Tudo que sabemos até agora sobre o batom da Vic Ceridono pra MAC

Sim, temos informações maravilhosas e investigativas sobre o novo batom da Vic Ceridono para a MAC – e, menina, você precisa ler!

Alô alô viciadas em batons (assim como a gente)! A MAC iniciou um projeto (secreto, xiu) com 10 gurus de beleza por esse mundão com o objetivo de cada uma desenvolver o seu batom de cor única – SIM! E o que é mais legal? Tem brasileira no time! A nossa Vic Ceridono do Dia de Beauté foi a brasileira escolhida pela marca. ♥

O blog da Vic faz 10 anos (assim como a gente), e é uma das primeiras referências digitais de beleza pra toda uma geração (o livro dela foi o mais vendido de Moda e Beleza de 2016!). E através do stories (aquela paradinha do Instagram) acompanhamos toda a jornada da Vic Ceridono nos laboratórios da MAC em Toronto no Canadá para começar a criação de fato.

Claro que nós ficamos muito curiosas e bateu aquela detetive interna, na gente e em todo o nosso grupinho do Facebook, e além de acompanhar as postagens da Vic, corremos pro Insta da @maccosmeticsbrasil e catamos to-das as hashtags pra tentarmos descobrir mais sobre o batom (mais especificamente o da Vic porque é nosso jeitinho) – que já queremos sabemos que vai ser sucesso. Ansiedade define. Chega aqui e vê o que a gente apurou!

A gente aposta que o batom da Vic pra MAC será vermelho

No grupinho, a nossa aposta é num tom vemelho-cereja. Nossas investigadoras (que deixariam Jessica Jones orgulhosa) Monique Dieb e Thais Giubelli conseguiram prints que reforçam as suspeitas a cor do batom de dona Vic Ceridono é vermelho sim! O que como uma das nossas garotas apontou que é ótimo porque funciona bem em vários tons de pele.

Vic Ceridono vai lançar batom em parceria com a MAC!

@vicceridono

E quando chega o batom na MAC? O que mais vai ter?

O batom da Vic chega por aqui entre Junho e Julho. Enquanto isso vamos torcendo pra descobrir logo o que ela preparou pra gente. Além da Vic, participam do projeto Nikkia Joy da Australia; Fleur De Force e Alessandra Steinherr  do Reino UnidoCaroline Daur da Alemanha, Samantha Ravndahl do Canadá, Marie Lopez da França, Gabriel Zamora e Laura Lee dos Estados Unidos e Fouz do Kuwait. Infelizmente os batons dos gurus gringos não chegarão por aqui. Mas não é por isso que vamos ficar menos animadas com essa conquista da Vic, né?

É muito incrível ver as minas do Brasil chegando em lugares tão importantes. Imaginem só a emoção de criar o próprio batom na sua marca de maquiagem favorita, minha gente? Quase sempre o nosso primeiro contato com maquiagem é através dos batons e basta você navegar pela nossa tag de “batom” que vai entender que o assunto é bem sério (e amado) por aqui.

E aí, qual cor você aposta para o batom que a Vic criou? Conta aqui pra gente!

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THINX: a calcinha para menstruação que você precisa conhecer

Uma das garotas do nosso grupo do Facebook testou a THINX – a calcinha revolucionária para menstruação – e contou tudo pra gente!

Seja por questões ambientais, sociais ou individuais, nós mulheres estamos buscando novas formas de abordar a própria menstruação. O assunto, que já devia ter deixado de ser tabu há muito tempo, é recorrente nas rodas de amigas que estão procurando e testando alternativas ao absorvente higiênico comum. E nós estamos o que? Atentas, obviamente!

THINX: A calcinha revolucionária que você precisa conhecer

Ilustração por Zohar Lazar

A busca por alternativas para lidar com o fluxo menstrual começa, antes de tudo, com uma nova abordagem sobre ela. Sim, é um momento em que ficamos extremamente desconfortáveis pois sentimos dor, cansaço, nossos hormônios ficam doidos e nossas roupas não são assim super adequadas ao que parecem ser 4 dias de rios de sangue. Além disso, muitas de nós ainda temos “vergonha” do que acontece com o nosso corpo - o BuzzFeed até fez uma ~experiência com mulheres que ficaram todo o seu período menstrual sangrando sem nenhum tipo de absorvente ou coletor- e até mesmo de falar sobre o assunto.

