SPFW, primeiro e segundo dias
Rio de Janeiro,É bem mais difícil falar sobre as marcas da SPFW. Primeiro porque o cérebro já está pesado da overdose carioca (Fashion Rio e Fashion Business) e depois… São todas marcas brasileiras! Claro que vai ter muita coisa parecida. No final das contas está todo mundo pensando e criando para o mesmo povo. Então, desculpe caros leitores por as vezes não ter o que escrever sobre determinada marca. Nada pessoal, apenas evitando o desperdício do seu tempo para ler caracteres sem propósito.
A Animale mudou. A primeira mudança foi a troca da übertop Raquel Zimmermann pela it celebrity girl inglesa Rosie Whiteley que agora encarna a poderosa mulher Animale. A outra se deu nas passarelas. Parece que a marca se reencontrou. Acho que nunca vi uma coleção de passarela da marca que eu conseguisse visualizá-la desdobrada na coleção comercial (que sempre foram tão distintas). A mistura de transparências (com bordados) e veludo era linda, assim como os bordados. Vontade de ver logo nas lojas (assim do jeitinho que foi desfilada).
Como foi bonito de ver o desfile da Forum Tufi Duek (cujo estilista é o Eduardo Pombal). As texturas, as costas das peças (acho um crime não ter foto disso) eram mágicas com pequenas caudas estruturadas. E o que eram os anéis que ligavam o indicador ao polegar? Deve ser terrível de mexer os dedos, mas o visual era lindo. E o Pombal também reforçou a ideia de que o comprimento mídi pode ser super sexy. Tão sexy que acredito que estas roupas ficarão lindas em mulheres mais “reais”, de curvas, sabe?
Eu não sei o que dizer da Cori. Vou para o próximo.
Para o caso de alguém que está lendo não saber, conto uma curiosidade sobre a Osklen. Sabia que ela começou vendendo casaco de neve em Búzios? É, a cidade litorânea do Rio amada por Brigitte Bardot, mesmo. Bom, eu gostei muito desta coleção. Osklen com cara de Osklen (outra marca carioca se reencontrando!). Formas interessantes com uma cartela de cores linda! Saudade danada que eu tava da estamparia da marca (principalmente por conhecer a equipe talentosíssima que trabalha lá). Os sapato que me pareceram meio New Order (que, ok, é empresa do grupo) demais. Agora só falta o Oskar rever a política de preços da marca para que esta lindeza toda seja minimamente acessível #ficaadica
Não consegui formar uma opinião sobre esta coleção do Pedro Lourenço. Gosto muito dos looks de calça. E é isso.
Gostaria de agradecer a todos os envolvidos na entrada do R.Rosner no line-up da SPFW. É tão bom ver um desfile conceitual assim. E não ache eu e ele somos loucos! Ninguém quer que você saia na rua com estas peças. Desfile conceitual serve para nos fazer sonhar, para que os olhos se percam nesta surrealidade toda. É como ver um livro de arte, serve de pura inspiração. Continue me inspirando, Rodrigo!
Herchcovitch é sempre incrível. Ele é um dos meus estilistas favoritos da vida e nunca vou conseguir ser imparcial com ele. Sou fã, babona e acho tudo que ele faz lindo. O Alexandre tem uma capacidade de pegar as tendências. enchê-las com a sua personalidade e transformá-las em algo quase novo que enche de orgulho (de ter um estilista tão foda no Brasil). Falar de mistura de texturas já está redundante, mas olha como ele propõe isso misturando uma renda delicadíssima com xadrez flanelado e um tecido plástico. Quando eu for rica só vou usar Alê (e Miuccia).
A coleção da Iódice foi inspirada no livro Rock and Royalty do Gianni Versace (eu já PRECISO) que tem estrelas e entusiastas do Rock n’ Roll usando as peças de alta costura da marca. O resultado na passarela ficou interessante e altamente desejável com peças bonitas e cheias de sensualidade (característico da marca).
Alucinante o trabalho de estamparia da Triton. Padrões belíssimos que acompanhavam as formas das peças e se coordenavam perfeitamente. Os conjuntinhos ficaram incríveis e nada óbvios.
E aí, o que você tá achando da temporada paulista de moda até agora?








