Moda

Quando foi que as marcas de moda pararam de fazer roupas para adultas?

14 de junho de 2016

Comentários

  • Hmm eu sinto muito isso nas fast fashion porém em algumas lojas de marca, como Maria Filó, Shoulder e Canal, ainda consigo encontrar peças que preciso e que vestem bem, o problema maior é o valor dessas roupas. Quase sempre acabo não comprando por achar caro demais :/ Um problema de estar quase com 30 também é que a gente começa a achar que não pode usar certas roupas.. Estou nessa crise e tenho várias amigas que me falam “estou velha pra usar tal tipo de roupa” E é muito dificil reencontrar nosso estilo ou manter nosso estilo com 30. :/

  • Letícia Freitas

    embora eu ainda não tenha chegado aos 30 (mas tô perto!), tenho encontrado esse tipo de roupa na Animale. sim, é caro, e nem todas as peças tem a qualidade do preço que se cobra, mas dá pra encontrar bastante peça boa – e que dura uma eternidade – por preços ~ok~.
    ainda assim, concordo em gênero, número e grau com o post. desde que me casei, senti uma necessidade de tornar meu guarda roupa mais prático e menos estampado, o que obrigatoriamente diminuiu minhas frequentes idas à Farm, por exemplo. aliás, a Farm é exatamente essa loja pra moça ” universitária, recém chegada na faculdade” onde “tudo parece ser curto demais, cropped demais ou com uns recortes esquisitos”. isso sem falar na repetição over and over again de modelagens que já cansamos de ter no armário de coleções passadas.
    essa discussão dá muito pano pra manga!

  • Débora Pereira

    Sempre q vou comprar alguma peça de roupa para o trabalho, fico me perguntando onde será q as peças compram esse tipo de peça, porque é uma verdadeira saga até acha algo que não tenha recortes estranhos, um tamanho adequado ou que não faça vc parece uma senhora de 90 anos. Uma mulher adulta trabalha pelo menos 5 dias da semana e uma parte considerável das empresas não exigem uniforme, mas parece que esse público é simplesmente esquecido.

  • Maryangela Souza

    Cara… Não poderia concordar mais com esse texto. E olha que só tenho 23. Mas já saí da faculdade, apesar de jovem, eu sinto tanta dificuldade de achar roupa pra vida que eu tenho e que me façam sentir e parecer uma mulher adulta de 23 anos. Aqui a gente migra direto do vestuário universitária baladeira pro senhora. Outro dia eu entrei numa loja dessas bem grandes e famosas aqui no Brasil e me deu uma revolta… Tava procurando roupa pra uma entrevista de emprego. Shopping grande tá, loja que recebe coleções especiais e tudo. A Loja, juro pra vocês, só tinha camisetas, regatas, camisas transparentes pra lazer ou camisas formais, daquelas de advigada. Não tinha uma blusinha, uma blusa bonita, que dissesse que eu tenho 23 anos e sou uma pessoa adulta. Complicado demais viu.

    • ahnah

      Uma loja que eu acho que tem umas blusinhas bonitinhas que dá pra usar pro trabalho afins mas é horrivelmente cara (pelo menos pro meu padrão existencial universitária) é a maria filó, mas é inviavel gastar 200 reais em uma blusa pra trabalhar ou entrevista de emprego.

  • Tamara Silva Torres

    Quero me vestir como uma mulher de 30 anos, não como uma mulher de 30 que acha que é adolescente!
    Não aguento mais ver calças super skinnys com lavagens extravagantes, cropped pra todo lado, blusão de lã que mostra a barriga(hã???), blusas com rasgos e desfiados, estampas do mickey e frases de pirralha baladeira escritas em inglês.
    Roupas “normais” custando uma fortuna, e essas roupas de criança/adolescente custando quase nada…

  • Carla Dani Miranda

    Eu tenho 22 e apesar de curtir coisas consideradas “jovens” eu não consigo achar roupa mesmo assim. Pra mim parece que as marcas pensam que independente da idade você TEM que ser magra pra poder se vestir bem. Eu fico revoltada com a falta de inclusão porque depois vem as reclamações de que a moda brasileira tá estagnada. Mas eles não mudam o design, não mudam o tamanho, não mudam a modelo (tem que ser magrela com cara de gringa). Não é a toa que a gente tá insatisfeito e acaba não apoiando.

