Food trucks: os carros de comida queridinhos do momento

No começo do mês rolou aqui no Rio a primeira edição da Feira Planetária, um evento que reuniu um montão de food trucks, os queridinhos do momento, em um só lugar! Apesar de ter recebido muitas críticas quanto à sua organização – as filas eram intermináveis e a comida acabou super cedo – é ótimo ver que eventos desse tipo estão acontecendo com cada vez mais frequência aqui no Brasil. Nos Estados Unidos, a febre dos food trucks já chegou há muito tempo e tem tudo a ver com a história do próprio país.

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Aula rápida sobre a história dos food trucks aqui: No século XIX, na Costa Oeste dos Estados Unidos, onde o comércio de gado era o que movimentava a economia, um dos maiores fazendeiros do Texas, Charles “Chuck” Goodnight teve a idéia de criar uma espécie de cozinha móvel usando um vagão velho do exército, como uma forma de fazer com que os cowboys se alimentassem direito durante suas longas viagens, afinal, não havia estradas e muito menos delivery naquela época. Os vagões ficaram conhecidos como Chuckwagons, por causa do seu dono e com o passar do ano evoluíram para as lunch wagons, puxadas por cavalos até originarem os food trucks como conhecemos hoje em dia.

Aqui no Brasil temos exemplos muito legais de food trucks que vem dando muito certo graças à criatividade de seus donos. Um deles é o Kombosa Shake, uma Kombi (da foto que ilustra o post!) em tons pasteis linda, que roda São Paulo vendendo nada mais, nada menos do que milkshakes! Não tem como resistir se passar por ela, né?

Aliás, é em São Paulo que fica o Butantan Food Park, uma espécie de praça de alimentação a céu aberto rodeada de food trucks no bairro de Butantã. Os preços são convidativos, tem várias mesas grandes no estacionamento e variedade é o que não falta.

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O assunto anda tão em alta que virou até filme. Escrito, dirigido e estrelado (ufa!) por John Favreau , Chef conta a história de um criativo chefe de cozinha que após perder o seu emprego  em um restaurante chique cria um food truck de tacos que logo vira um sucesso. O filme conta ainda com Robert Downey Jr., Sofia Vergara e Scarlet Johansson no elenco.

Dica: a Feira Planetária rola todo primeiro final de semana de outubro e novembro no Planetário do Rio de Janeiro!

Vale a visita!

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Vão-se os dedos ficam os anéis

Algumas pessoas tem pavor de usar roupas compradas em brechó, não porque sejam absolutamente mais baratas, mas porque as roupas carregam consigo uma carga emocional. Pra mim, pelo contrário, as histórias ocultas que cada blusa, saia ou colar trazem foram sempre um dos meus maiores motivos para comprar em brechó. Tudo bem, não ter muita grana também facilitou essa troca.

Quando eu penso nas minhas próprias roupas, lembro instantaneamente dos momentos maravilhosos que vivi com cada uma delas. Lembro da minha primeira viagem sozinha, a São Paulo, perdida no centro com um vestido verde estrelado e rodado e um chapéu vermelho sangue em meio ao caos cinza. Lembro de um vestido branco e um dos por-do-sois mais bonitos que eu já vi, sentada na mureta da Urca e de um coturno tão gasto que já passeou comigo pra ver o Paul McCartney.

As memórias que vivemos vem acompanhadas de todo em cenário onde o que vestimos acaba sendo uma parte importante da situação. Até porque, a moda não passa de um significante se não houver o contexto emocional e histórico do eu.

A questão é que quando aquele vestido muito gracinha, bem anos 70 que a gente vê numa arara da feira de antiguidade chegou até nós ele já passou por tantos momentos felizes. E quando a gente faz daquilo uma posse é como se toda aquela energia bacana viesse para nós e se renovasse e se reconstruísse. É como quando somos crianças e passamos pra frente aquela boneca (ou carrinho, não vamos ter preconceito de gênero) que foi companheira fiel de tantas aventuras, vemos no rosto da criança presenteada o êxtase, à espera dos momentos que ainda estando por vir.

E quando a gente conhece a pessoa que vestiu aquela mesma peça que a gente parece que a magia se torna ainda maior. Como quando alguém casa com o mesmo vestido da mãe ou da avó. Parece que em todo aquele véu e renda branca estão contidas a prosperidade e a longevidade de um casamento próxima, é como um acalento, um abraço materno dizendo que vai dar tudo certo.

Nos últimos dias eu perdi a minha avó e uma das coisas que eu mais fazia era “assaltar” o armário dela e pegar emprestados anéis, colares, lenços e vez ou outra, uma blusa de seda, daquelas que ela cuidava como se fossem ouro, num canto especial do armário. Hoje, depois de alguns dias de tristeza eu visto os anéis da dona Hermínia e sinto ela um pouco mais perto de mim. E vejo nesses anéis, meio gastos, uma série de momentos de felicidade, vejo neles o aconchego, as primeiras palavras, o primeiro sutiã e mesmo o dia em que ela me deu aquele tamanco meio tenso que só as crianças dos anos 90 usariam. Hoje eu visto os anéis dela e em seguida ponho um sorriso no rosto e eu sei que ela anda sorrindo por aí através de um dos brilhantinhos falsos.

