Tudo sobre cores
#promoModices
Toda tendência de moda surge de tendências de comportamento. É a realidade, tanto as situações do dia-a-dia quanto os grandes acontecimentos, influenciam estilistas pelo mundo todo. E não é novidade que o Brasil é a bola da vez, se preparando para receber os maiores eventos esportivos do planeta, fazendo com que os olhos do mundo se voltem pra cá — o NY Times elegeu o Rio de Janeiro como “o destino n1 do mundo” e já falei da tendência de looks verde e amarelo (aqui)!
As milhares de pessoas que vão aterrizar aqui para a Copa do Mundo (ai que ansiedade!!!) e para as Olimpíadas não vêm só para ver os jogos, mas também pra conhecer mais da gente: nossa cultura, nossos costumes e belezas. E, principalmente, para se deixar contagiar pela nossa inesgotável capacidade de ser feliz acima de qualquer coisa. Esse é um dom que temos e que expressamos no nosso estilo vibrante: cheio de cores e estampas, sensualidade e ousadia.
Foi justamente essa a inspiração da Coca-Cola Clothing, que ao invés de seguir tendências gringas fez um desfile animadíssimo inspirado na gente: um super batidão (tchum tcha tchuru ru tchum tcha, ela não anda, ela desfila, ela é top, capa de revistaaa), ultra colorido e tropical, cheio de tons neon (que as brasileiras a-do-ram!), estampas (lindas de praia), mini comprimentos e a garota sensação do momento, Bruna G-A-T-A Marquezine.
Enquanto muitos criticam que a gente não lança moda, eu acredito no nosso poder de influenciar comportamentos. Cativar o mundo com o nosso jeitinho brasileiro. Tirar os gringos dessa tristeza em preto e branco e encher eles da nossa alegria multicolorida — principalmente com os looks da nossa torcida
_Agora imagina que incrível se a tradicional latinha da Coca-Cola ganhasse versões coloridas como as roupas do desfile? Ia ser maravilhoso!
Acabou o SPFW e eu precisava fazer um post especial em homenagem à O Boticário que foi patrocinador desta temporada de Verão 2013 aqui no blog. Eu torço muito para que o futuro do relacionamento entre blogs e marcas siga o caminho da experiência que tive com a marca, que foi além dos produtos (que mesmo sem precisar eu falo: são incríveis!) e fez com que eu mudasse um pouco a minha visão de mundo, me fazendo pensar e olhar as coisas de um jeito diferente. Primeiro no Fashion Rio com as sensações de Nativa SPA e agora no SPFW com a beleza de Make B.
Na manhã de palestras do WGSN, O Boticário patrocinou uma palestra incrível sobre como a moda nos conecta com a nossa essência humana. Através dela nós podemos encontrar a nossa identidade e até equilibrar os nossos sentimentos com o mundo externo. Como naqueles dias que você está se sentindo poderosa e capricha num salto. Repara só se nos dias de TPM você não se veste de forma mais sóbria… E se quando você leva um pé-na-bunda e resolve comprar roupas novas para ajudar a dar a volta por cima? A necessidade de ser belo é inerente ao ser humano, se sentir bem e querer estar sempre bonita é algo visceral, quase como comer ou dormir. Faz parte da nossa natureza humana! E o belo muda de acordo com seu contexto social. O que é belo para mim pode não ser para uma princesa árabe (e tudo bem!).
O Boticário entende isso tão bem que conta com a consultoria do Fernando Torquatto desde a criação de Make B. Lá no papo que tivemos no QG F*Hits ele explicou sobre o seu processo criativo, onde ele vai para as principais feiras de cosméticos do mundo, mas que no final da viagem ele se tranca num quarto de hotel com todos os lançamentos e tendências e começa a estudar o que vai funcionar melhor para as mulheres brasileiras. Porque do lado de cá do Equador a gente quer uma maquiagem alegre, colorida, mas ainda sim leve, que pareça o mais natural possível. Maquiagem que funciona de Manaus à Porto Alegre — tanto em gosto (já que a amazonense e a gaúcha tem referências de beleza diferentes) quanto em textura, qualidade e acabamento. Dá para perceber bem isso na coleção de verão Miami Sunset cheia de cores (que eu mostrei no facebook!) em sombras, batons e esmaltes, com pigmentação mais suave, bem vida real (e que tem batom matte e macio, iluminador em gel e fixador de maquiagem!).