Mas precisamos falar, precisamos trocar ideias e pre-ci-sa-mos contar nossas experiências. Por isso, ficamos tão felizes quando a Isadora veio compartilhar com a gente a sua experiência com a THINX. A THINX é uma calcinha que surgiu já sendo curiosidade e desejo de um monte de garotas, principalmente aquelas que não se adaptaram ao coletor menstrual (acontece).

THINX: A calcinha revolucionária que você precisa conhecer

o que é e como funciona a calcinha THINX

A THINX é uma calcinha com 4 bits de tecnologia no tecido fazendo com que ela tenha todas as propriedades de um absorvente convencional: antibactericida, resistente a fungos, resiste a vazamentos e claro, é um tecido absorvente. Essa calcinha revolucionária é feita para que toda mulher possa fazer suas atividades diárias sem aquele ~medinho de vazar, sem desconforto e ainda com vários designs lindos – mostrando que você pode se sentir bem e continuar sexy durante seu período menstrual.

Sim, é uma calcinha com capacidade de absorver todo o seu fluxo menstrual durante o dia e basta lavar para que ela esteja renovada para os próximos dias – e assim você não precisa gastar dinheiro e nem poluir o meio ambiente com infinitos absorventes. Parece bom demais pra ser verdade, né?

o teste com a calcinha absorvente na vida real, o que aconteceu e como comprar

No fim do ano passado, a Isadora Barros, que queria reduzir sua produção de lixo, iniciou uma discussão no nosso grupinho do Fb sobre as calcinhas THINX. No caso da Isa, ela optou por apostar nas calcinhas porque já estava cansada de absorventes internos/externos e não conseguiu se adaptar ao coletor menstrual.

A Isa comprou 3 modelos diferente e no tamanho S. Foram eles: boyshort, sport e cheeky – pelo próprio site da marca pelo total de $114,50 com frete. Chegando aqui no Brasil, ela ainda pagou R$150,00 de imposto. Segundo ela, a compra chegou muito rapidinho e ela contou que na transportadora deles, você paga o tal imposto na sua porta, o cara leva máquina de cartão e tudo, o que ela (e nós) achamos bem mais conveniente do que ir aos Correios buscar.

Se liga no depoimento:

Tenho fluxo médio a leve que dura mais ou menos cinco dias e o meu segundo dia é mais intenso. No meu primeiro dia, pela manhã, usei o modelo sport para ir na academia/fazer aula de spinning e emendei no almoço. A sensação foi um pouco esquisita, porque acabei suando muito na aula e fiquei bem “molhada” lá embaixo, achei que tivesse ferrado com tudo, mas pela minha surpresa, nenhum sangue vazou e foi bem confortável malhar (vulgo: abrir a perna pra fazer agachamento e aguentar 1h daquele coiso de bicicleta na virilha) sem absorvente. Lavei a calcinha no banho e deixei pra secar na varanda e, se tem uma coisa boa desse maravilhoso forno chamado verão no Rio de Janeiro, é que as roupas secam muito rápido. Por isso, por mais que a calcinha seja grossa e mais difícil de lavar, foi tranquilo esperar secar e me virar com apenas três calcinhas durante toda a menstruação. À tarde e no meu dia com maior fluxo, usei a boyshort para trabalhar e me senti sequinha e ótima praticamente o dia todo. Até esqueci que estava menstruada. Na verdade, só lembrava quando ia fazer xixi e, nessa hora, que é preciso tomar mais cuidado – tirar e colocar a calcinha de volta – porque é quando algo pode “vazar”/enconstar na perna e acabar sujando a roupa ou algo assim. Por acaso, Bela Gil veio no meu trabalho enquanto eu estava usando a calcinha e ela falou do assunto; ela usa a Thinx e absorventes de pano juntos, porque tem um fluxo intenso e disse que nunca se sentiu tão “segura” enquanto estava menstruada.”