    E ás vezes eu acho que essa coisa de vender cropped/transparência/halter top é bem proposital também e pra evitar que minas fora do padrão ou mais velhas comprem. Porque eles sabem mto bem que existe um tabu enorme em relação a x pessoa usar x peça. “/

  • ahnah

    então eu tenho 22 e concordo, tenho alguns croppeds mas em geral não é meu estilo preferido, não gosto da minha barriga de fora, não por insegurança mas pelo simples fato de que não gosto esteticamente, e como boa aquariana adoro ser do contra com as tendências. E a questão que emerge dessa situação é que as lojas absorvem tendências que no geral vem de fora do país e muitas vezes de instagram e internets afins e SÓ vendem isso, é uma massificação absurda da tendência em detrimento de outros estilos e tipos de produção, eu entendo que a tendência tende a vender e claro esse é o interesse, mas isso acaba com as opções de maneira geral e você se ve profundamente incentivado a comprar um produto que as vezes nem gosta muito (por falta de opção, por incentivo das mídias e afins do tipo “nova moda do verão que você TEM que ter”) e que possivelmente daqui a 6 meses vai ser descartado porque já é “out”. Eu não culparia exatamente a moda nacional, me parece mais uma questão da moda de maneira geral, mas há de se considerar que a maior parte das marcas cariocas produzem o mesmo tipo de roupas tendências e trabalham com tamanhos ridiculamente pouco variados um P, M, e G com uma variação micro e portanto que servem mais pra quem varia entre 36,38 e 40 e só.

  • ahnah

    Um adendo ao meu comentário, não julguem tão fortemente loja de senhorinhas de Copacabana também tem coisas legais nessas lojas que muitas vezes não olhamos nem duas vezes porque temos o péssimo hábito de classificar essas roupas como coisa de terceira idade – vale criticar a nossa própria concepção também sobre classificar roupas a idades e afins.

  • Gabriela

    Também tenho sentido esse desconforto. Acho lindo top cropped, barriga de fora (nos outros), os vestidos e saias coladas estilo Kim Kardashan mas essas peças não cabem no meu dia a dia de trabalho nem em sonhos. Tenho dificuldade de encontrar vestidos pois na maioria são sempre mais curtos do que eu gostaria. Na Renner daqui da minha cidade (não sei se fazem assim nas outras, acho que sim) as roupas femininas são separadas em nichos: roupas infantis: menino e menina, roupas masculinas: adolescente e adulto, roupas femininas: roupas de adolescente e roupa de mulher adulta, sendo que nesse último é muito confuso pois vejo sempre coisas para mulheres mais velhas que eu (40 anos por exemplo) e não o meio termo.

  • Giovana

    Siberian, Canal, Shoulder e Animale, sendo que essa última requer entregar os dois rins e não um só. Bati perna um shopping inteiro em Porto Alegre – cidade em que a meia estação reina, atrás de um reles blazer preto, bem cortado, que não fosse nem super antiquado, nem tivesse uma estampa que dominasse as costas: JURO PRA VOCÊS que só achei na Animale e que custava 1.000 reais, continua lá bem lindo na arara pra quem pode pagar. Quem quebra o galho num valor mais acessível, mas que não tem tudo o que preciso é a M.Officer.

  • debora

    tenho 24 anos e me identifiquei demais com isso!
    todas as lojas só tem cropped, cintura alta, estampas “divertidas”, blusas que não tem como usar com sutiã
    ou eu me visto de “adulta” demais ou de adolescente (resultado, basicamente só tenho camisetas e batinhas) :/ a unica loja que eu acho que se encaixa bem no perfil +25 é a hering

  • Isabel Sampaio

    Conhecem a marca Mari Villani? Roupas para mulheres reais, com bom design e preço justo! Eu uso (tenho 55 anos) e minhas filhas usam (23 e 18 anos). A criadora foi minha aluna e tem muito bom gosto. Mas por enquanto, só pela internet: usemarivillani.com.br. E parabéns pelo texto, Nina! Abraços!