Tudo sobre cinema

Onda, onda, olha a onda!

Rio de Janeiro,

Cuidado tubarão vai te pegar tum tum tum tum… Para a minha pessoa é impossível pensar em tubarão e não fazer a dancinha do Tchakabum. Me julgue.

Confissões de uma adolescente dos anos 2000 à parte, o fundo do mar está bombando nas inspirações das grandes marcas da moda mundial. Lembra do verão 2012 (que tá acabando lá no hemisfério norte) quando Chanel, Versace, McQueen e Givenchy (esqueci de alguma?) apresentaram coleções inspiradas nos mares? Isso se refletiu também nas coleções masculinas só que com jeitinho de super predador, como ilustra o casaco Givenchy Men usado (por uma das minhas blogueiras de look-do-dia favoritas) a Andy Torres.

Mas se o tubarão do look da mexicana (amo que ela é da América Latina!) é brabo como o filme homônino clássico-cult de 1975, o da Betty tem carinha de mascote. A bolsa que ela descolou na Asos francesa no formato do animal que é tão fofa quanto moderna e parece inspirado no Tutubarão da Hannah Barbera (que foi lançado 1 ano depois do filme do Spielberg). É tubarão para todos os gostos! ;)

 

    • #curiosidades: Sabia que Tubarão é o filme favorito da Emily Blunt (a Emily de O Diabo veste Prada)
    • Nunca imaginaria uma coisa dessas. Até as celebridades hollywoodianas podem surpreender a gente, viu só.

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A vez da Branca de neve

Rio de Janeiro,

Depois da febre fashionística que foi Alice no país das maravilhas, já estamos de olho em outra personagem que promete invadir seus sonhos de histórias encantadas: Branca de neve! Só nesse ano, dois filmes com a personagem invadiram os cinemas, além de uma série de tevê que já teve a sua segunda temporada confirmada.

Muitas já devem ter assistido Espelho, espelho meu’, com Julia Roberts como Rainha Má e Lily Collins como Branca de Neve que estreou no início do ano. Esse filme é colorido e tem um clima de musical (em algumas partes), uma forma que o diretor indiano Tarsen Singh encontrou para homenagear Bollywood. Esse foi o último trabalho da extravagante figurinista Eiko Ishioka, que faleceu em janeiro desse ano.

‘Branca de neve e o caçador’, lançado hoje (!), traz Krirsten Stewart como a princesa e Charlize Theron na pele da Rainha Má Ravenna. Esse filme tem música especial de Florence + the Machine, viu! O clima sombrio e épico é bem retratado no figurino, como vocês podem ver no vídeo em que a figurinista Colleen Atwood explica tudinho.

Enquanto isso, nas telinhas de casa você pode assistir ‘Once upon a time’ (dos escritores de Lost!!), seriado que mistura vida real e conto de fadas. O figurino é assinado por Eduardo Castro, que também trabalhou em Ugly Betty, e mostra como a roupa de cada personagem pode ser traduzida para nossos dias {aqui tem uns croquis lindos do figurino}.

Falando em trazer a personagem para o nosso cotidiano, a Imporium criou dois modelos de sapatos fofos com o desenho clássico da Branca de neve, sabia? E você pode se inspirar nessas histórias para construir uma parte da sua, já que ao contrário da versão escrita pelos irmãos Grimm ou da eternizada pelos estúdios da Disney, agora a Branca de neve não é mais frágil nem inocente e luta tão bem quanto seu príncipe, sem perder a pose de moça bem cuidada, ou seja, ela é moderna como nós!

Eu já me empolguei para virar uma princesa do século XXI também, e você?

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On the Road e a geração Beat

Rio de Janeiro,

Começou o festival de Cannes e rola aquele entusiasmo pelos lindos looks de balneário das atrizes do momento (que vou postar na categoria celebridades que vai entrar ali no menu) e saber quais os filmes tem-que-ver do ano, não necessariamente nesta ordem. Mas eu estou animada mesmo para a edição deste ano por conta da estreia de On the Road, filme de Walter Salles (com a Kristen Stewart, Kirsten Dunst e etcs) inspirado no livro clássico cult “Pé na Estrada” de Jack Keuroac.

