Tudo sobre fernanda yamamoto
FH por Fause Haten: Nada de passarela e modelos, Fause mostrou sua coleção em um teatro, num tablado com marionetes! Assim, ele levou do seu jeito as modelos que sempre quis desfilando seus vestidos (Gisele Bündchen, Aline Weber, Alícia Kuczman, Kate Moss, Carol Trentini, Raquel Zimmermann e outras) e apresentou o “Maravilhoso Mundo do Dr. F”. Nesse mundinho as moças escutam música clássica e são princesas ou sereias, andam com flores bordadas em seus vestidos, ou com caudas e muitas camadas de tules e babadas (muitas camadas mesmo!). A maioria dos tops dos vestidos era de bustiê e tudo tinha brilho e um pouquinho de transparência. Ao final, as cortinas do Teatro se abriram e mostraram os vestidos em tamanho real (com um show de Maria Rita – a marionete).
Fernanda Yamamoto: Donas de casa dos anos 60 meio futuristas. Dá para imaginar essa personagem? Fernanda não só imaginou como colocou na passarela! Perucas coloridas, oxfords com transparências, barrigas de fora, alfaiataria, tecidos plastificados, fendas, transparências, casacos e brilhos mostravam que estávamos em 2013 (focados em 2014), enquanto os chapéus, bordados, poás, quadradinhos (dos ladrilhos hidráulicos das cozinhas), estampas com florais de toalha de mesa, saia lápis e as cores nos relembravam a década. A trilha é calma, serena, com um pouco da Nancy Sinatra e techno (dá pra imaginar de novo?).
Água de Coco: Como mostrar as diversas riquezas brasileiras sem cair no clichê? Focando em tudo que é lindo – isso não cansa nunca! Fauna, flora, minerais e o nosso trabalho foi homenageado pela marca, que ainda abriu o desfile com Carol Trentini grávida de cinco meses e de barriga de fora (grávidas podem ficar lindas de biquíni por mais que a gente mal veja a da Carol). Os jardins de Burle Marx, o artesanato e as tramas dos irmãos Campana (que são os responsáveis pelo cenário dessa SPFW), as frutas tropicais (maracujá, manga, caju e banana), as aves brasileiras (arara azul e amarela, tucano e tuiuiú) e nossas pedras preciosas (citrinos e ametistas) estamparam biquínis de todos os tipos: de cintura alta, comportados, com calcinhas bem pequenas ou maiores. Os maiôs e saídas de banho (que mais pareciam roupas de festa) eram estampados e faziam par perfeito com os brincões (de argolas e penas) e os mega braceletes.
Neon: Brasil com Índia e China dá no quê? Na coleção da Neon! Sempre com aquela estética maravilhosa que vemos nos desfiles: muitas cores e acessórios extravagantes. Dessa vez foram os brincos. De tendência vimos a barriga de fora (mas sem deixar o umbigo aparecer) e os grafismos. Teve até estampa tribal! Ao fundo tocou rock e hip hop, uma mistura interessante.
Triton: A Carla já falou sobre o seu amor pela coleção, principalmente as referências: Califórnia, hippies, clubbers e o misticismo. “The Mistic Road” (nome da coleção) traz muitas cores (em neon!), casacos oversized, sapatos holográficos, bolsinhas triangulares, muitas pulseiras (bem coisa de clubber), estampa digital que imita tia-dye e até um toque tropical e tribal. É uma coleção muito desejável, que remete a uma viagem energizante não só territorial, mas da mente e da alma.
Pedro Lourenço: O menino prodígio da moda brasileira que com 12 anos já assinava sua primeira coleção na SPFW (para Carlota Joakina, segunda marca da mãe Gloria Coelho) e aos 20 retorna fazendo uma verdadeira apresentação, já que Pedro Lourenço fez questão de estar no “palco” descrevendo e contando a história por trás de cada peça, revelando curiosidades como os ajustes que tem feito em suas coleções para atender as demandas dos compradores internacionais. Quanto às peças em si, as formas geométricas característica do trabalho de Pedro nas coleções apresentadas em Paris se fazem presentes junto com as estampas tropicais inspiradas no trabalho de Lelli Orleans e Bragança.
