O que as semanas de moda trouxeram de interessante para o nosso inverno
Rio de Janeiro,Desde que li numa entrevista de Ale Farah para Jana Rosa que “edição é a nova informação” não penso em outra coisa. Então, ao invés de fazer uma listagem de “tendências” apresentadas, resolvi dissertar sobre a aplicação das minhas favoritas na vida.
Dama de Vermelho
Vermelho é cor-tendência anunciada há tempos. Mas neste próximo inverno ele promete tomar de vez o lugar do rosa tanto nas roupas quanto nas bocas (e promete até nos olhos!). O mais interessante é que nas passarelas o vermelho aparece como visual completo em coordenações de duas ou três peças (lembra da Penelope Cruz na premiere de Abraços Partidos?) e nos lábios!
Minimalismo branco
Esta tendência foi anunciada pela Costanza Pascolato aqui no Modices, na edição de verão 2011 da SPFW, lembra? O branco no inverno tem um ar futurista e aparece nas passarelas nas mais diversas texturas como as dos tecidos tecnológicos, jeans e pêlos. É divertido ver que o branco também começa a aparecer nos sapatos e se alguém jurava que bota branca era o que existia de mais cafona vai precisar rever seus conceitos. A Osklen e o Reinaldo Lourenço fizeram modelos lindos!
Luz amarela
Amarelo é uma cor difícil. Vira temporada, passa temporada e sempre tem alguém dizendo que amarelo vai ser a cor da estação. Mas nunca é, não sabemos se por causa dos consumidores ou por conta dos lojinhas que tem medo de produzir grandes quantidades de peças desta cor e encalhar. É lindo como o amarelo acende produções de cores neutras sem causar um grande contraste. Funciona realmente como um ponto de luz.
Totalmente azul
Azul é uma cor simpática. Talvez por ser a cor do jeans ele funciona como uma espécie de “neutro” da moda. Veja só como um visual completamente azul não causa tanto choque ao olhar. É uma cor que funciona muito bem sozinha sem precisar de grandes doses de ousadia para encará-la num look monocromático.
Cortado no meio
Só as moderninhas vão “comprar” esta ideia. Desde o verão retrasado começaram a aparecer vestidos com recortes horizontais que davam a impressão de serem saia e blusa, enquanto na verdade eram uma peça só. O recorte vertical é interessante principalmente pelo fator emagrecedor desta linha vertical no centro do corpo. O modelo da Giulia Borges é um bom exemplo disso
Proporções dos anos 90

Uma determinada década influencia não só no estilo mas, também, na forma de usar a moda. Este é o caso deste jogo de proporções (estranhas?) de tops (partes de cima) compridos, chegando no quadril, com bottoms (partes de baixo) com comprimentos entre o midi e o longo. Na montagem abaixo (de transparências) tem mais um exemplo interessante deste comprido + comprido com o look da Andrea Marques com blusa e calça.
Jogo de Sombras
São muito boas as propostas de transparência nada óbvia que foram desfiladas. Se as peças estão tapando boa parte do corpo, nada mais natural que a sensualidade aflore de outras formas. Claro que a gente torce para que não apareça ninguém com a calcinha à mostra como no look da Fernanda Yamamoto, mas legal ver as “2 peças”, lingeries maiores que lembram as usadas nos anos 50, estão sendo propostas para substituir o “forro”. É ousado, sexy, mas não adianta: não dá para ir num evento mais formal, ou passear no saara com um modelito desses. Mas ele é ótimo para causar em festas.