Muito obrigada por me proporcionar tantas experiências incríveis, O Boticário. Se eu já era fã desde os tempos que usava Ma Chérie (!!!) fiquei mais ainda ![]()
Vou confessar que a imagem austera da Tilda não me provoca identificação, mas é absolutamente impossível olhar um look seu e não tirar uma boa ideia — como a escolha e combinação de cores deste.
Tilda arrasa, agora como resistir ao Bill Murray no melhor estilo “Agustinho Carrara” vai à festa junina? #muitoamô
O Flamengo pode não andar muito bem nos campeonatos que está disputando (tchau, Libertadores!), mas está em alta: foi a estrela dos primeiros episódios de Avenida Brasil (o quão essa novela é maravilhosa?) e suas cores, o clássico vermelho e preto, são tendência nas ruas e, principalmente, nas passarelas de inverno que chegarão no final do ano às lojas.
Torci para o Flamengo durante toda a adolescência. Como sempre fui da turma dos meninos, lá pelos meus 15 anos acompanhei campeonato e sabia o nome de todos os jogadores, apesar de nunca ter ido a um jogo. Na primeira vez que pisei no Maracanã me apaixonei pelo Fluminense, mas continuo simpatizando com a maior torcida do Brasil. Mas simpatizar, não quer dizer conseguir usar vermelho e preto juntos num look. Até agora, né? É isso que mais me fascina na moda, seu poder de quebrar (pre)conceitos e mudar de opinião. Foi assim, inclusive, que o clube ganhou as cores que o consagraram hoje — quando o Flamengo foi fundado suas cores eram azul e amarelo e poucos anos depois eles resolveram adotar o vermelho e preto que chamava mais atenção em campo.

O preto com vermelho tem este poder mesmo. Impossível passar despercebida usando essas cores. Justamente por isso vale ficar atenta à teoria do contraste (falei um pouco sobre ela aqui neste post): Meninas com cor da pele muito parecida com a cor do cabelo, ou seja com baixo contraste, podem sumir dentro da roupa (olha o exemplo das loirinhas nas fotos de passarela). Meninas de cabelos escuros já não tem este problema, capriche no batom vermelho e vá causar por aí ;)
*e não é que mais de um mês depois da publicação deste post algumas notas do hino do Flamengo tocaram aos 6m19s da apresentação da coleção Cruise (Resort) da Chanel 12/13? Vi no blog da Farm.
São Pedro demostrou que sabe fazer um verão com todo o calor que tem direito agora em Fevereiro (depois daquele Dezembro e Janeiro incertos). Só que, enquanto a meteorologia resolve cumprir o esperado para o período, eu estou com destino programado para a neve, justamente durante o carnaval. Lamúrias de uma carioca a parte, fiquei matutando esta semana como seria adaptar meu estilo (expansivo, colorido, estampado, Porcina meets Regina Casé) para os looks apropriados para o inverno mais rigoroso da Europa nas última décadas.
E não é que, nos bons blogs de streetstyle, encontrei várioas pessoas na mesma vibração que eu? Looks color blocking (que — surpreenda-se! — nem curto tanto assim), quase monocromáticos (amo!), com a peça principal coloridona e, claro, mix incríveis de estampas e texturas. Tudo que tinha vontade de usar por lá, mas só pensava em referências cinzas e caretas.
Mesmo que neste momento você esteja presenciando um daqueles ápices de verão tropical vale tirar uma lição destes looks: Olha como é possível fugir do óbvio com um pouquinho de criatividade e boa vontade. Não fica muito mais divertido curtir o inverno (e sair nas fotos de viagem) assim?
Desde que li numa entrevista de Ale Farah para Jana Rosa que “edição é a nova informação” não penso em outra coisa. Então, ao invés de fazer uma listagem de “tendências” apresentadas, resolvi dissertar sobre a aplicação das minhas favoritas na vida.
Vermelho é cor-tendência anunciada há tempos. Mas neste próximo inverno ele promete tomar de vez o lugar do rosa tanto nas roupas quanto nas bocas (e promete até nos olhos!). O mais interessante é que nas passarelas o vermelho aparece como visual completo em coordenações de duas ou três peças (lembra da Penelope Cruz na premiere de Abraços Partidos?) e nos lábios!
Esta tendência foi anunciada pela Costanza Pascolato aqui no Modices, na edição de verão 2011 da SPFW, lembra? O branco no inverno tem um ar futurista e aparece nas passarelas nas mais diversas texturas como as dos tecidos tecnológicos, jeans e pêlos. É divertido ver que o branco também começa a aparecer nos sapatos e se alguém jurava que bota branca era o que existia de mais cafona vai precisar rever seus conceitos. A Osklen e o Reinaldo Lourenço fizeram modelos lindos!
