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Fashion Rio: Melk Z-DA e aqueles fios de cabelos

Rio de Janeiro,

Para o inverno 2011, a ideia do estilista pernambucano Melk Z-DA nasceu de uma lenda que ele ouviu em Fernando de Noronha, quando participou do projeto social Pernambuco com Design (trabalhando em conjunto com artesãs locais).

A lenda da Alamoa conta a história de uma mulher muito bonita que vagava seminua e com seus cabelos muito longos arrastados pelas areias da ilha, em noites de lua cheia. Ela atraía homens para as pedras e se transformava em caveira, fazendo as vítimas se jogarem no mar por desespero.

As madeixas fatais apareceram em vestidos – os fios sintéticos pretos, azuis, amarelos e castanhos foram costurados entre duas camadas de tecido transparente, formando uma espécie de estampa. Também foram aplicados em coletes e casacos e presos com tranças ou grampos. Como era uma mulher sensual, o comprimento predominante foi curto. As cores vêm das belezas da ilha como branco, amarelo, azul turquesa e coral.

Cabeleira também na beleza do desfile, assinada por Max Weber, que bagunçou e desfiou os cabelos das modelos. Para o make, Max quis algo menos delicado, mais primitivo. Por isso marcou os ossos acima do côncavo de marrom escuro e esfumaçou um pouco também abaixo das pálpebras inferiores. Destacou também as sobrancelhas e a linha que desce para o nariz para deixar a feição mais forte. A pele recebeu base leve apenas para uniformizar (Max usou a Dream Matte Mousse, da Maybelline, super acessível!) Para completar, blush bege e boca apagada com batom nude.

Fotos: Divulgação

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