A nova obsessão sobre sapatos metalizados

A gente tem certeza de que você tentou se conter, mas não tem conseguido ficar longe dos sapatos metalizados. Sim, eles chegaram com tudo – ame ou odeie.

Lembram de quando os tons metálicos eram reservados apenas pras bijoux? No máximo, eles eram vistos em um brilho aqui ou ali, e mesmo assim sempre rolava aquela “regra” que não podia misturar dourado com prata ou cobre. #exaustas Só que, graçasadeusa, aos poucos gente vai desconstruindo essas regrinhas e usando as coisas de acordo com nossos próprios desejos.

Papo emocional à parte, de uns tempos pra cá, algumas tendências que podiam ser vistas como ~esquisitas ou até ousadas demais, estão sendo entendidas como “normais”, de propriedade de todos os estilos. Foi assim com os sapatos dourados/prateados, que apareceram, viraram vício das garotas mais estilosas e, num piscar de olhos, era tudo o que víamos pelas ruas. E o melhor: de todos os modelos possíveis.

img_0861-1

«tênis da Carla na primeira foto (do aeroporto) e na terceira (em trio) é da Amaro, na outra é Renner e a da Josy é Melissa»

E agora, pra melhorar a história, o nível metalizado foi elevado ao máximo. Sim, a gente pode dizer que temos sapatos metalizados reais-oficiais dando as caras nas lojas e nas ruas. ‘Cês já repararam que até os tênis tomaram essa nova roupagem ~futurística? Se todo mundo parar pra pensar, antes dos anos 2000 todo mundo tinha uma teoria que as roupas do futuro seriam prateadas e cheias de brilhos – lembram disso? Então parece que o futuro chegou com tudo mesmo, manas.

sapato metalizado prata

Camiseta Modices para Chico Rei | Saia Karamello | Sapato Renner

E ó, ninguém quer ser obrigada a limitar a quantidade de brilhos que vai ter no look, por isso o sapatinho metalizado tem sido tão buscado e usado pelas ruas. Além disso, as cores metalizadas (dourado, prata e cobre) são extremamente neutras (são sim!) e podem combinar facilmente com qualquer look. D0 mais basiquinho até o mais alterna e descolado que vocês respeitam.

O novo metalizado vai bem além dos modelos mais clássicos e desconfortáveis de sapatos, já que não é algo considerado só para festas ou eventos mais importantes: ele está presente nos tênis, slip on, birkens, oxfords e em todos os estilos de sapatos mais confortáveis e feitos pro dia-a-dia mesmo.

Essa é mais uma prova de que cada um pode redefinir o seu estilo de básico e adaptar esses brilhos em todos os horários do dia. E você, já apostou nessa tendencinha que virou vício coletivo? Mostra pra gente no #modicesinspira

||||| 6 amei! |||||

Feira da Malha: Lookbook especial e o que vai ter esse sábado

Nesse sábado acontece a 2a edição da Feira da Malha e a gente preparou um lookbook lindão com nossos looks preferidos só com marcas residentes

Alô alô, pessoas! ’Cês já sabem que nós somos residentes do coworking mais fofo desse Rio de Janeiro, também conhecido como Malha (♥). É aqui que temos o nosso QG e é onde rola muita coisa boa como o nosso Textão e outros eventos e feiras que movimentam a nossa Zona Norte amada. Por isso (e porque mesmo sendo quarta-feira não podemos perder o foco no fim de semana) a gente a ~dica maravilhosa pra você curtir  nesse sábado, dia 3 de dezembro: a Feira da Malha.

Esse mês a Feira da Malha, que está em sua segunda edição, se junta com o Projeto Gaveta, que incentiva a troca e doação de roupas, e traz novas perspectivas sobre moda e consumo. Mas mais do que isso e outras coisinhas maneiras que vão rolar e você pode conferir aqui no link do evento, a feira é uma oportunidade incrível de você conhecer e comprar dos residentes do galpão.

E pra facilitar a sua vida, a gente fez aquela curadoria delícia de peças que a gente ama por aqui e um lookbook dedicadíssimo das marcas residentes da Malha que detêm nosso coração:

body e saia longa rodada vermelha

Body Emi Beachwear| Saia Sebastiana | Brinco NFB

Durante a feira, os contâiners das marcas residentes estarão funcionando, sim senhora, a todo vapor, caso você queira fazer aquela comprinha de fim de ano. Além dos contâiners que você já conhece e respeita, a Malha também abre espaço em sua feira para outras marcas participarem e exibirem seus produtos. O maneiro de feiras como essa é que tem muito roupa linda e moderninha que estão alinhadas com nossos valores de consumo consciente, sustentabilidade e criatividade.

