On the Road e a geração Beat
Rio de Janeiro,Começou o festival de Cannes e rola aquele entusiasmo pelos lindos looks de balneário das atrizes do momento (que vou postar na categoria celebridades que vai entrar ali no menu) e saber quais os filmes tem-que-ver do ano, não necessariamente nesta ordem. Mas eu estou animada mesmo para a edição deste ano por conta da estreia de On the Road, filme de Walter Salles (com a Kristen Stewart, Kirsten Dunst e etcs) inspirado no livro clássico cult “Pé na Estrada” de Jack Keuroac.
A história de passa nos anos 50 e retrata uma galera (a do autor, no caso) do universo undergorund de Nova Iorque, questionadora e despreendida dos valores tradicionais, a Geração Beat. Sabe o American way of life, as cinturas marcadas, cores açucaradas e mundo plástico que está em todas as revistas e blogs de moda agora? Então é isso, só que ao contrário. Essa turma de artistas, intelectuais e poetas não se identificavam com este perfeitinho mundo cor-de-rosa e começaram a pregar uma vida anti-materialista, além de viver como nômades ou em comunidades. Lembrou do hippies? Pois é, os Beats — que também eram chamados de hipsters (>hippies) por serem modernos demais e beatniks, de cunho meio pejorativo — eram os “irmãos mais velhos” e melancólico deles (e do punk parece). Os Beatniks usavam muito preto, gola rolê, óculos escuros e boina além de calça cigarrete (ou cropped), saia com fenda, sapatilhas e slippers (repara na foto da Audrey Hepburn!).

Estilinho bem parisiense, não? Este é o esteriótipo dos beatniks (O Nouvelle Vague estava rolando na mesma época em Paris) , mas o figurino do filme parece seguir outra linha (acho esquisito uma menina, por mais rebelde que fosse, dos anos 50 usando shortinho). Na Estrada (título em português) estreia no Brasil mês que vem (dia 8 ou 15 de Junho) e torço para que ele entre em circuito com um Leão de Cannes no cartaz