Como os casacos podem transformar os seus looks dessa semana

Aprendi no outono daqui do Rio de Janeiro quanto os casacos são maravilhosos para transformar looks e deixá-los muito mais interessantes (parece que eles dão um “acabamento” para qualquer roupa que você esteja usando). E agora na primavera e verão a saída é procurar modelagens e tecidos mais leves para continuar abusando do poder da terceira peça sem derreter por aí. Então nessa semana apresentamos três looks com casacos que vão te inspirar para os próximos dias e ainda muitos outros truques, como novos nós de lenços, acessórios lindos que fazem os looks, e muito mais.

Confere aqui como os casacos podem transformar os seus looks dessa semana!

Casacos look @danimelon

@danimelon

Dani Mello: Look básico de mestre! Olha como o casaco é folgadinho e gostosinho (perfeito para aquela noite no cinema, que tal?). As bolinhas do casaco se repetem na blusa branca, enquanto o p&b aparece também no tênis – o que produz aquele efeito meio combinadinho.

 

 

Kate Bosworth: Com um acessório como o lenço, pequenas mudanças já têm grandes efeitos. Adorei esse jeitinho de deixar o nó mais de lado e bem folgadinho, vê como o lenço transformou o look e deu um charminho.

 

 

Mariana Rios: Look básico, fácil e rápido para as meninas de estilo mais romântico e feminino: vestido rodado, coque e sapatilha. Não tem erro e funciona em qualquer ocasião!

 

 

Demi Moore: Amei como a atriz usou a camisa por debaixo do blazer! Primeiro pelo corte da peça, que é bem masculino, os detalhes “aparecidos” (como os punhos e as pontas de fora do blazer) e o bom e velho toque de cor que a camisa dá. E você também pode tentar essa sobreposição com outros casacos, tá.

 

 

Lily Aldridge: Que lindo esse pijama usado como casaco em um look de festa! Você pode reproduzir esse look também com um quimono longo, que já falamos que é tendência.

 

 

Lupita Nyong’o: Linda combinação de cores! Esse cinto grosso cobrindo o abdômen debaixo da blusa cropped também ficou maravilhoso e esse casaco trouxe uma textura incrível para adicionar mais pontos interessantes no look. Aliás, casaco com textura é certeiro para criar produções muito boas.

 

 

Alicia Keys: Alô você grávida: Aposte nos maxi colares já! Eles vão durar por muito tempo depois da sua gestação, funcionam com muitos looks e ainda atraem atenção para seu rosto, tirando um pouco o foco da barriguinha e, assim, equilibrando a silhueta.

 

 

Michelle Monaghan: Achei o máximo essa blusa meio baby doll por baixo do colete de alfaiataria. É uma saída para quem não curte usar só o blazer ou o colete sem nada por baixo, e ainda deixa o look muito sensual.

 

 

Kate Middleton: Sensualidade na gravidez é uma coisa linda demais, gente! Adorei como a Kate ousou com esse vestido de tricô cheio de transparências, mas que ainda seguem o estilo dela (tem um cinto de lancinho bem fofo). A dica aqui é não ter medo de usar um pouco a sensualidade quando você estiver se sentindo bonita (até mesmo grávida).

 

 

Anne Hathaway: Reparou na pulseira-anel dela? Além de resgatar nossos queridos anos 90, o acessório deixou o look poderoso e ainda combinou com o colar, que tem um pingente nas costas. Deu uma levantada no vestido, né!

||||| 5 amei! |||||

Novas marcas e achados do Top Fashion Bazar :)

O Top Fashion Bazar tá um sucesso danado e voltei lá nessa sexta-feira para garimpar mais algumas peças :) Como já tinha explorado minhas marcas queridinhas semana passada, dessa vez fui atrás de stands novos e olha só quanta coisa incrível eu achei por lá ;D

camisetas, jeans e quimonos

E vestidinhos fofos também ;D Além de Farm, FYI e Oh, Boy que mostrei no outro post, o Top Fashion Bazar tá com várias marcas com produtos super moderninhos e descolados. Dá só uma olhada:

bolsas e sapatos

Tem bolsa de franjas por 70 reais, bolsa de couro (do bom) por 100 e poucos e até bolsa griffada (como essas da Schutz). É que tem vários stands de ponta de fábrica, ou seja, dos fornecedores dessas grandes marcas que estão com peças incríveis (e únicas). Ah, e se você tá precisando de scarpin de qualquer cor: lá você vai achar ;)

óculos pechincha

A Agressive Eyewear, apesar do nome radical a marca tem modelos super fofos: armações em tons pastel de sol e grau, aviador com lente clarinha, óculos redondos, coloridos e com qualidade, viu? Os preços variam entre 50 e 89 reais :)

pros meninos

Sabe que quem tá se esbaldando de verdade no Top Fashion Bazar essa edição são os homens? Já tinha percebido isso logo no primeiro dia quando eles eram a maioria na gigantesca fila de entrada do evento. Além das 2 marcas mais adoradas pelos rapazes (osklen e reserva), tem outras bem legais como a Uniti.

