O estilo carioca da vez

Já foi muito fácil definir o estilo carioca da estação. Teve a fase da blusinha de suplex (aquela da Myth, quem lembra?), depois das batas, das saias e vestidos longos, do cocktail dress… mas hoje em dia não dá pra mais homogeneizar. Shortinho jeans tá em alta? Saia midi também. Cropped tá bombando, mas as long tees com fãs. Nas cabeças bonés, chapéus, coque alto, meio preso, com turbante ou solto mesmo (natural, de preferência).

O estilo carioca da vez é a experimentação.

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fotos: Vitor Fernandes

 

 

 

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Não brinquem com os nossos corpos

Nas últimas semanas eu fui bombardeada com frases como essas:

“Elas são apenas cabides”
“Comer pra quê? faça jejum”
“BBB engorda 5 quilos em confinamento” 

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Nas revistas, nos jornais, nas redes sociais o que a gente mais vê são notícias depreciando o corpo de mulheres como nós. Mulheres que passam uma vida em torno de dietas loucas na busca pelo corpo esteticamente perfeito que elas nunca vão ter. Porque o corpo perfeito não existe.
Não seria exagero dizer que esse corpo perfeito é fruto de doenças. Depressão, compulsão, anorexia, bulimia, vigorexia. Teve um ponto nesses últimos dias em que eu chorei, em que tudo que eu passei durante boa parte da minha vida veio a tona. Não é engraçado brincar com o nosso corpo, não é bacana nem descolado ficar doente.
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À beira dos 15 anos eu tive anorexia, com muitos quilos a menos não seria exagero dizer que eu quase morri, 18% das meninas que adquirem esse transtorno morrem. Eu contava calorias e de tanto contar as 500 que eu ingeria por dia acabei parando no hospital. Nessa época o meu médico me impediu de viajar, o que seria o meu presente de aniversário acabou se tornando uma arma letal. Eu corria risco de vida, se eu emagrecesse mais um pouco e contraísse qualquer pneumonia que fosse poderia morrer lá fora mesmo, longe de casa. Eu tinha uma barriga negativa e ossos proeminentes e não tinha controle nenhum sobre o meu corpo, eu precisava ser vigiada constantemente e não tinha noção do que era se alimentar normalmente. Pra falar a verdade até hoje eu não sei direito que é comer muito ou pouco.
Quando uma menina de 15 anos (ou mesmo uma de 30, sejamos sinceras) lê em uma revista de moda que ela não precisa comer, que ela precisa ter um thigh gap e uma saboneteira à mostra, ela vai correr atrás desse padrão maluco pra tentar se encaixar. Não porque ela seja burra, mas porque a maioria dos veículos de comunicação estarão passando a mesma mensagem. E conforme esse bombardeamento de imagens virtualmente tratradas vai acontecendo, mais insatisfeitas ficamos com nós mesmas, ao ponto de 78% das mulheres viverem infelizes com seus corpos.
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Existem meninas que são naturalmente magrinhas? Claro que sim. Existem as que são naturalmente mais gordinhas? Também e que bom que existem, várias, de todos tipos. Só que precisamos nos ver, todas nós, não só as naturalmente magras. Precisamos nos ver, saudáveis, em todos os lugares, não só no comercial de sabonete. Precisamos ver nossas estrias e celulites, nossos pneus, nossas rugas, nossas manchas. Veja bem, até as modelos anoréxicas sofrem com injeções de photoshop. Não é porque algo é transmitido por uma tela ou folha de revista que simboliza a realidade. Usando uma analogia a Platão, acredito que todas vivemos em algum momento de nossas vidas como um prisioneiro na alegoria da caverna, passamos a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, porque olhávamos (e olhamos) mais para a imitação irreal de uma verdade do que para a própria verdade.
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Aí você fica no meio de duas escolhas: ser forte o suficiente para não se deixar levar pela mídia, ou se deixar levar a ponto de gastar boa parte dos seus esforços e juventude com isso. A verdade é que você vai acabar transitando, em porcentagem maior ou menor, entre essas duas escolhas. A não ser que viva isolada da sociedade, sem nenhum contato com meios de comunicação, vai acabar sendo influenciada por eles. Só que existe uma coisa muito importante nisso todo: a mídia, que a gente tanto critica é feita de pessoas, pessoas que na maioria dos casos não se dão conta do tamanho estrago que estão causando. Pessoas que foram criadas para reproduzirem esse discurso, pessoas que também não se aceitam do jeito que são. Pessoas que ainda não foram tiradas de suas próprias cavernas.
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Eu fui a um extremo desse sistema e vi a morte de perto, porque não havia ninguém pra me mostrar, no meio de uma depressão que eu já vivia antes, que é possível ser feliz apenas sendo.
Precisamos (assim como eu precisei e preciso até hoje) de uma mídia feita por mulheres! De mulheres reais para mulheres reais. Precisamos nos identificar e ver mulheres saudáveis e orgulhosas de quem elas realmente são, pra que o peso erroneamente ideal seja o último dos nossos pensamentos. Pra que a gente possa parar de ser tratada (e como conseqüência, de se tratar) como um objeto moldável.
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Recife e Olinda, duas cidades para amar

