Tudo sobre chanel

Contando a história da semana de alta costura do verão 2013

Rio de Janeiro,

Hoje eu vou contar uma história que aconteceu em Paris. Podemos chamar de ‘A história da alta costura de verão 2013’, mas na verdade fala sobre a moda, as marcas e as mulheres que usam a tal da Haute Couture.

Para quem ainda não percebeu, roupas contam histórias. Coleções contam outras mais longas ainda. Agora imagina uma semana de moda inteirinha! Mas podemos resumir em uma só: a história das mulheres poderosas do começo do século XXI.

Antes a gente tinha como imagem de quem usava Alta Costura apenas herdeiras e esposas de bilionários (na maioria, orientais e europeias), mas agora as Russas que usam tais roupas preciosas trabalham, têm seus cargos em grandes empresas (seja comandando ou não). E com a crise apertando as contas de quem vive no lado de cima da linha do Equador, elas têm que fazer como as mulheres que viveram a transição dos anos 80 para os 90 – têm que mostrar que sabem comandar em tempos difíceis.

Claro que a moda está mostrando muito bem isso tudo! Na maioria dos desfiles o preto reinou, sendo seguido pelo branco. Sim, essa dupla é clássica, até previsível, mas não estamos mais tão dispostos a surpresas, precisamos de segurança. Ou de nos mostrar com cores eletrizantes, fazer nossa presença ser marcada, percebida. E tal estado de confiança no trabalho é garantido pelo clássico terninho. Toda marca mostrou a sua versão – seja o preto básico ou o colorido estruturado. O poder está nos ombros, que apareceram estruturados, pontudos, quase militares – até por cima de vestido fluidos. Karl Lagerfeld falou que seu desfile era “all about the shoulders” (tudo sobre os ombros), que ora apareceram desnudos, ora cobertos com os infalíveis casaquetos.

Só que mesmo tendo que administrar toda essa contenção, nós mulheres ainda queremos ser delicadas, mas resistentes. Como flores que sobrevivem aos climas mais desafiantes. Os desfiles da Dior e Chanel aconteceram em jardins, enquanto o mesmo inspirou o de Valentino. “Flores na primavera? Que original”, já disse Miranda Priestly. Mas, no final, o que nos faz sentir mais feminina e meio princesa que um vestido cheio de flores (bordadas ou estampadas)? O desfile de Elie Saab foi intitulado de “ode à delicadeza”, tudo a ver com isso. Também podemos voltar a pensar no desfile Chanel (sempre ele, o mais inspirador), que mostrava modelos com olhos borrados que, de longe pareciam loucas, mas de perto podíamos ver que eram pedaços delicados de tule, como se à distância as mulheres parecessem estranhas, mas quando nos aproximamos elas mostram sua delicadeza.

E ainda assim essas mulheres gostam de se divertir um pouco com a moda, por que não? Colocando uma surpresinha no caminho entre a barra do vestido e os pés – outra saia ou uma calça. Também queremos sair do lugar-comum, nem que seja com menos emoção.

Fluidez, cores sólidas (às vezes até fortes), tudo isso ainda faz parte do desejo e do imaginário das mulheres poderosas (todas somos), mas agora tudo isso vai ter que dar um pouco de espaço para a ‘armadura’ que nos protege em 2013, o ano guiado por saturno, que indica que só com muito trabalho realizaremos nossos desejos.

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Chanel versão escocesa

Rio de Janeiro,

Pois é, se o Marc Jacobs tinha alguma intenção em desbravar a Escócia, ficou no encerramento do desfile de Primavera/Verão 2009 da NYFW, quando ele apareceu com um kilt de arrancar suspiros. Time’s out! Agora o fascinante xadrez, a gaita de fole e umas dosezinhas de whisky (tim-tim) viraram fonte de referências para o meu, o seu, o nosso Karl Lagerfeld. Pois é, o novo colaborador da Melissa escolheu o bucólico país para sediar o último desfile Metier d’Arts da Chanel (que aconteceu ontem) , que tem como finalidade valorizar o lado handmade da maison.

Versailles, Tóquio, Xangai… Edimburgo. Mas parece que essa paixão scottish vai mais além, sendo batizada de business.  A grife de Coco Chanel anunciou em outubro desse ano a compra da marca escocesa de tricô Barrie Knitwear, sua fornecedora há duas décadas, que também tem na cartela de clientes marcas de luxo como a Hermés. Não satisfeita, a poderosa maison também assumiu os negócios da Montex e Maison Lesage, especializada em bordados, a sapataria Massaro, a empresa de botões Desrues, a casa de penas Lemarié, a Causse, do segmento de luvas e, por fim, Goossens, de joias e objetos de decoração em ouro e prataria. O kit completo!