THINX: A calcinha revolucionária que você precisa conhecer

Foto de kayleyhyde

THINX: A calcinha revolucionária que você precisa conhecer

thong para dias de fluxo mais leve| cheeky para fluxo médio| hiphugger para fluxo intenso

e para onde vai a menstruação na calcinha absorvente?

Relaxa, não parece uma fralda. A marca e a Isa garantem que também não te passa a sensação de estar usando uma. Mas pra onde vai a menstruação nessa calcinha mágica? É bem simples. A camada superior “luta” contra as bactérias e a camada fininha que fica abaixo absorve o líquido - deixando a sua pele sempre sequinha e sem contato direto com o sangue – desse modo você pode usar o dia todinho.

Como já dissemos, elas são reutilizáveis e recomenda-se lavar logo após terminar de usar (no fim do dia ou quando você sentir a necessidade de trocar). Pra lavar não tem mistério nenhum: é só lavar na água fria e não utilizar cloro ou amaciante. Perceberam que é como usar uma calcinha normal, né? Os cuidados são os mesmos. Ah! E um fato importante: a THINX é o único ~acessório para menstruação que foi criado por mulheres. Todos os outros foram criados por homens, e são feitos por uma fábrica familiar no Sri Lanka que tem o comprometimento de fornecer educação e treinamento para as funcionárias, empoderando essas mulheres para serem líderes de suas comunidades.

parece bom mais ainda temos perguntas

Claro que depois desse depoimento amor surgiram várias perguntas e muitas curiosidades lá no grupinho. E como as dúvidas podem ser as mesmas que as suas, vamos aos esclarecimentos usando as palavras da Isadora, nossa guru das calcinhas.

→ Quanto dura: a durabilidade é de uma calcinha normal, ou seja, até rasgar. Como a tecnologia tá no tecido, não tem um prazo de validade nem nada assim. Acho que cuidando direitinho, lavando a mão, deve durar um tempão!

→ Sobre fluxo intenso:  eu tenho fluxo moderado a leve e achei que absorveu bem! No final do dia tava mais “molhada”, mas não chega a ser incômodo, pelo menos pra mim. Não sei dizer com propriedade, mas no dia que a Bela falou disso, ela disse que o fluxo dela é mega intenso e que ela usa a calcinha e o absorvente de pano juntos pra dormir.

→ A sensação dela no corpo: ela é grossinha, mas não é tipo “bojo”.

→ A calcinha sozinha já é suficiente: algumas delas suportam sangue de até dois absorventes (sem precisarem ser trocadas por uma calcinha nova), enquanto outras só de um (para dias com fluxo mais leve), por aí vai. Ah! E o sangue é absorvido pela calcinha mesmo!

THINX: A calcinha revolucionária que você precisa conhecer

@occasionally_glamorous_nerd

THINX: A calcinha revolucionária que você precisa conhecer

@sashaaurand

THINX: A calcinha revolucionária que você precisa conhecer

Brittany do Blog Brittany Herself

Aqui no Modices, nós já falamos sobre a relação que nós temos com as nossas lingeries e que elas tem que se adaptar ao nosso estilo assim como qualquer outra peça de roupa. Também já falamos o quão inspiradoras elas são e que tem tudo a ver com o nosso empoderamento. Por isso, ficamos tão empolgadas com o assunto.

E depois de todo esse relatório maravilhoso que a Isa compartilhou com a gente, se você ainda quer ver mais pra crer em todo essa milagre da calcinha tem post no blog AzMina , cê também pode conferir no Starving algumas dicas técnicas a mais sobre a calcinha absorvente e até conferir a entrevista que a Bela Gil (usuária da calcinha) fez com uma de suas criadoras.

Futuramente, as minas da THINX vão lançar um absorvente interno orgânico e reutilizável, então bora ficar de olho no que vem por aí! Ah! Em dezembro elas passaram por São Paulo, em um evento, então podemos esperar que elas aterrizem pelo Brasil já já.

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Casamento na Real | Como escolher o vestido de noiva ideal?

