escolha suas batalhas. Não deixe de chamar alguém que você ama para chamar alguém que é semi-importante para a sua mãe, por exemplo, faça a ~escala de amor com cuidado. Não saia espalhando pra deus e o mundo que você vai casar, principalmente se você estiver planejando um mini wedding.  E não convide ex, gente, pra que?

Para finalizar, ficou em dúvida se chama a pessoa ou não? É porque provavelmente essa pessoa não faz parte da sua vida há um tempão, né? E aí vale o método armário: não faz parte do seu dia a dia a mais de um ano e você não tem nenhum vínculo emocional com aquilo? Joga fora e parte pra próxima. Esse é o tipo de pessoa que falta e não dá nem satisfação e te impede de chamar alguém que você curtiria mais.

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Sobre o autor

editora executiva

30 anos, publicitária, feminista imperfeita. É Editora Executiva do Modices. Escreve sobre moda, bebe uísque e ama gatos. Se divide entre ser totalmente racional e acreditar em unicórnios. @ninaribeiro no Insta.