É a manutenção das cruzes, pedrarias e bordados? Bom, sem dúvidas é o que esperávamos. Mas sobretudo, o grande soberano foi o xadrez. A padronagem ganhou as mais diversas leituras, que vão do visual grunge, repleto de sobreposições e camadas ( Oi Marc! Oi Perry Ellis!)  ao despojamento cool da Dries Van Noten. Vale tanto a proposta coordenadinha, para as preppy lovers, quanto o mix com os prints mais contrastantes.

Entre os acessórios, como já previmos aqui, boinas e toquinhas ganham destaque. As madeixas ficam presas e as tão adoradas franjinhas retornam a beleza. Para os pés, coturnos e boas de cano médio, na altura da panturrilha, prometem predominar. Bolsas carregadas como se fossem clutches, já!

Sim, o que seria da Chanel sem as pérolas? Marca registrada de sua criadora, estiveram fortemente presentes nos brincos, com uma carinha de “roubado” da avó, e colares, que ganharam ares de abotoaduras. Os cintos mais finos também surgiram como opção para deixar mais feminino, o que às vezes se encontra com o andrógeno.

A cartela de cores variada e um tanto chic passeia pelo branco, que remete a pureza do Renascentismo, aos tradicionais verde-oliva e graffitti até chegar ao nobre e sedutor vermelho.

 

Sangue azul? Que nada! Branco, vermelho, com traços tartin, delicado, imponente e estiloso!

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Acessório trendy da vez: as boinas

Rio de Janeiro,

Há uns meses fizemos uma pesquisa com as nossas leitoras e, entre muitas coisas interessantes, vimos que vocês já acompanham as principais tendências também através de outros blogs (quem quiser indicações, pode seguir a listinha do <3  que está aqui do lado direito). Levando isso em conta, acho que vocês já perceberam que os bonés estão em alta (dá pra ver uns modelos legais nesse post da Luiza). Mas aí o que é que nós temos de novo para apresentar? É a tendência pós-tendência, as boinas.
É uma variação do tema “acessórios de cabeça”, que é o que está mesmo fazendo sucesso. O boné foi só o modelo que ficou mais badalado e vale experimentar aquelas headbands tipo bijoux. Só que o que a gente gostou mesmo de resgatar foi a boina. A Carla já falou do poder trendsetter dos desfiles da Chanel, pois a Maison só confirmou o que a gente já sabia no seu desfile de alta costura (!) com a boina de crochê.
Enquanto o boné é despretensioso e esportivo, a boina é romântica e, graças aos beatniks, tem um ar intelectual. Mas ao mesmo tempo traz sua origem máscula, de uma peça que foi usada em muitas guerras e até hoje faz parte dos uniformes do exército, marinha e aeronáutica (olha a ideia pra montar looks navy, de aeromoça anos 60 e militar).

 


Também é possível encontrar de vários tipos e materiais: lã, crochê, couro, grande, pequena, com aba e sem. Tem até nome específico pra cada uma: galette (uma fininha), inflada, Tam O’Shanter (parece com a fofa, mas tem um adorno em cima). Para usar você pode fazer a Bonnie (a mocinha que foi ser bandida com seu amado Clyde) e misturar com peças bem femininas, mas sem muitos frufrus, ou encarna logo a bonequinha, ou junta com peças masculinas. É uma peça bem versátil, dá com tudo!

E sabe quem viciou na sua boina? A gata da Diane Kruger! Ela já usou no desfile da Chanel e no aeroporto, de vestido e calça, salto e bota. Enfim, é com peças versáteis e clássicas assim que a gente faz um bom guarda-roupa.

Para terminar, uma dica de um cara que sabia usar com propriedade qualquer tipo de chapéu, seu Frank Sinatra: incline seu chapéu – os ângulos representam atitude! De ladinho fica mais charmoso, né?

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Creepers, da Chanel às releituras fofas

Rio de Janeiro,

Taí um modelo de sapato super tendencinha que até eu (com todo meu conhecido gosto pelo exótico) tenho resistência. São os creepers, criados na 2ª Guerra Mundial adotados por teddy boys, punks, e roqueiros pós-grunge na década de 90, que tem como característica um salto plataforma reto {flatforms}. Pensa num sapato que é o contrário de sexy. É ele!