O dia do meu primeiro post é também o aniversário de Olinda e Recife, essas cidades-irmãs que são minhas raízes e meu lar. É certamente emocionante falar sobre elas, seja em qual for a situação, pois temos um caso de amor incondicional. Hoje se completam 480 e 478 (respectivamente) anos de revoluções – políticas, sociais, musicais – e de memoráveis carnavais.

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Quando se pensa em Pernambuco/Nordeste, costuma se pensar em seca, em chão batido, cangaceiros e forró. Mas Recife e Olinda não são nada disso. Ok, tem forró (ainda bem), mas tem muito muito muito mais. Também tem quem pense logo nas praias urbanas paradisíacas do litoral nordestino, Boa Viagem é realmente um desbunde. Mas como disse, tem mais, muito mais. Pernambuco é um estado diferente dos outros do Nordeste. Seu turismo é mais cultural e principalmente histórico. Berço de movimentos como a Revolução Praieira – revolta socialista e anti-monarquista ocorrida entre 1848 e 1850 que pretendia mudar o cenário político brasileiro – e o #OcupeEstelita (dá um Google porque você merece conhecê-lo) – que luta para derrubar um projeto que pretende construir treze torres de quarenta andares à beira do rio, no Cais José Estelita, um dos pontos históricos mais importantes da cidade – é uma terra de muitas lutas, o que acabou por formar um povo resiliente.

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Recife é underground, uma metrópole. Antiga e cheia de História, moderna e cheia de concreto, portuária, vanguarda desde sempre. Cortada por rios, a cidade foi construída em cima do mangue e é ligada por diversas pontes. “Rios, pontes e overdrives”, como diria a famosa música de Chico Science e Nação Zumbi. Falando neles, foi aqui e pelas ideias e mãos desses rapazes, somados a Fred Zero Quatro (da Mundo Livre S/A), Otto e tantos outros, que começou o Movimento Manguebeat em meados dos anos 90. O nome é óbvio demais para ser explicado. Caranguejos cerebrais fazendo revolução na música, moda e costumes. Unindo o maracatu ao rock’n roll, o côco ao hip-hop, a camisa de chitão ao jeans detonado, o chapéu de palha ao tênis all-star. O recifense é de natureza crítica, brigamos por nossos direitos e pelo que achamos ser melhor para nossa cidade, mas também somos muito orgulhosos, tudo aqui é o maior ou o melhor do mundo.

Olinda é Patrimônio Histórico da Humanidade, título que carregamos com peito estufado. Seu casario colorido é marca registrada da cidade que abriga músicos, cineastas, bailarinos e tantos outros artistas. Em Olinda você encontra diversos ateliês, abertos à visitação, de grandes nomes das artes plásticas como Tereza Costa Rêgo, Zé Som e Marisa Lacerda, mas também tem A Casa do Cachorro Preto, galeria/bar que tem como princípio lançar novos artistas e caráter posicionado à esquerda. Aqui é ainda a casa de Alceu Valença, que no carnaval sempre aparece na sacada para dar uma palhinha aos foliões. Boêmia, é uma cidade para se curtir de sandália Havaiana e vestidinho solto. O olindense é cool sem fazer esforço, odeia pretensão, chamamos de “Original Olinda Style”, nome do segundo álbum da banda local Eddie, que encabeça outras tantas bandas e DJs, com um swingado que une o popular, as guitarradas e a surf music.