Não fique confusa: a Nina, nossa editora e gerente de conteúdo, casou e vem compartilhando tudo sobre Casamento na Real – low budget, sem papo clichê de noivinha e com muitas vdds. Hoje é sobre o vestido de noiva.

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Meses se passaram desde o último post (foi o Casamento na Real | O trabalho que dá ser madrinha e como você pode ajudar) e meses se passaram do meu casamento em si. Vocês cobraram e eu estou de volta aqui com mais verdades, sinceridades e tudo que eu aprendi sobre casamento na vida real (depois do segundo, então sou quase especialista). Bora? Bora!

Uma das questões mais ~problemáticas pra mim, e acredito que pra muita mulher que está de casamento marcado, é o vestido de noiva. Não importa o que digam, não importa o quanto feminista desconstruída você é, não importa se você nunca pensou a respeito: a roupa que você vai escolher pra casar (nem precisa ser vestido, diga-se de passagem) é um dos “detalhes” mais importantes da história toda.

o que eu queria do meu vestido de noiva

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era desse jeitinho mesmo

Antes de tomar qualquer decisão sobre o método de aquisição do vestido (próximo tópico), o ideal é saber exatamente o que você quer dele. Tudo na vida é alinhar expectativas, certo? No meu primeiro casamento que deu errado, eu queria uma coisa diferente mas ainda com uma ~pegada clássica, um moderno sem ser ousado demais. No segundo casamento real oficial, eu queria um vestido confortável, moderninho pra caramba, sem cara de vestido-de-noiva-brilhos-e-bordados, mas ainda assim com jeito de noiva e não de convidada-sem-noção-que-foi-de-branco.

Como todo processo casamentístico, comecei com uma pasta no Pinterest considerando a vibe do que eu queria, o que eu achava bonito e noivas que tinham casado em ocasiões parecidas (no campo, mini-wedding, no inverno). Rapidamente percebi um padrão de desejo: saia ampla de tule e top sequinho. Pra quem não queria ficar com cara de princesa, a vontade da saia de tule foi uma surpresa. Mas é assim que acontece, cabeça de noiva é uma coisa muito louca e a gente nunca sabe o que realmente ama até começar a reunir referências. Era isso que eu queria. E agora?

meu processo de decisão sobre comprar, mandar fazer ou alugar o vestido de noiva

Sabendo o que a gente quer, é hora de ir atrás das possibilidades de fazer aquilo acontecer. Na primeira vez, eu tinha um budget mais extenso, já que mamain ia pagar o vestido e aí a decisão foi fácil: mandar fazer do jeitinho que eu queria. Agora, em que eu pagaria pelo vestido e sabendo exatamente o que eu queria, achei que seria mais simples e barato comprar pronto e – abusada que eu sou – achei que resolveria em lojas normais, de shopping ou online.

Não, gente. Eu descobri rápido que essa não era uma opção nem fácil e nem barata. Primeiro, porque traje de noiva é algo que deve ser comprado com antecedência e eu não consegui achar nada de manga comprida (fez 10 graus à noite naquele dia!) enquanto as lojas estavam com as coleções de verão, obviamente, eu moro no ridjanêro. Segundo, porque eu não achei nada nem parecido com o que eu queria. Mudei de estratégia e, procurando em sites que vendiam roupas para festa/noivas, achei coisas que eu amava mas elas custavam mais de 6mil golpinhos – mais da metade do meu orçamento para o casamento inteiro, gente.

Alugar foi uma opção que não pensei por muito tempo. A verdade é que alugar vestido de noiva não é uma opção muito legal para quem está procurando algo mais hipster e que tenha a sensação de especial. Mas você tem toda a liberdade pra me provar o contrário, a caixa de comentários está aberta. E aí voltamos à ideia de mandar fazer o vestido, que me parecia extremamente cara, mas nem sempre é. No meu caso, eu corri para a Carol Hungria (que fez o primeiro vestido) e que é minha miga e parceira (e é a melhor estilista do mundo) então eu pude chorar (muito) pra chegar num ideal entre o vestido que eu queria e o tanto que eu podia pagar. E esse é o truque: pesquise, chore, negocie, explique seu caso, corra pras amigas.