Amarelo é uma cor difícil. Vira temporada, passa temporada e sempre tem alguém dizendo que amarelo vai ser a cor da estação. Mas nunca é, não sabemos se por causa dos consumidores ou por conta dos lojinhas que tem medo de produzir grandes quantidades de peças desta cor e encalhar. É lindo como o amarelo acende produções de cores neutras sem causar um grande contraste. Funciona realmente como um ponto de luz.
Azul é uma cor simpática. Talvez por ser a cor do jeans ele funciona como uma espécie de “neutro” da moda. Veja só como um visual completamente azul não causa tanto choque ao olhar. É uma cor que funciona muito bem sozinha sem precisar de grandes doses de ousadia para encará-la num look monocromático.
Só as moderninhas vão “comprar” esta ideia. Desde o verão retrasado começaram a aparecer vestidos com recortes horizontais que davam a impressão de serem saia e blusa, enquanto na verdade eram uma peça só. O recorte vertical é interessante principalmente pelo fator emagrecedor desta linha vertical no centro do corpo. O modelo da Giulia Borges é um bom exemplo disso

Uma determinada década influencia não só no estilo mas, também, na forma de usar a moda. Este é o caso deste jogo de proporções (estranhas?) de tops (partes de cima) compridos, chegando no quadril, com bottoms (partes de baixo) com comprimentos entre o midi e o longo. Na montagem abaixo (de transparências) tem mais um exemplo interessante deste comprido + comprido com o look da Andrea Marques com blusa e calça.
São muito boas as propostas de transparência nada óbvia que foram desfiladas. Se as peças estão tapando boa parte do corpo, nada mais natural que a sensualidade aflore de outras formas. Claro que a gente torce para que não apareça ninguém com a calcinha à mostra como no look da Fernanda Yamamoto, mas legal ver as “2 peças”, lingeries maiores que lembram as usadas nos anos 50, estão sendo propostas para substituir o “forro”. É ousado, sexy, mas não adianta: não dá para ir num evento mais formal, ou passear no saara com um modelito desses. Mas ele é ótimo para causar em festas.
Acompanhando os desfiles internacionais de Nova Iorque, Milão, Paris e Londres de verão 2011 (deles, correspondente ao nosso verão 2012), notamos que, como vem acontecendo há algumas temporadas, diversos estilistas tiveram referências do minimalismo em suas coleções. E marcas conhecidas por sempre apresentar esse tema, como Chloé, Céline e Stella McCartney não mudaram de rota.
A tendência também apareceu nos desfiles da última SPFW, e Costanza Pascolato afirmou que “minimalismo também é ausência de cor” e apostou no branco como cor chave corrente. Mas essa moda limpa e simples, que preza a sofisticação dos materiais e um bom caimento das peças, ganhou um elemento-surpresa: cores vibrantes. Um jato de tinta em tons de rosa, vermelho, azul e amarelo coloriu com muita intensidade as passarelas de Martin Margiela, Miu Miu, Max Mara, Jil Sander e Calvin Klein.
Cores fortes no minimalismo desfilado nas semanas de moda internacionais (fotos: reprodução)
As celebridades já começaram a seguir essa nova “cara” do minimalismo. A modelo Elettra Wiedemann e a atriz Gwyneth Paltrow se renderam ao laranja. Já (a eterna Gilmore Girl) Alexis Bledel, a modelo Dree Hemingway e a musa Diane Kruger usaram do vermelho como novo trunfo minimal.É a elegância á toda prova.
Cores fortes e formas simples usadas por celebridades mundo afora (fotos: reprodução)
Para usar a tendência afim de dar uma atualizada no visual não é necessário usar um conjuntinho amarelo-gema (no Max Mara acima) ou peças em formas arquitetônicas (no Martin Margiela pink acima). As musas dos blog de street style gringos mostram como adaptar as informações da passarela para a vida real, usando toda a sua criativade em coordenações de cores inusitadas e abusando de outra característica do minimalismo: a alfaiataria.
Minimalismo nas ruas do hemisfério Norte (fotos: reprodução)
Tal alfaiataria que entra em sintonia com o verão, ganhando leveza em tecidos naturais como o algodão e o linho e coordenações como tons terrosos + vermelho ardente e o look (quase monocromático) de tons “empoeirados” de rosa seco + salmão + violeta.O tubinho também vem menos óbvio, na versão de couro em tom de vermelho vibrante. Mil e uma possibilidades para quem deseja seguir o “menos é mais”.