A história de passa nos anos 50 e retrata uma galera (a do autor, no caso) do universo undergorund de Nova Iorque, questionadora e despreendida dos valores tradicionais, a Geração Beat. Sabe o American way of life, as cinturas marcadas, cores açucaradas e mundo plástico que está em todas as revistas e blogs de moda agora? Então é isso, só que ao contrário. Essa turma de artistas, intelectuais e poetas não se identificavam com este perfeitinho mundo cor-de-rosa e começaram a pregar uma vida anti-materialista, além de viver como nômades ou em comunidades. Lembrou do hippies? Pois é, os Beats — que também eram chamados de hipsters (>hippies) por serem modernos demais e beatniks, de cunho meio pejorativo — eram os “irmãos mais velhos” e melancólico deles (e do punk parece). Os Beatniks usavam muito preto, gola rolê, óculos escuros e boina além de calça cigarrete (ou cropped), saia com fenda, sapatilhas e slippers (repara na foto da Audrey Hepburn!).


Estilinho bem parisiense, não? Este é o esteriótipo dos beatniks (O Nouvelle Vague estava rolando na mesma época em Paris) , mas o figurino do filme parece seguir outra linha (acho esquisito uma menina, por mais rebelde que fosse, dos anos 50 usando shortinho). Na Estrada (título em português) estreia no Brasil mês que vem (dia 8 ou 15 de Junho) e torço para que ele entre em circuito com um Leão de Cannes no cartaz ;)

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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Qual o hype da Laura Neiva?

Rio de Janeiro,

Qual o hype da Laura Neiva?, pedi para me explicarem no início desse ano no twitter. De uma hora pra outra a menina começou a aparecer e ser falada em todos os lugares. Não faz ideia nem de quem ela seja? Bom, a Laura foi escolhida pelo orkut para fazer “A Deriva” (filme cult badalado) há uns 4 anos. Desde a época do filme, quando tinha 15 anos, ela começou a ser assunto e a agradar principalmente “o povo das modas”. Não era raro vê-la rodeada de aspirantes a fashionistas nas fashion weeks, ou estrelando um editorial. Aparições esporádicas e sempre muito relacionadas à moda. No verão passado ela estrelou a campanha da Costume e neste inverno, a da Dress to. Em Março, Laura se tornou fidèle da Chanel, meninas que a maison escolhe para vestir em ocasiões especiais e participar de eventos da marca — como assistir o desfile na primeira fila em Paris. Não envolve dinheiro, mas boa parte das it girls mais badaladas do momento foram descobertas aí. E na sua estreia ela já entrou em lista das mais bem vestidas da semana de moda de Paris. Enquanto seu sucesso na moda só cresce, a carreira de atriz começa a dar bons sinais também: Laura está indo para Los Angeles recrutada pelo agente da Penelope Cruz para fazer uns testes, fez uma participação em “E Aí, Comeu?” novo filme do Bruno Mazzeo (que vai ser lançado em 22 de Junho!), atuou no curta Des. e ainda este ano começa a filmar o novo longa do diretor que a lançou Heitor Dhalia (com papeis que exploram sua sensualidade!). Todas as pessoas que responderam a minha pergunta lá do twitter e a conheciam, dizem que Laura é linda e encantadora. Ainda não cai de amores por ela, mas os próximos meses devem me fazer mudar de ideia. O fato é que ela é uma ótima it girl tipo exportação e vale ficar de olho nela ;)

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Festival de filmes de música no Rio!