camiseta com vestido

Camiseta Snipper | Brinco Vaca de Pelúcia

vestido preto com decote

Vestido Miina

macaquinho e camiseta

Macaquinho SistaSoul 021| Camiseta Bossa Social | Colar Verônica Santiago

Body Bazis | Saia Emi Beachwear

Body Bazis | Saia Emi Beachwear | Brinco NFB

macaquinho vermelho e óculos escuros

Macaquinho Bazis | Brinco NFB | Óculos Euro por Modices

Como dissemos, rodas as marcas residentes fazem parte da construção uma moda colaborativa, sustentável, local e justa. Produzida com muito carinho, pensando na desaceleração do consumo que a gente tanto fala por aqui. Então se você tá com aquela listinha de presentes para o fim de ano, bora apostar em marcas que tem esse plano de fundo e incentivar o trabalho da moda nacional e local? ♥

Pra quem se animou em vir conferir, a Feira da Malha também vai contar com workshops, conversas, muita música com djs e bandas convidadas e até flash tattoo. Se animou? A gente também! Corre lá no evento do facebook, chama as amigas e vem. A entrada na Feira é inteiramente gratuita.

Rua General Bruce, 274 – São Cristóvão | Sábado, de 14h às 23h

||||| 5 amei! |||||

Marca carioca, vegana e feminista? temos sim! É a Svetlana

Continuando a nossa lista de marcas locais cheias de interessância e perfeitas para substituir lojas fast-fashions nas compras de fim de ano, apresentamos a Svetlana.

A Svetlana surgiu há 6 anos, quando o empoderamento feminino ainda não tinha a força de hoje. Mas, desde a sua criação, a marca foi pensada com o propósito de trazer mulheres ao poder e falar de mulheres fortes. O nome não foi escolhido à toa: Svetlana era o nome da filha de Stalin, que era escritora e lutou contra a ditadura de seu pai.

Por trás da criação da marca carioca, está Mariana Iacia e, minha gente, o currículo dessa mulher conta com figurinos feitos para Wes Anderson, foi estagiária de ninguém menos que Stella McCartney e muitos outros nomes da moda internacional. E não só isso, ela ainda tem uma carta da própria Stella falando como ela foi a melhor estagiária da empresa. Uma marca feita por ela só podia ser sucesso, né?

moletom rosa com estampa

A Svetlana tem por princípio só usar matérias-primas veganas e é cruelty free. E o feminismo vai além da jaqueta bordada mais desejada que você respeita. A Mari e sua família sempre foram engajadas com ONGS. Elas ajudam a Casa Nem,  que é um posto de acolhimento para travestis, transsexuais e transgêneros. Também são envolvidas com a RISO que trabalha com o resgate da infância social, e não para por aí. Foi a Mari junto da Svetlana que ajudou a construir a segunda sede da ONG Paraíso dos Focinhos? É muito amor ♥

E certo dia conheceram a ONG Entre Amigas que tem o objetivo de resgatar a autoestima das mulheres e inseri-las no mercado de trabalho – e elas fazem parte da produção das roupas da Svetlana, não é incrível? Assim como essas mulheres da “Entre Amigas”, a mãe da Mari foi conhecendo outras mulheres que passaram por relacionamentos abusivos e tinha medo de não conquistar seu espaço nesse mundo.

Foi aí que ela as ensinou a costurar e hoje essas mulheres são parte da ONG Svetlana e trabalham na produção das peças, garantindo que a produção das suas peças seja feita de forma justa e com preço igualmente justos.

E olha, a história do Modices com a Svetlana também é dessas de amores antigos: a Carla conheceu a marca quando ainda vendia pulseiras coloridas com vibes indiana, do jeito que ela ama e isso tem alguns vários anos. Hoje, a marca não só cresceu como caiu nas graças das cariocas – principalmente com as bombers feministas mais de-se-ja-das dos últimos meses.

As mensagens de feminismo e empoderamento fazem parte do DNA da marca, como vocês já devem ter percebido, mas a Svetlana é mais do que isso: é cheia das estampas com cara de um Rio de Janeiro moderninho e tem até moda praia, a grade de tamanhos vai do P ao G (que veste 46/48). As modelagens vestem os corpos com muito amor, parece feito pra gente mesmo, sabe?  As estampas são todas exclusivas e há pouco mais de um ano ela abriu uma lojinha muito amor, no 2˚ andar de uma galeria em Ipanema e também pode ser encontrada online.

Os projetos sociais continuam e vem muita novidade por aí que por enquanto é segredo, mas vai ser coisa boa! Não dá muito mais prazer de comprar numa marca assim? ♥

||||| 7 amei! |||||

Textão ® Coletivo: A roupa que a gente quer

Como sempre, nossa troca de ideias no Textão® Coletivo vira um textão real por aqui. Vem ler sobre as mudanças que a gente quer ver na moda!

