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A revolução da moda de Yves Saint Laurent

Rio de Janeiro,

Um estilista que revolucionou a moda. A influência de Yves Saint Laurent não se resume a uma peça, um estilo ou um período. Poucos foram os estilistas que conseguiram se reinventar e deixar um legado tão importante, tema de constantes exposições mundo afora. Em 2009, o Brasil recebeu a exposição “Viagens Extraordinárias” que mostrava as criações do estilista inspiradas em diversos lugares do mundo (como a África, Rússia e Índia) mesmo sem ter visitado nenhum destes lugares. O estilista saía muito pouco da França (salvo o país vizinho Marrocos) e criava suas coleções contando apenas com livros e sua sensibilidade.

Este ano uma nova exposição do trabalho de YSL foi montada em Paris. Yves Saint Laurent Rive Gauche: La Révolution de la Mode, reproduz a primeira loja da marca, aberta em 1966, na Rive Gauche – área boêmia de Paris, reduto artístico e intelectual de onde surgiu a expressão “Bobo” (bourgeois-bohème ou burguês e boêmio, em bom português). Com o lançamento desta loja, YSL conseguiu atingir um público mais jovem, de gente antenada e bonita como Bianca Jagger (ex-mulher do Rolling Stone Mick), Catherine Deneuve e sua musa Loulou de la Falaise, ao invés das grandes damas parisienses.

1966 também foi o ano que YSL lançou uma das suas criações mais emblemáticas, o Le Smoking, que simbolizava toda a nova geração de mulheres que lutavam por direitos iguais aos dos homens (e reza a lenda foi inspirado em Loulou). Na exposição diversas peças ícones do estilista do seu trabalho durante os anos 70 (a década que mais influência a moda nas atuais temporadas) estão expostas como o macacão colante preto (a imagem da era “disco” do Studio 54), a gola Peter Pan (resgatada por Alexa Chung), as jaquetas safari, calças harem, blusas ombro-a-ombro, saias longas, turbantes e as cores do Marrocos (onde Yves tinha uma casa).
Na exposição há uma entrevista rara com Yves Saint Laurent que mostra como o estilista foi um dos pioneiros no movimento de democratização da moda através do pret-à-porter (roupas prontas para vestir). Mesmo para quem não poderá ir até Paris antes do dia 17 de Julho (quando a exposição acaba), vale pesquisar mais sobre a vida e a obra do estilista que mudou a forma como nos vestimos ;)

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