Rio de Janeiro,

A primeira vez que ouvi falar de Swinging London — a explosão cultural londrina dos anos 60 — foi numa coleção da Totem (com campanha com a maravilhosa Ana Claudia Michels). Acho incrível a relação da marca com a música nos desfiles (sempre entre as melhores trilhas sonoras), nas estampas e nas lojas (que parecem um cenário de filme bom de praia). Você cantarola, bate pézinho e entra naquele universo. Mesmo que não tenha gostado de nenhuma peça, curte um novo som. Sem conhecer o Fred (D’Orey, dono da marca) você olha pra ele e sabe que ele é o cara que passa o dia ouvindo música e que tem o acervo de vinis mais incrível do planeta.

A relação da marca com a música é muito genuína. Tanto que boa parte do marketing da marca é voltado para apoiar músicos (beijo, Qinho!) e patrocinar eventos como a 5ª Mostra de Cinema Rock & Totem — um festival de filmes de música! — que começa nesta sexta, dia 16, e vai até quinta, dia 22 de Março, no Estação Ipanema (na Visconde 605, entre a Aníbal e a Henrique Dumont). Tem uns filmes que parecem ser muito incríveis como o que abre o festival, Ray Charles America (dia 16, 21h) que fala sobre um dos ícones do Soul — estilo musical que anda influenciando a moda atualmente tanto quanto o rock.

No domingo tem Rockers it’s dangerous (dia 18, 17h) sobre a cultura jamaicana (você conhece o estilo dos caras? é sensacional!) e o que fala sobre o Glastonbury (dia 18, 21h), festival de música inglês que existe desde os anos 60 e continua sendo referência de estilo e comportamento jovem até hoje! Quarta é outro dia ótimo com um filme sobre Alice Cooper (dia 21, 19h) banda que tem aparcecido muito nas minhas pesquisas — parece que tem muito artista novo se inspirando nas apresentações grotescas da banda — e este filme foi gravado no auge deles em 1973. E na seguida (21h) tem um filme sobre a Patti Smith que ficou pop de novo com o livro (massa!) Só Garotos.

Melhor que a programação é a entrada gratuita (mas pode levar um livro infantil) ;)

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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Almodóvar e Sofia Coppola em duas campanhas de moda

Rio de Janeiro,

A moda tem várias formas de se apropriar do cinema: através de referências a filmes e personagens inesquecíveis para dar o tom das coleções, usando e abusando de suas estrelas (e suas agendas lotadas de compromissos públicos), ou mesmo com o fenômeno mais recente dos filmes e vídeos de moda, que se propagam com extrema rapidez pela internet, gerando desejo (e milhares de views) entre seus seguidores. O caminho contrário também vale: note a quantidade de documentários de moda produzidos nos últimos tempos, sem contar a extensão criativa que o cinema ganha com o trabalho de pesquisa de seus figurinistas. Nessa onda, algumas iniciativas acabam brilhando por aproximar figuras e grifes de universos bem próximos, de um jeito novo, interessante e que, com certeza, gera muita notícia.

Caso da campanha nova da italiana Missoni, para sua primavera 2012. Nas imagens, o divertido diretor espanhol Pedro Almodóvar (de A Lei do Desejo, Fale com Ela, Volver, entre outros hits incríveis) aparece no clima descontraído que a grife de Angela Missoni traz em suas fotos nas últimas temporadas. Fácil imaginar a colisão entre os dois mundos; o mix de cores e estampas da marca com as excêntricas personalidades das personagens de Almodóvar se encaixam perfeitamente. E ele não vem sozinho! Além de participar de cliques descontraídos com Angela e sua filha Margherita, a grife escalou também três figuras que fazem parte da história do diretor: uma de suas musas, a deliciosamente estranha Rossy de Palma (estrela de Mulheres À Beira de um Ataque de Nervos e Kika), a atriz Bianca Suárez, que participa de seu último filme, A Pele Que Habito, e a modelo Mariacarla Boscono, que em 2010 estrelou um editorial super irreverente inspirado na obra de Almodóvar na Harper’s Bazaar americana.

