Tudo sobre bastidores

O processo de criação da coleção Ximbuktu da Farm

Rio de Janeiro,
“A gente já tá fazendo o verão do ano que vem sem este entrar na loja”, conta Andre Carvalhal, gerente de marketing, assim que chegamos à fantástica fábrica da Farm. São mais de 12 meses que separam a concepção da coleção à sua chegada às lojas nos lançamentos altamente disputados. “O nosso cronograma de trabalho está cada vez mais antecipado por conta dos volumes de vendas e quantidades de loja” explica Kátia Barros, sócia e coordenadora de estilo da marca.
É da Kátia que partem as ideias iniciais de uma coleção, que podem surgir da vontade de criar a partir de um estilo, ou desejo de contar uma certa história.“É sentimento” , diz. É este insight que vai nortear o núcleo - comitê formado por pessoas de vários departamentos como: marketing, branding, design, estamparia e estilo - para desenvolver a coleção.
Em meados de 2009, quando começaram a pensar no verão 2011, ela teve vontade de falar de origens,“da origem da Farm, do DNA da Farm, do DNA da humanidade, do índio, do africano… do início de tudo. Este era o desejo” conta Andre. No meio deste turbilhão de ideias alguns caminhos são traçados e o núcleo criativo se divide para as pesquisas de inspiração. Mas, saindo do roteiro comum de Paris ou Nova Iorque, o grupo se dividiu e parte foi para a África, parte para a Amazônia, estudar os elementos das culturas locais “sem pretensão… a gente queria ir se divertir, brincar e ver. O que saísse era a nossa verdade, e este é sempre nosso lema”, explicou a estilista na convenção de vendedoras.
Os registros da equipe Farm na África. A árvore personalizou a florzinha da marca nesta coleção (fotos: divulgação/Farm)
“E daí surgiu a coleção Ximbuktu, que é uma junção de tudo isso. A gente inventou um lugar porque lá pode tudo, e então colocamos todas as tribos: românticas, descoladas, patricinhas e praianas. A gente resolveu que ia contar um pouquinho desta história de origens para cada uma destas meninas”, continua Kátia. Assim Ximbuktu começa, e ganha uma sala só sua dentro da fábrica, que vai crescendo até se transformar numa “loja” de frente à equipe de estilo com toda a coleção (incluindo acessórios e linha home) organizada pelo mês de chegada às lojas. É neste “laboratório” que são testados os elementos do universo Farm que vão da trilha sonora à decoração como cabides e araras especiais, e outros “recursos” cenográficos que transportam para as lojas o clima da coleção.
A “lojinha” da Farm dentro da sala do Estilo (fotos: Victor Fernandes/Modices)
E passeando pelas araras desta “lojinha” é possível reconhecer todos os desejos (tendências) da estação redesenhados com a identidade da marca e o conceito étnico de Ximbuktu, como a saia de plumas que virou saia de “penas(na verdade, pedaços de tecido recortados a laser). Mistura-se ao étnico: uma medida de western, porções de safari e romantismo e uma pitada pop“que é uma maneira divertida e contemporânea de falar de uma história tão antiga de origem. Então vocês vão ver zebra colorida de rosa e azul, macaco de óculos rayban, tampinha de refrigerante que a gente inventou…” conta Kátia.
A coleção traz também jeans claríssimo (ou delavé), mocassim (aquele com franjinha!), franjas, plissados, print-blocking (estampas misturadas numa mesma peça), peças dupla-face (que podem ser usadas dos 2 lados) e, (uma curiosidade!) boa parte das estampas (carro-chefe da marca) foram desenhadas a partir das fotos tiradas nas viagens (como a indiazinha que estampa as blusas abaixo).
Lookbook (fotos: divulgação/Farm)

Para conferir de pertinho o resultado de todo este processo de criação do estilo das tribos de Ximbuktu é só ficar ligada na agenda de lançamento (que começa hoje nas lojas do Rio).

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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Do Estilista / backstage

Rio de Janeiro,

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VICTOR FERNANDES é fotógrafo e acredita que mulheres maduras se vestem melhor que mulheres mais jovens. É fotógrafo, consultor informal de novas tecnologias e dedicado à culinária nas horas recreativas.

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Carlota Joakina / backstage

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André Lima / backstage

Rio de Janeiro,

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VICTOR FERNANDES é fotógrafo e acredita que mulheres maduras se vestem melhor que mulheres mais jovens. É fotógrafo, consultor informal de novas tecnologias e dedicado à culinária nas horas recreativas.

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Alexandre Herchcovitch: Modelo

Rio de Janeiro,

Alexandre Herchcovitch desfila para marca Do Estilista

Fotos: Fernando Genaro /Fotoarena para Modices

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Isabela Capeto / backstage

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VICTOR FERNANDES é fotógrafo e acredita que mulheres maduras se vestem melhor que mulheres mais jovens. É fotógrafo, consultor informal de novas tecnologias e dedicado à culinária nas horas recreativas.

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Wilson Ranieri / backstage

Rio de Janeiro,

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