Top Fashion Bazar funciona todos os dias de 16 às 22h na Av. das Américas, 900 (espaço Conviva Américas), Barra da Tijuca. Para saber mais é só seguir eles no instagram! ;D

||||| 5 amei! |||||

A antropologia vai revolucionar a moda. Quer saber como? :)

Tenho dedicado muito os meus últimos dias aos estudos (por isso ando meio sumida das redes sociais). Sempre gostei muito de aprender e desde que devorei o livro do Carvalhal (A moda imita a vida) eu (re)descobri interesses e caminhos para atingir meus objetivos profissionais (e pessoais). Com isso fui atrás de mais livros, mais cursos e mais conhecimentos. Ideias novas que pudessem desanuviar e iluminar os pensamentos.

Em busca dessas novas ideias, acabei dando a sorte de fazer um curso sensacional de Antropologia do Consumo e Pesquisa de Tendências. Foi então que entendi que essa revolução digital da moda (blogs, instagram, velocidade da informação e ecommerces) foi o estopim da verdadeira revolução que está vindo por aí e que vai ser “guiada” pela antropologia.

Tá, mas o que é Antropologia?

Antropologia é o estudo do homem. E ela não estuda só índios como meus professores do Ensino Médio me contaram quando eu escolhia pra que curso me inscrevia no vestibular. Antropologia é a ciência das diferenças culturais, é o estudo das pessoas, conhecendo-as em sua totalidade.

O futuro será escrito por gente que se interessa por pessoas (e não por números). Mais do que pensar ⟨simpatia⟩, você precisa conhecer e entender de verdade o outro ⟨empatia⟩, seus costumes, valores e crenças, conhecer a sua cultura e o ambiente em que essa pessoa vive. É isso que a Antropologia faz. E por isso ela também é o caminho para entender as novas formas de consumo.

E pra que serve essa Antropologia do Consumo, Carlinha?

Pra te ajudar a entender pra quem você está criando. Se a sua marca (e pode ser de roupas, acessórios, multimarcas ou qualquer outro negócio de varejo) não tem dado os resultados esperados, pare e pense: o quanto você conhece seu público real? Você sabe pra quem está falando/vendendo/criando de verdade?

Moda

A Antropologia do Consumo faz a ponte entre as marcas e seus consumidores. É através de suas técnicas que você vai perceber o que mais importa de verdade para seu cliente na hora de escolher um produto ou serviço. É como uma marca que percebe que as suas clientes agora andam mais de bicicleta e skate e usa essa informação para ajudar a equipe de estilo a desenvolver peças que estejam de acordo com esse novo lifestyle (que tenham mais liberdade de movimentos, ou tecidos que amassam menos, por exemplo).

É essa a grande revolução da modabuscar inspiração nas pessoas reais, aquelas que consomem a sua marca de verdade e não (só) aquele ideal inspirado em recortes de revista ou prints de blogs de moda.

Parece muito óbvio, né? Mas não é. Quer exemplo? Pense, que sentido faz encher as lojas de roupinhas frescas de verão no auge do inverno? Por que o “calendário da moda” (coleções e chegada das roupas às lojas) é tão diferente do calendário da vida real?

Sempre questionei isso, amigas me questionavam isso e toda vez que questionei empresários suas justificativas eram sempre tediosas e nunca tinham a ver com os clientes. Mas agora, eles vão precisar repensar. O jeito de consumir moda mudou, a consumidora mudou e quem não se adequar a essa nova realidade vai sofrer o peso do processo evolutivo (ou seja, se extinguir).

Adorei, mas onde eu estudo isso?

Nessa próxima quarta-feira, dia 29, vai rolar um curso com a minha super professora Hilaine Yaccoub, na Vila Madalena em São Paulo. É um dia intenso onde ela vai ensinar como aplicar os recursos da antropologia para estruturar insights criativos para estratégias de marketing e desenvolvimento de produtos. Esse é um curso excelente não só para marketeiros, mas também para estilistas e produtores de conteúdo (alô bloggers e social medias). Para saber mais informações é só acessar o site da ASBPM.