Outra iniciativa justapõe dois nomes que podem parecer distantes à primeira vista: a (também italiana) Marni e Sofia Coppola. A diretora, reconhecida por seus filmes intimistas e femininos (como As Virgens Suicidas e Maria Antonieta) foi escalada para dirigir as imagens de campanha da linha da Marni para a H&M, tanto em um filme como nos cliques da campanha impressa e online da colaboração, que chega às lojas em março. Sofia é querida dos fashionistas não só por seus filmes: ela já se aventurou na moda com um estágio na Chanel ainda adolescente, lançou em seguida uma grife própria chamada Milkfed (que ainda segue em atividade no Japão) e, por sua proximidade com Marc Jacobs, já estrelou duas campanhas de sua grife e também criou, em 2009, uma linha especial com a Louis Vuitton (que tem Marc como diretor criativo). Além disso, Sofia também dirigiu um filme para o perfume Miss Dior Chérie e é frequentemente citada em sites e blogs de moda por suas escolhas de moda, como o delicado vestido Azzedine Alaïa que usou em seu casamento, no ano passado.

Já que Sofia parece passar longe das estampas chamativas da Marni em seu estilo pessoal, sua convocação pode ser facilmente entendida por um outro aspecto. Para a empreitada da Marni no fast-fashion a diretora é uma arma na manga para se comunicar diretamente com o perfil muito bem definido das mulheres de Consuelo Castiglioni, estilista da grife: inteligentes e contemporâneas, com senso de estilo apurado mas que fogem da obviedade sexy ou dos vestidos rebuscados e exuberantes por si só. Vender o espírito de uma grife que tem o termo quirky (algo como esquisito e inusitado, mas de um jeito bom) citado em quase qualquer texto sobre suas coleções em uma plataforma tão gigantesca como a da H&M é a missão que Coppola deve cumprir com sucesso. O filme da campanha já saiu, todo rodado em Marrocos, com uma turma com a cara da Sofia Coppola, da qual eu bem que gostaria de fazer parte, olha só.

Mais do que apenas engessar atrizes em looks de efeito, as duas iniciativas mostram que a união entre a moda e o cinema tem muitos frutos a render, ainda mais quando combinados de forma tão interessante como nos dois casos acima. Esse caso de amor é realmente eterno…

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Dercy Gonçalves e as vamps do cinema mudo

Rio de Janeiro,

Logo no primeiro dia de Fashion Rio (e BBB!) estreiará a microssérie “Dercy de verdade”, na Globo. Além da (minha) curiosidade natural para conhecer a história da artista, o release de divulgação me conquistou. Para ajudar em casa Dercy Gonçalves, ainda Dolores, foi trabalhar na bilheteria do cinema da cidade. Assim ela começou a assistir todos os filmes que por lá passavam e se tornou fã de duas grandes atrizes do cinema mudo Theda Bara e Pola Negri começando a se maquiar (e atuar) como elas.

Theda foi a primeira sex symbol da história do cinema (e a primeira atriz a interpretar Cleopatra em 1917). Pola era a sua equivalente/rival européia. Elas eram as vamps, devoradoras de homens, sedutoras, atraentes e até mesmo cruéis e misteriosas (mas não necessariamente vilãs!). Seu visual era gótico com maquiagem sempre muito escura nos olhos, representando as noites mal dormidas (das mulheres da boêmia), e lábios realçando sua palidez acompanhados de roupas e cabelos escuros. Elas foram as primeiras “bad girls” a se destacar na então recente arte — o cinema foi criado em 1895 e seus filmes datam anos 10/20.

Clara Bow, a primeira it girl, apesar de ter um visual parecido, não era uma vamp. As atrizes do cinema mudo precisavam ter uma caracterização muito forte e bem marcada para que suas expressões se destacassem na película e a sua interpretação valesse mais que mil palavras. Então, o que as diferenciava (além de um olho mais marcado aqui e ali) era a atitude.

Referências de maquiagem vamp

Qualquer semelhança com as tendências de maquiagem para este inverno 2012 pode (não) ser mera coincidência. 

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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