Só que o danado do creeper está em alta mesmo, de editoriais, looks do dia (gringos, claro) e até Karl Largefeld escolheu ele para ser o sapato da última coleção resort da Maison Chanel e quando ele coloca um sapato na passarela vira febre por mais estranho que ele seja. Lembra das clogs? Mas aí esses dias recebi uma sugestão de pauta e me deparei com estes 2 creepers da Miezko e achei uma graça! Uma versão mais “delicada” (estreita e menos abrutalhada) que o original, super cool, que me fez repensar a possibilidade da entrada de um par no meu armário.

_ Agora… Será que os creepers, originais ou suas releituras, têm alguma chance frente à febre dos tênis de saltinho?

update: Pra quem gosta de uma versão mais “original” a Esdra fez vários modelos (tem uns de fivela também) por 344,90. Fofos esses candy colour (pronto já tô curtindo creeper!).

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Super Xuxa e os acessórios de cristal

Rio de Janeiro,

Já fazia um tempo que eu queria fazer um post sobre cristais… E, não tem jeito, eles me lembram o iníciozinho da década de 90, lá na época que a Super Xuxa ensinava criancinhas (como eu) que os cristais são super energizantes e podiam te ajudar a vencer o baixo astral.

E é bem na corrente das tendências dos anos 90 que vem esta onda de cristais que eu comecei a perceber no final do ano passado. Mais ou menos a mesma época que a (it) designer de jóias Pamela Love lançou sua coleção repleta deles. Depois que seu bracelete de garra de pássaro apareceu nas fotos da casa da Julia Restoin-Roitfield no blog The Selby, em 2009, a popularidade das suas peças cresceu vertiginosamente e suas coleções começaram a ser tanto destacadas quanto replicadas por aí — tanto é que causou polêmica no desfile de inverno da Chanel já que as jóias desfiladas se pareciam (e muito) com as de cristais da Pamela.  A maison disse que não ia produzir as peças, mas o desejo foi lançado e agora os preciosos minerais estão por todo lugar — desde blogs, foto de Jimi Hendrix achadas no tumblr, desfile da Aüslander e na floresta encantada de Branca de Neve e o Caçador.

O que eu tenho mais curtido dessa tendência mesmo é ter a energia dos cristais sempre perto. Segundo os orientais eles são amplificadores de energia e, quem não quer potencializar a energia positivas? Mas, antes de sair comprando peças com cristais é bom pesquisar e descobrir qual a pedra que combina melhor com a sua energia (não se deixe levar só pela cor bonitinha) e fazer uma “limpeza” antes de usá-la (nunca se sabe quais as energias que o cristal absorveu da natureza até chegar nas suas mãos).  Se você é adepta do faça-você-mesma tem esse tutorial da Geri ensinando a fazer um colar com cristais lindo e facinho ;)

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Chanel dos anos 90

Rio de Janeiro,

Ando meio fissurada nos anos 90, né? Bom, realmente eu sou uma entusiasta da época do gosto duvidoso. Por mais que esteja ainda um tanto recente para que a gente não rejeite a estética, a década de 90 foi o período mais cafona do século 20. E não há marca que seja referência de bom gosto no mundo que prove o contrário. Nem mesmo Chanel. Veja e acredite que macacão de moletom cinza com tênis de academia branco junto com dezenas de pérolas e correntes de ouro já foi o último grito da moda.

E, olhando bem, dá pra ver que vários itens do look (acho que a foto é de 1993) estão em alta agora: óculos redondos, braceletes duplos, cinto de correntinha (que tá fazendo sucesso na barriga da Suelen, Isis Valverde, em Avenida Brasil) e tênis esportivos (Isabel Marant). Mas honestamente acredito que estamos usando estas referências com mais bom gosto e estilo.

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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Look (quase) todo azul

Rio de Janeiro,

Entre o desfile da New Order e de alta costura da Chanel, encontrei a Nuta na SPFW com um look que parecia uma leitura “com o que tinha no armário” das propostas destas coleções.

O mix de azuis (Chanel) da sapatilha ao blazer, acendido com o toque laranja (New Order) do colar. Troque o shortinho jeans por uma calça, ou saia lápis, e ele se torna um visual super criativo e usável até no trabalho ;)

*Prometo que estou trabalhando em movimentos mais suaves do gifs. Só não posso perder estes looks fofos que já tenho, né ^^

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