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Um tour pelos grafites do Art Rua 2014

Durante esse fim de semana rolou a terceira edição do Art Rua, um dos maiores evento de arte urbana do país. Enquanto uma galera estava lá no Art Rio vendo obras de arte contemporânea, o pessoal no Art Rua queria saber mesmo é de grafite. Por isso, fomos até lá para mostrar um pouco do que rolou para quem não conseguiu ir. Vem ver!

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O Centro Cultural Ação da Cidadania, que é um galpão gigantesco, ficou pequeno perto dos murais incríveis criados por artistas de todo o mundo. Para a exposição principal foram sete artistas/coletivos convidados: The London Police (Holanda)Seth The Globe Painter (França)Ana Marietta (Porto Rico)Ramon Martins (BH)Toz (RJ)Bicicleta Sem Freio (Goiânia)Rodrigo Branco (SP). A curadoria foi do Instagrafite, que é apenas a maior rede colaborativa de grafite do mundo (vale a pena seguir eles no Instagram!).

 

Já no andar de cima podíamos visitar vários stands com instalações e exposições individuais de alguns artistas como a do Acidum Project, de Fortaleza. Tereza e Robézio, o casal por trás do Acidum, trouxeram a expo Assíduo, que mostrava algumas obras incríveis misturando o estilo de traço de cada um, numa sintonia perfeita, como eles sempre fazem.

 

Uma das criações deles virou capa do caderno da Cícero, que era mais uma marca que tinha seu stand por lá. Aliás, a Cícero criou uma linha exclusiva para o evento com algumas obras nas capas. Outra marca que também participou do evento foi a FYI, que convidou artistas cariocas para ilustrar seu espaço, com desenhos, pinturas e instalações. E muitas outras galerias de todo o mundo também compareceram, vendendo obras, fazendo contatos e apresentando novos nomes que mostram como essa cena é rica.

 

A programação também contava com palestras, exibição de filmes e até shows e festas, que rolavam depois da expo. A entrada era gratuita, com exceção dos shows festas.

Dica: o Art Rua aconteceu na Gamboa, Zona Portuária do RJ. E vale super a pena dar uma volta por lá num fim de semana qualquer. Entre os escombros e prédios abandonados muito grafite incrível pode ser visto. É um lugar perfeito para quem gosta de street art!

Fotos: Txai Costa

Só não pode perder o Art Rua 2015, ein!

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Looks para inspirar #19 :: Comprimentos, fendas e estampas

Nesse Looks para inspirar já trazemos algumas dicas de tendências direto da NYFW e mais alguns truquezinhos fáceis de reproduzir. Vem ver!

 

Blake Lively: Ok, esse look é todo lindo, fofo e maravilhoso. Mas só vim pra mostrar o charme da manga da camisa para fora do casaco. Sempre vale testar se fica bom quando você está com um look de camisa de manga longa e algum casaquinho.

 

 

Lu Ferreira: O Oxford já deixou de ser tendência há muitas temporadas, mas continua aparecendo por aí. O motivo é que ele passou de ser um clássico masculino parar ser um clássico feminino também. E o melhor: tem entrada garantida em todo o qualquer ambiente que você quiser, então vale ter um sempre.

 

 

Camille Charriere: Bege, nude, caqui, camel, marrom, caramel… Todos esses tons combinados sempre formam look impecáveis. Ah, e essas cores já estão em alta para o verão europeu, então pode se jogar no nosso que está chegando também! E amei o toque de amarelo do sapato e da lateral do óculos.

 

 

Hallie Swanson: Quando pensamos em gola fechada até o último botão, a ideia é sempre com camisas, certo? Mas pode dar super certo com blusinhas gola polo! Deixa um toque preppy bem moderno.

 

 

Rashida Jones: Na nossa lista de peças que bombaram na NYFW tem a tal da bermuda (já viu?). E a atriz Rashida Jones já nos mostra um jeito bem legal de usar: bem estampada! Ela é a interseção perfeita entre a calça (que é muito quente no verão) e o short (que não dá para usar em todos os lugares).

 

 

Becca Tobin: Sabe aquela camisa estampada que seu pai/tio/avô usou nos anos 80/90 e tem guardada até hoje? Pede emprestada e arrasa num look basiquinho, mas super estiloso como esse!

 

 

Olivia Palermo: Já sabemos que jeans com jeans é eterno e tal. Mas saiba que essa combinação é tão impecável que vai até a NYFW sem fazer feio! Ah, e a saia jeans mais comportada também está em alta, viu. E adorei a fenda com o decote, do mesmo comprimento e na mesma linha vertical.

 

 

Laura Neiva: Sendo moderninha ao máximo: pega peças com corte bem clássico, só que coloca uma estampa bem atual. Pronto!

 

 

Tina Fey: Poucas são as peças que combinam com todas as mulheres – sem exceção. Mas existe uma que tenho certeza que fica bem com todos os corpos e idades: um vestido rodado com cintura marcada. É sempre impecável e aí você vai escolhendo o tecido, comprimento e estampa de acordo com seu gosto.

 

 

Dakota Fanning: Mais um look de fenda! E adoro as possibilidades desse corte na saia: pode ficar no meio da coxa, de lado, atrás, na frente… E nunca deixa de ser sensual!

 

 

Keira Knightley: Sabe quando você usa um vestido rodado, mas acha que a saia fica rodada demais? Quem tem seios pequenos entende melhor essa situação. E a melhor maneira de equilibrar essa sensação é aumentar um pouco os ombros, deixado eles mais aparecidos, o que faz a silhueta ficar equilibrada!

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