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E ainda tem o carnaval… mas nem vou entrar muito nesse assunto, pois merece um post só pra ele. Mas posso adiantar que quem nunca passou os quatro dias de Momo por aqui, nunca entenderá a magia desse povo e de seus costumes. E ó, isso é um convite, visse? Pode vir, a gente adora receber! Aqui tem festa pra todo mundo, pra começar, não precisa de abadá ou ingresso, a folia é de graça. É a catarse carnavalesca dos brilhos, paetês, do axé (a bebida feita com cachaça e não a música), dos encontros inesperados no meio bloco, dos abraços, do amor.

Vou te dizer, poderia passar dias aqui falando sobre essas duas cidades, mas você ia cansar (mais). Essa é a terra de muita gente incrível e ao longo da minha jornada no Modices prometo de apresentar a todas elas. Melk-Z Da, Trocando em Miúdos, Duas, Bozó Bacamarte, Rua, Pé Preto, Raoni Assis, Calma Monga, Gabi Fonseca, Sexto Andar, Juliano de Holanda, Maria Ribeiro, Simone Mendes, AKombi, Nuvemm… só pra citar alguns nomes dessa galera que faz dessas duas cidades, com muito amor, cuidado e responsabilidade, um lugar para se ter orgulho.

É muito difícil escrever um texto sobre Recife e Olinda sendo apenas leve. É impossível falar dessas cidades com franqueza citando apenas seus cartões postais e suas festas. Só vivemos em um lugar tão incrível assim (para o bem ou para o mal) graças às nossas tradições, à nossa cultura, à devoção de um povo que nunca acreditou que ter fé na vida é entoar um discurso ingênuo e otimista de livro de autoajuda, mas valorizar conquistas, reconhecer erros, defender suas bandeiras e lutar incansavelmente por um lugar melhor para se viver. Essas cidades-irmãs são de todas as cores e cheias de contrastes. Um salve aos meus amores! Feliz Aniversário. Muitos e muitos mais anos de rebeldia e carnaval!

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Aniversário Elo7, o maior site de produtos criativos do Brasil! :D

Se tem uma coisa que eu adoro (e sei que vocês também) é um produto feito com carinho, à mão, cheio de energia boa de quem tá feliz fazendo o que ama. E aqui no Modices a gente adora incentivar esses pequenos produtores, por isso adorei ser convidada pra participar d0 aniversário de 7 anos do Elo7 :)

O que é o Elo 7?

O Elo7 é o maior site de compra e venda de artesanato do Brasil! São centenas de artesãos de áreas como casamento, decoração e claro, moda. É como se fosse um grande shopping online, onde você pode comprar peças (e até materiais!) de artesãos de todo o país. Como não amar um lugar com tanta coisa criativa e incrível feita por gente super talentosa? 

Por uma vida fora de série 

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E pra comemorar os seus 7 anos eles lançaram a campanha Por uma vida fora de série, pra gente compartilhar referências. Eu e mais 10 meninas criamos nossos boards com vários produtos bacanas que encontramos pelo Elo 7.

Siga o painel Por uma vida fora de série ;) de Carla Lemos no Pinterest.
E pra participar é só criar o seu própria board “Por uma Vida Fora de Série” no Pinterest, acessar o Elo7 e sair “pinando” os produtos que tem a ver com seu estilo (tem um passo-a-passo facinho aqui)!  Você pode pinar quantos produtos quiser e os boards mais criativos e inspiradores serão divulgados no e-mail e nas redes sociais do Elo7.

Carlinha, sou artesã e adorei o Elo 7! Como faço pra ter minha lojinha? 

É só se cadastrar nessse link aqui. O Elo7 tem um jeito super rápido de montar a sua loja online. Ele tem várias opções de template, já tem contrato com o sistema de pagamento e ainda te dá uma forcinha na divulgação. É muita gente circulando no site da Elo7, querendo descobrir coisas novas e originais. Quem sabe você não encontra lá um jeitinho de ganhar dinheiro fazendo o que ama?

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Para saber mais sobre a Elo7 é só acessar o site www.elo7.com.br ou curtir a página do facebook!

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