Tudo sobre daniel hernandez
As máscaras nos olhos das modelos confirma o ar de mistério que a Huis Clos quis imprimir em sua coleção de inverno. A estilista Sara Kawasaki criou as peças inspiradas na personalidade feminina e seu costume de revelar e esconder emoções e segredos.
O resultado concreto foram peças com design inspirado em roupas esportivas em tecidos sofisticados, com mistura de texturas que escondiam e revelavam (presença forte de transparências). Nesse mix entraram lã, lamê, malha, renda, pelos sintéticos e aplicações de penas. A cartela com cores escuras completam a proposta da marca, quase toda preta e cinza.
A silhueta é reta, com quadril deslocado para baixo e com volume na parte de cima do corpo. Nos pés, ankle boots com inspiração em coturnos, com salto alto e um pouco de plataforma.
Fotos: Rômulo Soares
Mesmo escondidos por trás das máscaras, os olhos foram o destaque da beleza criada por Daniel Hernandez. O maquiador usou sombra preta em creme do canto interno até o fim do contorno dos olhos, indo além do côncavo. “A sombra em creme não deixa o olho muito preto, dá um aspecto mais translúcido, transparente. Fica mais leve e elegante”, explica Daniel. No rosto, apenas base leve e corretivo no lugar de batom para apagar a boca. Os cabelos foram presos em rabo baixo, como se as próprias modelos tivessem feito o penteado.
A coleção de inverno da Cori, assinada por Giselle Nasser e Andrea Ribeiro, trouxe a obra do arquiteto americano Frank Lloyd Wright como referência, mas sem cair no clichê dos looks rígidos e teatrais que algumas coleções “arquitetônicas” podem ter. Como uma das construções mais famosas do arquiteto, a casa Fallingwater, algumas peças vinham em camadas assimétricas, dando mais graça à alfaiataria clássica.
De seus famosos vitrais com desenhos geométrico (bem no clima art déco), saíram aplicações de veludo (e outros tecidos) sobre organza transparente, funcionando como estamparia. A cartela de cores também fez referência a Wright, que costumava usar tons de vermelho, laranja e amarelo em seus prédios, além das cores de cimento e madeira (marrom, bege e cinza). Aliás, esse segundo material, muito valorizado pelo arquiteto, também está na sola dos escarpins de bico redondo e botas de cano médio com fivelas que arrematavam os looks.
Para os cabelos, coque na altura das orelhas com cabelo repartido ao meio (cabelos não são o grande destaque da próxima estação se formos nos guiar pelos desfiles, já perceberam né?). Para corrigir a pele, base Face & Body e pó translúcido da Mac. Como iluminador (têmporas, ossinho do nariz e queixo) e como sombra, gloss transparente. Mas o destaque da beleza da Cori, assinada por Daniel Hernandez, fica por conta da boca vermelho alaranjada, segundo os tons da coleção.
Fotos: Charles Naseh para Chic
Fotos: Divulgação
Cada vez mais distante da malharia que marcou seu trabalho no início, Juliana Jabour fugiu também do monopólio dos curtos volumosos (combo vestidinho + ankle boot tinha virado marca registrada de suas coleções), e mostrou uma coleção de inverno ampla e fluida, com a maioria dos looks longos (veja os lindos croquis em 3D da coleção aqui).
Alinhada com o caminho mais senhoril que a moda está tomando (mas nem por isso antiquado), a estilista propôs saias longas e jogos de proporções que quebram suas regras clássicas, como blusas e casacos largos e compridos com saias do mesmo jeito, e casacos mais curtos por cima, etc. As estampas também tinham uma cara de “vovó”, como o floral vintage. A cartela de cores também veio sóbria, com neutros (cinza, preto, camelo, marrom) e um bonito tom grená.
Nos pés, ankle boots com releituras de oxfords e de coturnos mais delicados, em couro liso ou camurça. Bolsas pequenas, à tiracolo ou para segurar na mão, lembravam peças de brechó: estruturadas ou em saco, com franjas.
Fotos: Charles Naseh para Chic
A beleza foi criada por Daniel Hernandez, com coque no alto e afofado (como se usava na década de 10 do século passado) , com alguns fios desfiados para não ficar muito certinho. Na maquiagem, pele opaca, com sombra laranja saindo das pálpebras e indo em direção à raiz do cabelo. Para marcar o contorno do rosto, blush amarronzado indo também até a raiz do cabelo e um rosado acima. Na boca, batom vinho com gloss transparente.
Tranças são hits em todas as estações e amigas na hora de disfarçar o bad hair day. Das comuns às escamas de peixe, elas dão o ar da graça nas passarelas e nas ruas ajudando a levantar a produção. Agora, com a Ghetz, a gente aprendeu mais um estilo: trança com nós e elásticos. São práticas, rápidas de fazer e podem aumentar o seu acervo de penteados em dias de poucos recursos.

