Tudo sobre audrey tautou

Mallu Magalhães tá na moda

Rio de Janeiro,

Ela nasceu Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães, mas certamente você a conhece como Mallu Magalhães. A cantora revelação, que hoje tem 17 anos, começou seu flerte com a música bem cedo. Aos 8 anos, Mallu ganhou um violão de presente do pai, um engenheiro também apaixonado por música. Mallu foi crescendo e descobrindo novos instrumentos musicais. Ao completar 15 anos, diferente das meninas da sua idade, o presente de aniversário foi outro: a mocinha ganhou a oportunidade de, pela primeira vez, gravar suas músicas em um estúdio. Foi quando Mallu disponibilizou algumas de suas canções em seu MySpace e sua voz suave e pegada folk a destacaram na Internet ganhando milhares de fãs.

Mallu pelas lentes do namorado Marcelo Camelo

O que muita gente não sabe é que os talentos da menina vão muito além da música. Mallu é vidrada em moda! “A moda é cada vez mais presente em minha vida. Leio muito sobre isso, me atualizo, estudo temas”, disse a cantora ao Modices. Criativa e dedicada que só, ela faz suas próprias peças e também modifica peças mais antigas, de brechós. “Tenho enorme vontade de melhorar, de trabalhar com isso”, declara. A moda pra mim, a costura, os estudos de tal, as pesquisas e desenhos, é o refúgio da insegurança de minha profissão musical. O mercado da musica é cruel, perigoso… O mercado e a mídia. Para mim, quando sento na máquina, ou vejo um desfile, é como se abrisse um novo e enorme mundo, infinito, brilhante e impressionantemente sedutor, onde posso ser livre e criar uma nova eu.”, conta a menina, que há pouco tempo ganhou uma máquina de costura do seu namorado, o também músico Marcelo Camelo.

Mallu no início da carreira. A menina adora lenços! (fotos: reprodução)
O namoro com a moda é coisa séria. Mallu contou que já fez aulas de moulage para se aprimorar e criar suas próprias roupas de show. Mesmo não tendo conseguido seguir com o curso, a mocinha não desistiu da sua vontade de criar seu figurino, tratou de ler o manual da máquina de costura e sozinha foi aprendendo a costurar: Sou auto-didata nesta questão de costura. Apanhei muito no começo. Perdi quilômetros de tecido, linha… Mas hoje, faço o moulage com tecido original no manequim, corrijo com minhas medidas no plano, e depois faço os acabamentos na máquina”, diz a nova mestra nas agulhas.
Mallu vem amadurecendo e amadurecem também as suas vontades. A menina do primeiro CD já deu lugar a uma mocinha fashion e alinhada, com ares vintage e um toque moderno. Sobre essa notável mudança de visual entre seus CDs, Mallu explica: Sinto que o próprio tempo me fez diferente, com as experiências profissionais, pessoais e emocionais. Minha mudança me foi bem natural, hoje me sinto muito mais em contato com minha essência, mais calma e tranqüila com meus medos e angústias.”

Mallu em momentos dos anos de 2009 e 2010 (fotos: reprodução)

Assim como acontece na música, a moda é também uma viagem de auto-conhecimento.Acredito que a vestimenta é, também, uma expressão. Além do mais, carrega a personalidade, as escolhas, a cultura, opções, medos e vontades. Cada detalhe, até o descaso, desleixo, é um estilo, um modo de vida, estado de espírito. Por isso que é tão importante esta reciclagem, redescoberta, porque é neste momento que nos vemos de um novo jeito, e com tal percepção seguimos em frente e podemos crescer”, diz a menina, que tem Audrey Hepburn e Audrey Tautou como dois de seus maiores ícones de moda.
Quando questionada sobre suas outras referências, Mallu disparou uma listinha caprichada. Chanel, YSL, Missoni, Dior e Marc Jacobs são alguns dos seus favoritos na moda internacional. No Brasil, Mallu acompanha Maria Bonita (e Extra), Reinaldo e Pedro Lourenço, Gloria Coelho, Isabela Capeto e por aí vai. “No fim das contas, assisto e acompanho todos estes tais grandes nomes mas busco e crio, naturalmente, meu próprio existir nos tecidos e formas”, ela diz. Mallu tá na moda. Alguém duvida?
Por Veronica Fantoni e Robert Tavares
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Dica de programação: filmes sobre moda

