amando; tênis com cortiça ♥

Tanta coisa que a gente usa no dia-a-dia e que não faz ideia da sua origem. Me peguei pensando isso da cortiça outro dia… Um material tão útil (isolamento térmico e talz) quanto corriqueiro e que eu tenho mó amor ♥ Muito por conta das boas memórias que ficam pregadas nela durante a adolescência. Ou seja, não posso ver nada com cortiça que já quero, então imagina como é ver essa texturinha bombando no universo sneaker.

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E, ora pois, não é que a cortiça é portuguesa, com certeza? Ela é extraída da casca do Sobreiro, uma árvore da família dos Carvalhos que é muito popular no Sul de Portugal, responsável pela maior parte da sua produção mundial que atende da indústria aeronáutica à calçadista — o meu primeiro salto, por exemplo, era uma anabela revestida em cortiça.

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Mais uma lembrança gostosa da adolescência que a cortiça fez parte. Por isso, que foi impossível não derreter quando peguei nesse Superga todo revestido na minha textura portuguesa favorita (sorry, azulejos). E esse fundo (e cadarço) rosa neon? Meio rústico, meio hipster, o tipo de mistura que me cativa.

Dias depois, encontro a danada da cortiça de novo num tênis apaixonante: um Air Max, também com detalhes neon, que tava em destaque na loja da Nike de Ipanema. O design futurista americano e o toque artesanal da casca de madeira resultaram numa mistura tão inusitada quanto maravilhosa.

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@magavilhas

Subverter o uso das coisas é uma das características mais fortes da cultura sneaker. E talvez a que eu mais me identifique :)

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Por que as marcas de bijoux andam mais interessantes que as marcas de moda?

Quando 4 mocinhas espertas e super estilosas se encontram num bar e percebem que estão usando um mesmo modelo de anel, na hora percebem que há uma forte sintonia no ar, um gosto comum por certa estética, um desejo coletivo dos significados que aquela peça representa, ou seja, uma tendência.

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Por causa dessa coincidência, nós (eu sou uma das mocinhas) chegamos à conclusão que as marcas de bijoux andam muito mais interessantes que as marcas de roupas. Você tem sentido isso também? A cada dia descubro uma nova marca no instagram com trabalho interessante. Tem muita gente fazendo coisas criativas e me parece que é  no setor de bijoux que os designers tem conseguido extravasar melhor sua criatividade. Peças instigantes, super expressivas, com uma liberdade enorme de estilos. Sem limitações de tendências ou referências do alto escalão da moda. O que importa pra essa galera são seus impulsos criativos e o desejo de suas clientes.

Porque o bacana aqui é que o relacionamento dessas marcas com suas consumidoras é muito mais próximo. São marcas independentes, é gente que faz feira e tem o instagram como vitrine. Estruturas pequenas que faz com que o criador participe de todo o processo, especialmente no contato com as clientes. Sua reação/emoção ao terem experiência com as criações, seja em comentários cheios de emojis ou olhinhos brilhando ao provar suas peças ao vivo.

É que as bijouxs cumprem um papel importantíssimo na auto-estima das mulheres. Elas não julgam e não intimidam com suas numerações restritas como as roupas. Muito pelo contrário, um maxi-brinco tem o poder de dar uma dose extra de confiança no visual e um colar pode mudar completamente a percepção de uma silhueta. Tenho a impressão que mesmo inconscientemente os designers de bijoux entenderam a força do efeito psicológico que o que usamos tem sobre como a gente se sente. Por isso, tantas peças fortes e cheias de significados. Independente de tamanhos ou preços.

E esse pra mim é o segredo, a resposta pra pergunta do título. As marcas de bijoux andam mais interessantes que as marcas de roupa porque o objetivo maior delas é fazer com que suas clientes se tornem suas fãs. O foco não é simplesmente ganhar-dinheiro, é conquistar espaço na timeline dessa garota. Ter a sorte de um dia arrancar seus suspiros numa tarde frustrante, contagiá-la de alegria ao receber a caixinha dos correios ou ter a sorte grande de fazer ela ir ao seu encontro e conquistá-la ao vivo. Um contato tão verdadeiro quanto altamente inspirador. Pra ambas as partes.