Para fazer basta umedecer os cabelos com água e intercalar nós e elásticos até formar uma trança. Veja o vídeo onde Daniel Hernandez preparou o penteado momentos antes do desfile da Ghetz:
A marca Ghetz estreou no SPFW com coleção assinada pelo estilista Lucas Nascimento, que acabou de apresentar sua própria no Fashion Rio (leia o post aqui). Ele trouxe para a marca, que tem como forte a malharia, suas técnicas inovadoras de tricô. “Fico muito empolgado com essa parceria, porque é uma empresa grande que investe e valoriza o design, a criação”, afirma Lucas.
Para essa coleção de estreia, ele se inspirou no artista plástico Bruce Ingram, em seus trabalhos de colagem e esculturas que mistura formas geométricas e orgânicas. Ingram criou um trabalho em 3D especialmente para a marca, que foi “transformado” no tricô de jacquard que foi usado em casacos, tops e vestidos. A estampa orgânica também remete ao artista (não lembra sua escultura com cristal bruto?).
Em matéria de formas, a maioria era quadrada e com destaque para os ombros, mas, como explica o estilista, com movimento. “Desenvolvemos fibras especiais, que misturam fios sintéticos com naturais, que deixam as peças mais rígidas, mas sem perder movimento. Além do jacquard, tem plissados, pregas para criar volumes e esse movimento”, explica Lucas. A cartela de cores tem variações das cores primárias como royal, vermelho, amarelo, e neutros como cinza, preto e bege.
As sandálias foram desenvolvidas pela Schutz. De tiras largas trespassadas, vêm em versão rasteira e anabela, com a mesma estampa das peças (e são usadas com meias coloridas, como vimos algumas marcas no Fashion Rio).
A beleza foi assinada por Daniel Hernandez. Nos cabelos frizados, a trança que ensinamos fazer aqui. No make, destaque para a boca vermelha sangue (Ruby Woo, da Mac), em contraponto com a naturalidade do resto do look.
Fotos: Divulgação
Beleza sofisticada e minimalista é a pedida para maquiagem e cabelo no desfile da grife Tufi Duek, o segundo deste primeiro dia de SPFW. A principal preocupação de Daniel Hernandez, que assina a beleza, foi deixar as modelos ainda mais bonitas.
Daniel pensou em um cabelo bem simples, para não chamar mais atenção que os looks: coque baixo, com o cabelo dividido ao meio e bem puxado para trás, com um pouco de gel.

No rosto, pele bem feita com uma base com efeito mate (opaco). O destaque são os pontos que iluminam bem o rosto: o centro das têmporas (na bochecha, logo abaixo dos olhos), o ossinho do nariz, o centro do queixo e na boca, por cima do batom. Para conseguir o efeito, o maquiador usou um produto da Nars, Multiple (pode ser iluminador, sombra, batom, etc), na cor Copacabana.
Os olhos foram marcados com sombra preta bem rente aos cílios superiores e inferiores (que também estavam com muita máscara), um pouco esfumaçada embaixo. Nas bochechas, um pouco de blush rosado claro.

Na boca, Daniel misturou dois batons da Mac em tons cor de boca, Cherish e Myth, além de, como já contamos, o iluminador, bem no centro da boca. Para o beauty artist, o tom nude continua no inverno – mas também acredita na força do batom vinho. E ai, qual você prefere?
Neste calor de quase 40 graus, manter a maquiagem intacta, principalmente se o clima é úmido, como no Rio. Basta sair de casa para a pele já ficar oleosa e todo o make que você passou um tempinho preparando derreter. Além disso, a mistura de mais oleosidade e muita maquiagem pode obstruir os poros e provocar cravos e acne.
Por isso, o Modices aproveitou a semana de moda para perguntar aos top-maquiadores entre um desfile e outro truques para segurar o make. E ainda selecionou algumas sugestões de produtos. Anotem aí!

Max Webber
“Uma pele bem hidratada fica mais bonita, então aconselho a beber muita água e a usar um bom hidratante. Para a maquiagem, acho que um corretivo mais consistente esconde as imperfeições que precisam de disfarce e só. Se passar base, corretivo e pó, vai pesar e sair com a oleosidade.”
Ricardo dos Anjos
“Num calor desses, quanto menos maquiagem e mais filtro solar, melhor. O importante é proteger a pele.”
Daniel Hernandez
“Minha dica são os primers, que ajudam a manter a pele mais seca e aumenta a durabilidade da maquiagem.”
Lau Neves
“Em lugares quentes e úmidos, não dá pra ficar usando muita maquiagem, escorre muito fácil, por isso o segredo é retocar sempre. Aconselho a escolherem produtos oil free, para não pior o excesso de oleosidade. E também o uso de algum primer.”
Fernando Torquatto
“Antes de se maquiar, é preciso limpar e tonificar a pele. Depois aplicar um primer, para ajudar na fixação, e uma base líquida bem leve. E também levar sempre lencinhos para tirar oleosidade, mas que não removem a maquiagem.”
Robert Estevão
“Minha dica é rezar! Quando está muito quente, nada segura.”
01. Magix Base Cashmere, FPS 10 - Avon – R$40 02. Fluido Matificante para o Rosto (pode aplicar antes ou depois da maquaigem) – Contém 1g – R$31,00 03. Água termal – Vichy – R$ 24,90 04. Lenço matificante – Contém 1g – R$9,00 05. Anthelios XL Fluide Extreme, FPS 60 com cor - La Roche-Posay– R$ 68,90 06. Primer facial – Contém 1g - R$92,00 07. Normaderm Teint – Vichy– R$ 69,90 08. Pó fixador Dermablend -Vichy – R$ 104,90 09. Magix Creme Disfarce para Poros e Linhas Finas, FPS 20 - Avon - R$38 10. Base Líquida Oil Free, FPS 15 - Mac – R$120 11. Toleriane Base – La Roche-Posay – R$ 94,30 12. Pro Longwear SPF 10 Foundation – Mac – R$ 139,00