Tem muita estilista maneira que está aberta a discutir, a propor mudanças para se adequar ao seu orçamento, tem muita estilista talentosa começando, tem muita costureira que não tem experiência mas pode fazer exatamente o que você quer. Não ache que essa é uma opção só pras ricas milionárias.

a escolha do vestido, as provas e por quê você deve ser forte

Tanto o processo de escolher um vestido para alugar ou compras quanto o de mandar fazer exige que você experimente um monte de roupas, e algumas vezes experimente várias vezes a mesma coisa. Faz parte, aproveita, pode ser muito gostoso! O problema é que também pode ser bem desgastante e você não merece isso.

O que acontece durante as provas (e as compras) é que todo mundo vai dar pitaco, ainda mais se você for como eu que só anda carregando um bondão de mulheres junto. E como tudo na vida, é preciso achar o equilíbrio entre ouvir as opiniões e ignorá-las solenemente. É difícil, porque provar o vestido é um momento de fragilidade emocional (pelo menos pra mim, canceriana com ascendente em peixes rs) em que você fica propensa a acreditar em tudo que estão te falando.

E o que eu tenho a dizer é: miga, seja forte. Se você acha que não está vestindo bem, que está repuxando, que você preferia o decote menor ou maior, que tem que mudar, que tem que começar tudo de novo, fale. Se precisar, grita, bate o pé, tampa os ouvidos enquanto faz “lalalala”. Porque você vai ver que a manga do vestido não está como você pediu e está exibindo uma das suas maiores inseguranças (sim, foi o que aconteceu comigo) e vai estar todo mundo dizendo que não precisa mudar nada que ‘tá lindo. Faça escândalo se precisar (eu fiz).

Pode acontecer de você querer a fenda maior, quase “inadequada para noivas”, e você vai ter que convencer todo mundo de que vai ser do seu jeito. Sim, também aconteceu comigo. Como também aconteceu de eu achar que não precisava de um detalhe extra, mamain insistiu, várias vezes e, no fim, fez um super diferença mesmo e valeu a pena ter acreditado. Então, ouça as vozes da razão mas acredite não só na sua intuição como nos seus desejos, afinal quem vai estar fantasiada de noiva sendo o centro das atenções é você, né?

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Detalhes “técnicos” do meu vestido

O vestido é obra da Carol Hungria. ♥ Ele era um tubinho branco de uma malha bem grossinha (estava muito frio), mangas compridas e uma renda por cima. Eu pedi que fosse de malha e a Carol sugeriu a renda por cima pra deixar mais delicado e bonito. Por cima do tubinho branco a tal saia de tule volumosa, com cauda e bolsos. Eu insisti nos bolsos, porque ajuda na postura na hora da foto (sim) e porque eu sinto muito frio nas mãos. A fenda foi sugestão da Carol também e deu muito certo, ficou mais ~despojado. E eu quis usar botas, a fenda foi uma forma de elas aparecerem.

[as fotos são da Marcella Zamith]

Tem perguntas ou quer sugerir um tema? Conta aqui nos comentários ou lá no meu Instagram! :) Quer ver os outros posts sobre Casamento? É aqui!

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Mulheres Fodonas: Jeanette Epps, a primeira pessoa negra em uma missão na ISS

O primeiro Mulheres Fodonas de 2017 vem a história de Jeanette Epps, a primeira pessoa negra a participar de uma missão na Estação Espacial Internacional, e a importância das mulheres na ciência

Ainda é impressionante que, em 2017, a gente continue falando sobre as conquistas das mulheres na ciência como um passo na quebra de paradigmas. Mas a realidade é que sim, em comparação ao número de homens, ainda somos uma minoria nas áreas tecnológicas e científicas, por diversas razões históricas e culturais (incluindo o machismo institucional desse meio). Só que essa posição nunca nos impediu de nada – muito menos de sermos protagonistas de grandes mudanças globais.