 

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A Bruna Marquezine está desafiando você a conhecer Fructis Apaga Danos ;)

e criou uma promoção irresistível pra te convencer. Mas, primeiro, vou te apresentar essa novidade de Garnier Fructis que tá fazendo o maior sucesso.
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Lançada no fim do ano passado, a nova linha Apaga Danos oferece tratamento de reconstrução dos fios, para recuperar 2 anos de danos em 5 usos, blindando o cabelo contra novos danos. Como? Através do Keraphyll, um derivado natural que penetra nos fios e preenche as fissuras, combatendo a porosidade e do óleo de Amla, fonte rica em vitaminas e antioxidantes que dá maciez e brilho.
E para entender melhor essa tecnologia, Bruna Marquezine (nova embaixadora Fructis) desafiou a pernambucana Larissa a ir até os laboratórios de Garnier aqui no Rio de Janeiro para conhecer a eficiência de Apaga Danos.
Agora, Bruninha está desafiando você a experimentar também a nova linha Apaga Danosconcorrer a 10mil reais + um prêmio surpresa dela! Imagina ganhar aquela graninha especial que dá pra pagar cursos novos, viajar e até dar uma atualizada no armário?
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E pra participar é só comprar qualquer produto da linha Apaga Danos (tem shampoo, condicionador, creme pra pentear, máscara, óleo e ampola!) guardar o cupom fiscal e cadastrar ele no site www.brunadesafia.com.br até o dia 30 de Abril! O resultado sai no dia 2 de Maio no site da promoção ;)
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Se vestir é um exercício de autoconhecimento

O provador pode ser um lugar muito catártico.

Sempre que falo de roupa (porque quem sou eu para falar de moda), insisto em dizer que se vestir é um exercício frequente, e às vezes bem duro, de autoconhecimento. Mais do que saber o que cai bem no seu corpo, escolher um look é um movimento de reconhecimento. Porque a gente muda. Muda toda hora de convicções, de opiniões, de valores. Constantemente estamos querendo diferentes coisas de nós mesmas e exigindo diferentes resultados de nossos esforços.

Kristina Webb

“imagine um espelho que pudesse revelar a sua personalidade, você ousaria olhar?” @colour_me_creative

Reconhecer-se na frente do espelho e entender quem é essa mulher hoje é um grande passo para o nosso empoderamento. Entender o que espera de si mesma é importante e é com a nossa roupa que a gente começa a passar essa mensagem para o mundo: “Essa sou eu, do jeito que eu quero ser, do jeito que eu quero que você me veja”. Consegue ver o poder nessa frase? Sim? Pena não ser tão simples.

Ainda entramos em um provador querendo ser mais magras, mais altas, mais bronzeadas. Ainda procuramos nas araras roupas que consertem um pedaço do nosso corpo ou disfarcem uma parte do que somos. Por mais bem resolvidas que sejamos, por mais feministas que nos tornemos, jamais conseguiremos fazer uma escolha (de moda) totalmente livre de julgamentos enraizados em nós por anos e anos de dominação patriarcal. Mas tudo bem, é aos poucos que a gente vai desconstruindo os mitos que criamos sobre nós mesmas.

 

Esses dias me apaixonei por um vestido que qualquer revista ou “entendida de moda” me aconselharia a não levar. Afinal, coloque-se em seu lugar, Nina, um vestido longo em formato de t-shirt gigante não é para meninas de 1m60. “Você é baixa demais”, “você é pequena demais”, “você é magra de menos” para sair ilesa usando esse vestido. Comprei mesmo assim. Afinal, eu nunca vou deixar de ser pequena e não existe roupa mágica que vai me dar centímetros de pernas. O importante é que vesti a roupa e me reconheci no espelho. Me reconheci como livre

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