Aqui no Rio tem o Culture Lab, o curso que eu fiz, da Hilaine (que nem falei, mas é mestre e doutoranda no assunto e é especialista na classe C) em parceria com a incrível pesquisadora de tendências Carol Althaller (entrevistei ela no post sobre coolhunter, lembra?). O curso foi fantástico (tinha gente de moda, construtora, energia elétrica, publicidade…) e me fez pensar pra caramba (o que pra mim define se um curso é bom de fato) e deve abrir novas turmas em breve. Quem tiver interessada(o) pode mandar email pra elas no [email protected]  :)

Pra quem já quer comprar uns livros sobre o assunto pode começar com O ponto de virada do Malcom Madwell e o Cultura, Consumo e Identidade da Lívia Barbosa. O blog da Hilaine reuné vários artigos sobre o tema e, claro, use e abuse do nosso bff Google ;)

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Espero que vocês tenham gostado do post :) E quem quiser trocar mais ideias sobre o tema (e toda essa minha viagem) aqui nos comentários, vou adorar, viu? ;D

||||| 15 amei! |||||

5 rappers brasileiras cheias de estilo que você precisa conhecer (e se inspirar)

Elas são lindas, talentosas e com o suingue correndo nas veias. Tássia Reis, $hanel, Lurdez da Luz, Flora Matos e Karol Conká são as rappers brasileiras que formam um time de novas damas desta fascinante cena musical (que já tem ótimas representantes como Negra Li, Nega Gizza e, mais recentemente, Pearls Negras) e estão conquistando o mundo (e nossas playlists) com muito ritmo, personalidade e estilo. Fizemos umas perguntinhas para elas e descobrimos desde o que as inspira até onde são os melhores lugares para ouvir um “rap du bom”.