A presença da mulher na ciência está aumentando e acontecendo, e não há como ignorar. No Brasil, por exemplo, já existe o programa “Para Mulheres na Ciência” (desde 2006), uma iniciativa de L’Oréal Brasil em parceria com a UNESCO e com a Academia Brasileira de Ciências. Porque, assim como a gente por aqui, essa galera acredita que mulheres na ciência têm o poder de mudar o mundo. E para que possamos continuar ocupando os nossos espaços de direito em qualquer lugar que tenhamos vontade, é importante que a gente se junte, não só pra premiar, mas para contar e espalhar as histórias dessas mulheres incríveis (e as nossas também).

Assim, a gente ainda inspira uma porção de garota que quer seguir os seus sonhos na ciência e tecnologia, mas não tem exemplos palpáveis de mulheres fodonas.

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Pra gente e pra todo mundo, o ano começou com uma notícia incrível: A NASA está enviando pela primeira vez uma pessoa negra para a Estação Espacial Internacional (ISS) – e ela é uma mulher. Jeanette Epps é física, PhD em engenharia aeroespacial e desde os 9 anos de idade ela já sabia que era isso mesmo que queria para o seu futuro. Nada muito diferente dos desejos muitas meninas de 9 anos por aí, né? A diferença é que Jeanette conseguiu conquistar seu espaço enquanto muitas garotas por aí não têm oportunidade ou ouvem desde bem pequenas que “isso não é para elas” e que “essa não é uma profissão de menina”. Já chega disso, né, gente?

Sabemos muito bem que nós mulheres temos toda a capacidade, a inteligência e competência de alcançar cargos incríveis – mas nada acontece por acaso. Jeanette Epps, por exemplo, se tornou parceira da NASA durante a sua graduação, e publicou artigos e pesquisas que até hoje são referência. Depois de se formar, ela foi trabalhar na Ford Motors como especialista técnica no laboratório de pesquisa científica e lá participou de pesquisas envolvendo sistemas de detecção de colisões automotivas e contramedidas, o que resultou na sua patente americana, e trabalhos sobre o uso de atuadores magnetoestrictivos para reduzir as vibrações que entram em um veículo via suspensão.

Em 2002, Jeanette entrou para a CIA onde passou mais de 7 anos trabalhando como Oficial de Inteligência Técnica e recebeu vários prêmios de desempenho por seu trabalho. Em 2009, ela foi selecionada como um dos 14 membros da vigésima turma de astronautas da NASA. Enquanto aguardava por uma missão (e sendo treinada em robótica, vôo, sobrevivência e até russo), Jeanette foi representante do Painel Conjunto de Operações Genérico que trabalha na eficiência da tripulação na estação espacial, foi astronauta de tripulação de apoio para duas expedições, e liderou a missão CAPCOM.

Pois em 2018, todo esse caminho trilhado culminará no sonho máximo daquela garota de 9 anos: ela iniciará a missão na Estação Espacial Internacional (ISS) como engenheira de voo – sendo a primeira pessoa negra a ir para uma ISS.

Ilustração Danie Drankwalter

Ilustração Danie Drankwalter

Aliás, vocês notaram que a história de Jeanette tem muito a ver com o filme “The Hidden Figures”? Ela inclusive participou de uma mesa de discussões sobre ele. Pra quem não sabe, o filme é uma adaptação do livro “Hidden Figures: The Story of the African-American Women Who Helped Win The Space Race” e estreia por aqui em fevereiro.

O filme conta a história de três mulheres negras que foram o cérebro por trás de uma das maiores operações dos EUA – o lançamento do astronauta John Glenn em órbita e o seu retorno seguro. Junto, o trio ultrapassou todos os limites de gênero e raça e, mesmo tendo sua história escondida e silenciada durante tantos anos, abriu as portas e deu exemplo para que muitas mulheres seguissem esse mesmo caminho.

 

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Jeanette tem em seu currículo muitos prêmios e honras. Sua premiação mais recente foi no ano passado quando recebeu o “Doctorate of Humane Letters” pela faculdade LeMoyne. E é “apenas” mais uma mulher incrível abrindo espaços para as próximas que virão e provando mais uma vez que nós podemos fazer o que quisermos. ♥

Conhece mais mulheres que têm histórias incríveis e merecem ser contadas? Fala pra gente!

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