Para o tema desse último Textão® Coletivo, trouxemos uma conversa que vem acontecendo tanto por aqui quanto no nosso grupo do Facebook, sobre a diferença entre as roupas que a maioria das grandes produtoras/criadoras de moda está fazendo e o que realmente nós estamos com vontade de vestir.

screen-shot-2016-11-28-at-2-58-07-pm

Há mais de um ano, a gente começou a introduzir esse assunto por causa de insights que tivemos em conversas internas e, de cara, produzimos o texto “O que as marcas de moda precisam entender sobre a crise (que nos enche de orgulho por estar transcrito no livro novo do André Carvalhal ♥). Por lá, argumentamos que a crise na moda brasileira começou quando as marcas impuseram na consumidora um ciclo de compra e descarte, sem achar que em certo momento nós não íamos perceber que “opa, estamos comprando coisas que nem queremos”.

A partir daí, nasceram outros posts, sendo um dos mais emblemáticos o “Queremos estar calçadas para a batalha” onde a gente diz que a indústria de calçados está há muitos anos fazendo os mesmos sapatos, delicados, fofos, que não condizem com a vida que a gente leva e, portanto, não são nem de perto o que a gente está afim de usar. Ainda sobre a nossa insatisfação com o mercado, rolou o texto “Cadê os bolsos nas roupas para mulheres” e a nossa necessidade de roupas mais utilitárias e feitas para o nosso dia a dia.

No dia do evento, muita gente deu sua opinião, contou relatos da experiência com o novo momento da moda e compartilhou os desejos e vontades para a criação de uma moda que a gente realmente quer. Juntamos tudo e deu mais ou menos isso aqui, ó:

textao coletivo

A indústria da moda é hoje uma das mais importantes indústrias do país. Como se isso não bastasse, é a indústria que mais emprega mulheres, do início ao fim do seu ciclo, da fábrica às lojas. Então, por que o produto dessa indústria está tão distante do que nós, mulheres, esperamos? Por que o mercado de moda ainda é injusto e opressor se o o que precisamos é que ele seja exatamente o oposto? Se nós mulheres estamos presentes em todos os momentos dessa indústria, por que ainda permitimos isso tudo? Não mais.

Hoje estamos voltando a construir uma relação pessoal com as nossas roupas, a usar a moda como um recurso – e não mais sermos usadas pela moda. E é preciso que a indústria perceba isso o mais rápido possível. Como bem disse a Bianca, enquanto estamos querendo que nossas roupas tenham cada vez mais valor agregado pela criatividade e importância de quem cria e produz, as marcas ainda estão mais interessadas em reproduzir a roupa que fez sucesso no exterior, ainda contratam mentes pensantes e brilhantes para copiar e só.

textao coletivo

E não é só da peça de roupa que é feita a moda, certo? As vendedoras, que são as grandes responsáveis pela apresentação das roupas e a linha de frente dos valores da marca, não só sofrem com a falta de treinamento e opressão da moda como acabam transmitindo isso para as clientes. Como a Josy contou, uma boa experiência no provador pode mudar tudo: a relação com a moda, a relação com sua autoestima, a relação consigo mesma. Pequenas falhas nesses processos também nos desanimam com a moda que é feita hoje.

E sabe o que acontece? A gente busca alternativas. Muita gente comentou sobre os brechós e como estamos voltando a procurar roupas únicas e cheias de personalidade neles. E sim, brechós são incríveis – e realmente é o lugar de achar roupa barata em que o preço baixo não é consequência da exploração do trabalho de outra mulher. Mas a gente não quer “quebrar” a indústria da moda, não quer que as marcas parem de produzir. Queremos apenas que elas produzam as roupas que a gente realmente quer.

textão coletivo

Queremos uma moda que nos respeite, acima de tudo. Que respeite que somos pessoas diferentes, de tamanhos diferentes e estilos de vida reais. Queremos roupas que transmitam esse respeito e que não sejam meros instrumentos de imposição do “padrão feminino ideal”. Queremos peças que nos permitam exercer nossa individualidade e nossa identidade, dentro e fora dos nossos grupos sociais. Queremos vestir o que nos faz feliz e nos faz sentir que estamos transmitindo quem somos pro mundo. Queremos a roupa que foi feita de forma justa numa fábrica que se preocupa com as condições de trabalho e emprega mulheres sem exploração. Queremos entender os processos de produção da roupa para que possamos entender e compartilhar do verdadeiro valor de uma peça.

Não queremos a roupa que só cabe, não queremos a roupa barata feita com mão de obra escrava, não queremos peças descartáveis, não queremos a opressão do provador. Não queremos roupas que não sobrevivem à máquina de lavar, que não foram pensadas para corpos adultos, que são impossíveis de usar com sutiã. Não queremos sentir que estamos sendo impostas a uma tendência ou que aquela peça não foi feita para alguém como nós. A gente não compra mais o que não quer.

E você? Qual é a roupa que você quer?

 

Obrigada às nossas parceiras Malha, Karamello e Viu.vc por todo apoio na realização do Textão® Coletivo 

 

||||| 12 amei! |||||