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Beyoncé e a volta da pochete

Rio de Janeiro,

Enquanto o mundo polemiza se Beyoncé está fingindo a gravidez ou não, as músicas do seu novo álbum 4 vão se proliferando com vídeos estrelados pela mamãe do ano (de 2012) pré-barriga. Mas o clipe que interessa para este post é o da música Party num clima churrasco de domingo (na laje), onde Bey aparece com maquiagens multicoloridas e de pochete (!).

Pochete é um daqueles ícones absolutos de “cafonice” que hoje em dia qualquer pessoa — homens e mulheres — tem pavor. Mas desde o início do ano, elas tem aparecido e se multiplicado pelas passarelas de NY, Londres, Milão e Paris tanto nas coleções de inverno (como a copiadíssima coleção estrelada de inverno de Dolce & Gabbana) quanto nas de verão (nas fotos de corpo inteiro da montagem abaixo).

Não sei qual o sentimento a respeito da pochete em outras culturas, mas acredito que boa parte da implicância tupiniquim se dá ao fato deste não ser um acessório apropriado para o biotipo brasileiro. Boa parte da população feminina do país tem (ou pelo menos acham que tem) cadeiras avantajadas e a pequena bolsinha apoiada no quadril não ajuda a equilibrar o visual.

Só que mais importante que a discussão se as pochetes voltarão ou não às ruas são ideias (que originam tendências) por trás delas . A primeira é o desapego, que já vinha sendo praticado pelas milk bags: Leve apenas o necessário! As pochetes não podem carregar mais que celular, cartão e identidade. Depois vem a liberdade. Enquanto a Prada, Miu Miu e Céline propoem que as bolsas sejam carregadas abraçadas, as pochetes deixam os braços (e ombros) livres. Agora, como vamos adotar estes conceitos na vida real é a questão.

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