Rio de Janeiro,

Setembro é um mês de muita ansiedade para os cinéfilos cariocas. Nele, ocorre o 11° Festival do Rio, entre os dias 24/09 e 08/10. Na extensa lista de filmes, quatro chamam atenção de quem se interessa por moda: “Coco Antes de Chanel“, “Vogue – a edição de setembro“, “Coco Chanel & Igor Stravinsky” e “Uma Moda Trangressora“. Confira as dicas:

“Coco Antes de Chanel” (de Anne Fontaine): O longa-metragem fará parte da Mostra Panorama do Cinema Mundial. Ele conta a história da estilista Gabrielle Chanel (Audrey Tautou), que foi abandonada pelo pai em um orfanato quando tinha 12 anos, logo após a morte de sua mãe. Seis anos depois, ela tentaria ganhar dinheiro cantando em um cabaré. Foi por causa de uma das músicas que cantava, “Qui a vu Coco dans le Trocadero?”, que ela ganhou o apelido pelo qual ficou conhecida. Em 1911, com ajuda de seu amante, Boy Chapel, Coco abriria um pequeno negócio no qual vendia chapéus. A estilista ficou conhecida por ser pioneira no uso de jérsei, modelagens soltas, uso de peças tipicamente masculinas, tailleurs de tweed, camélias, correntes douradas, sapatos com biqueira bicolor e vestidos pretos básicos. Infelizmente, o filme termina antes de Chanel se tornar famosa, mas não deixa de ter importância para quem quer conhecer mais sobre o mundo da moda.

“Coco Chanel & Igor Stravinsky” (de Jan Kounen): Também integrante da Mostra Panorama do Cinema Mundial, o filme traz Coco no começo da fama, em 1913. Na estreia do balletA Sagração da Primavera“, a estilista conhece o compositor russo Igor Stravinky e se apaixona por ele. Ainda devastada pela morte de seu amante, Boy Chapel, Chanel oferece hospedagem para Igor e os dois começam um romance.

“Vogue – a edição de setembro” (de R.J. Cutler): O filme participa do Midnight Movies. Ele promete mostrar como foi a criação da edição Setembro 2007 da Vogue Americana, que pesava cerca de 10 kilos e tinha 840 páginas. O foco do documentário é a editora-chefe Anna Wintour, temida por sua severidade. Lembra do personagem de Meryl Streep em “O Diabo Veste Prada“? Foi inspirado nela, com base em relatos da ex-assistente Lauren Weisberger. Para quem quer conhecer os bastidores da elaboração de uma das revistas mais influentes do mundo.
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“Coco Antes de Chanel” e “Vogue – a edição de setembro” (Imagens: Reprodução)

“Uma Moda Transgressora” (de Marco Wilms): Também estará na Mostra Midnight. A história se passa na extinta Berlim Oriental e mostra como os estilistas trabalhavam em um tempo em que nada do que era produzido era vendido. Eles eram movidos somente pela vontade de criar e experimentar. Marco foi modelo do Instituto de Moda da RDA e ele promove, no filme, um encontro entre um estilista, um fotógrafo e um cabelereiro da época. Ver como era trabalhar naquele tempo deve ser, no mínimo, interessante.

E a maratona fashion não para. Em outubro, o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro organizará uma mostra sobre filmes de moda. A programação ainda não está disponível, mas as exibições começaram no dia 05/10. Fique de olho.

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