Fernanda Yamamoto – Apesar de ter peças com estampa da gatinha japonesa Hello Kitty a coleção foi toda trabalhada em tons terrososos, contando até com folhas de árvore ornando as cabeças de algumas modelos. Os recortes de tecido que tem sido vista em quase todas as coleções aparece feito de forma orgânica, mais fluida. Interessante.
Amapô - O desfile de Carô e Pitty começou a ser aplaudido quando o brilhante painel tropical foi revelado. Com um Bob Marley gostoso vimos uma explosão de cores, recortes inusitados, desconstrução das formas, babados e muitas peças que dá vontade de ver como serão desdobradas para a linha comercial da marca (que vende online aqui).
André Lima – O estilista paraense especializado em vestidos de festa trouxe uma nova proposta para sua coleção, as calças de festa (remetendo aquela vontade de ternos). Além disso muitas fendas, metalizados, e referências aos quimonos japoneses.
Ronaldo Fraga - Usando sempre referências do Brasil para contar a história de suas coleções, Ronaldo, neste verão,olhou para o Rio de Janeiro de 80 anos atrás. O Rio de Janeiro do samba, dos grandes bailes de Carnaval, cantado por Noel Rosa. Golas de marinheiro, plissados, poás, estampas de pierrot todas em preto e branco como as imagens da época. Uma delícia de encerramento para esta temporada de moda.
Para sua coleção de inverno, Fernanda Yamamoto se inspirou no círculo – a primeira forma geométrica percebida pelos homens e pelo fato de ter um traço contínuo, sem começou ou fim. Além de usar o círculo de um jeito mais literal, a estilista explorou formas, volumes (mais pesado em cima, mais leve embaixo) e recortes arredondados.
A característica da renovação desta forma geométrica serviu como referência para desenvolvimento de novos tecidos e texturas. Fernanda e sua equipe criaram uma espécie de gaze, com introdução de fibras de seda e lã como se fosse feltro (fibras compactadas, não são tecidas em tramas). Outro tecido que cria uma textura interessante é o que usa uma técnica chamada washi-ê, que mistura fibras de tecido com papel com linhas de algodão ou lã. O resultado lembra a forma mais artesanal de fazer papel reciclado (papel picado molhado com cola sobre uma peneira, sabem?).
As cores vivas para contrapor os onipresentes preto e cinza das coleções de inverno, como o verde limão e amarelo ovo; e também branco, azul claro e vermelho escuro. Nos pés, sapatilhas de tela sem salto e com bico quadrado criados pela marca Ciao Mao. Para fechar os acessórios, pulseiras de ampulheta completam o conceito de ciclos, desenvolvidas por Rosely Kasumi.
Para a beleza, Marcos Costa criou um arranjo escultural de cabeça, amparado por um coque. “Quando soube que Fernanda iria se inspirar no círculo, criei peças circulares de acrílico transparentes e roxas, que foram expostas ao calor para ganharem essas formas orgânicas”, explica. Na maquiagem bem forte, Marcos misturou cores frias e quentes. Nos olhos, lápis kajal preto misturado com batom Vinho nº01, ambos da linha Una, da Natura (tons frios). E nos lábios, batom Coral nº02, da mesma marca (tom quente).
Não se fala em outra coisa se não as tendências que as semanas de moda apresentaram. Nas passarelas vimos o uso de cores como o laranja (tanto em roupas como em maquiagens!), que é a aposta de marcas como Fernanda Yamamoto, Isabela Capeto, Alexandre Herchcovitch (masculino), TNG e Melk-Zda.
Você sabia que as roupas íntimas, assim como os acessórios, seguem as tendências? Pois é, a marca de lingeries, Duloren, entrou na onda alaranjada e tratou de lançar em sua nova coleção, Décore Fetiche, um conjuntinho com a cor do verão 2011, feito com renda cinza e lycra laranja.
Fotos: Divulgaçao
Para ficar fashionista até com a roupa de baixo.
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