Tássia Reis

Estou apaixonada pela simpatia e astral cativantes da moça que me fez lembrar “apenas” mulheres como Nina Simone, Billie Holiday e Sarah Vaughan. Tássia é natural de Jacareí, SP, e desde bem nova iniciou sua relação com as artes a partir de um projeto de dança de sua cidade. Sua voz doce e inconfundível despontou em 2011, fazendo participações em trabalhos de nomes como Marcelo D2 e Rashid, além de ter sido backing vocal de Clawdia Ejara.
A carreira solo aconteceu em 2013, quando lançou o clipe Meu Rapjazz, nome que faz jus a atitude e a sonoridade da cantora. Ela, que também já abriu o show do consagrado Racionais MC’s, foi o som que descobri mais recentemente e está no “repeat”.
Quanto ao assunto estilo e “hotspots”do rap, ela mesma responde para a gente!
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Luiza Brasil: Quais são as principais referências de moda e estilo?
Tássia Reis: Minha mãe foi e é a minha maior referência. Sempre usou acessórios extravagantes, estampas e turbantes. Grande amante de brechós, ela viveu os anos 70 e 80, que amo e tenho muita inspiração. Um ícone em comum que amamos é a Grace Jones!.
L.B.: Quais são os locais bacanas para se ouvir um “rap du bom”?
T.R.: Existem muitas festas legais pra se ouvir um bom rap. Vou falar de uma aqui no Vale do Paraíba, a Urban Black, a festa é no melhor estilo #WeLiketoParty. Em SP, 2 eventos lideram o meu ranking: a Chocolate na Clash Club, que bato cartão lindamente, e a Rock Master Party, que é direcionada para Street Dancers, feita em vários lugares, mas o local oficial é na Gruta, bar super underground, próximo ao metrô Anhangabaú . Mas nenhum lugar se compara ao meu quarto, onde eu ouço com calma meus sons preferidos.
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$hanel
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Digna de uma “front-row” de um desfile de Karl Lagerfeld (aliás, o “kaiser”, diretor criativo da Chanel, bem que poderia pensar em uma coleção inspirada no universo do rap). Paula Custódio de Carvalho, aka $hanel, nasceu em Osasco e, pasmem, tem apenas 20 aninhos! A lindona que, apesar das produções cheias de correntes, top croppeds e sneakers “pesados” não perde a sua atitude “girlie”, começou a cantar entre amigos, sem nenhuma pretensão.
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A chave do sucesso de Paula foi o seu namorado, que a incentivou a colocar na internet um vídeo de uma de suas músicas, que gerou uma baita repercussão. Ela, que além do rap é fanática por hip hop e pop, tem como suas principais influências musicais Rihanna, AlunaGeorge, Madonna, Becky G e MIA.
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L.B: Quais são as principais referências de moda e estilo?
$hanel: Assim como a música, adoro o estilo das cantoras que são minhas influências: Rihanna, Aluna George, Madonna, Becky G e MIA.
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L.B: Quais são os locais bacanas para se ouvir um “rap du bom”?
$: Aqui em SP eu recomendo a Clash Club, festa Chocolate, às terças-feiras, Sintonia e Up Club!
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Lurdez da Luz
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Ela já é uma MC e cantora de destaque com bastante respeito na cena brasileira e tem uma relação com moda que vai muito além de se vestir. Natural de São Paulo capital, Luz entrou na cena musical em 1994 e um pouco depois ingressou como vocal do grupo de hip hop Mamelo Sound System. Sua carreira solo veio a acontecer em 2009 e um ano depois ela lançou o seu primeiro single, Andei.
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Entre as parcerias que selam sua trajetória estão a colaboração com o grupo 3 na Massa (que é sensacional), Black Allien, Nação Zumbi, DJ Marky (<3) e o ícone Afrika Bambaataa. Nossa representante do rap nacional já mostrou também que sabe ser estilista de mãos cheias e já desenvolveu coleção de camisetas, além de contar com uma infindável lista de parcerias criativas. Coisa para poucas e excelentes.
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L.B: Quais são as principais referências de moda e estilo?
Lurdez da Luz: Eu me inspiro em mulheres admiráveis de todos os tempos e lugares do mundo… No palco eu sou performática, gosto muito de pensar em figurino que não só me deixe mais bonita, como também ajude a minha música a expressar toda a sua autenticidade. Eu gosto de estar sempre conectada com mentes criativas da nova moda brasileira e gosto de desenvolver peças exclusivas. Fui apresentada a Isa Zendron, que fazia Casa de Criadores, e fizemos alguns figurinos e desenvolvi uma coleção de camisetas com o Luan Mello que tem a Monztrare. Agora, estou num momento de muita empolgação com os figurinos que a Marcita da A dor Amores, marca de roupas íntimas, e a Tropical Wear, voltada pro street, estão criando para mim. Ideologicamente temos muito a ver.
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“Eu me inspiro em mulheres admiráveis de todos os tempos e lugares do mundo”
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L.B: Quais são os locais bacanas para se ouvir um “rap du bom”?
LdL: Para mim, a Matilha Cultural sempre que tiver festa de rap e shows. É um lugar muito alto astral para ir. A Quarta Mutante comandada pelo KLJay e pela DJ Typá, é demais! Eu adoro ir na festa da Gang em Diadema, que aí é só nostalgia… Se você quer ouvir as pérolas dos 80 e 90 da Black Music, leva uma caixa de cerveja, deixe num isopor pra todo mundo beber o quanto quiser e o lava-rápido vira uma pista bem louca.
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Flora Matos
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A primeira vez que escutei o som dela foi em 2013 e, de lá para cá, o seu hit Pretin não saiu de mim. Nascida em Brasília e criada por uma família de artistas, Flora tem a música nas veias desde os quatro anos de idade, quando já subia no palco nas apresentações da banda de seu pai, a Acarajazz. Mas foi em 2006 que aconteceu a sua primeira aparição como MC e de lá até hoje não parou mais. A brasiliense acumula em sua carreira parceria com nomes como Céu, KL Jay e Mano Brown. Ela fez sua primeira turnê internacional pela Europa em 2008 e, atualmente, ganhou o apoio técnico da equipe Freak House de Seu Jorge.
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L.B: Quais são as principais referências de moda e estilo?
Flora Matos: Minha maior referência é minha intuição. Mas me identifico com a Rihanna e com a Kelela, acho as duas cantoras mais estilosas do momento.
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L.B: Quais são os locais bacanas para se ouvir um “rap du bom”?
F.M: Todos os lugares ficam bacanas quando a gente pode ouvir um “Rap du bom”. Mas eu adoro a festa Chocolate que acontece toda terça-feira na Clash Club e também adoro a festa do Dj Nuts que acontece no Nola Bar, na Vila Madalena, também em São Paulo, toda as quarta-feiras.
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Karol Conká
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Não tem como não falar das musas do rap nacional, sem falar na Karoline dos Santos Oliveira, aka Karol Conká. A curitibana considerada uma das principais representantes do rap nacional iniciou sua trajetória aos 16 anos, após participar e ser vencedora de um concurso de rap na escola. Conheceu MC Cadellis e Cilho, que deram origem ao Agamenon e em seguida foi para o grupo Upground. Depois disso? Foi só sucesso! Karol lançou o single Boa Noite em 2011 e lançou o seu primeiro álbum, o Batuk Freak em 2013, mesmo ano em que ganhou o prêmio Revelação do Prêmio Multishow.Atualmente, a cantora está em turnê pela Europa até o final de outubro e, por isso, fica a minha promessa de saber tudo, absolutamente tudo sobre seu estilo e seus lugares preferidos para escutar um sonzinho bom num próximo post. ;)
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Não há mais desculpas para não amar, não admirar e, sobretudo, não se inspirar nessas rappers brasileiras!
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