Tudo sobre inverno
#promoModices
Lembra que nós já apresentamos a coleção de inverno 2013 da Dress To, que tem como tema Festa na Floresta?! Pois agora eles desdobraram essa história e criaram a segunda coleção cápsula da estação, a Semente. Parece que essa festa rolou numa tribo indígena!
Primeiro vamos entender esse conceito de coleção cápsula: são mini lançamentos com peças temáticas (sempre ligadas com a coleção principal) com edições limitadas e breves – em poucas semanas evaporam das araras. Tudo começou na coleção passada (verão 2013), fez sucesso e continuou nessa, mas não há um número certo de cápsulas por coleção.
Dessa vez o que se destaca mais é o tribal, inspirado nas pinturas e artesanatos indígenas (inclusive, a linha de acessórios foi desenvolvida na Bahia com Índios Pataxós). As sementes se transformaram em canutilhos, miçangas e pedrarias, enfeitando blusinhas e saias, adicionando riqueza às peças (e lembrando o quanto a cultura indígena é rica!). As estampas também homenageiam nossas tribos, como a Kayapó e a Tupi – ambas lindas.
E além das duas tendências principais (bordados e tribal), tem o mix de estampas, o shortinho detonado, a botinha (amei essa de zebra!) e as peças texturizadas. Quem também ficou afim de fazer uma versão dessa maquiagem?!
_A coleção Semente está a venda em todas as lojas Dress To
do Brasil, suas franquias e na loja online.
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Sabe aquela marca que você conhece de revistas e redes sociais e quando conhece ao vivo ela é ainda mais incrível? Foi assim com a Thelure, marca paulistana que conheci no final do ano passado. Era o lançamento da linha de festas e vi araras eram repletas de peças desejo — até de tendências mais moderninhas que eu só esperava encontrar nas lojas daqui no próximo verão. Adorei o que vi e saí de lá com uma blusa (de estampas de tomates e berinjelas!) e uma saia vermelha de tecido estruturadinho que acabei usando muito mais do que eu imaginava (tem foto do look nesse post aqui).
Aí veio a coleção de inverno com uma pegada mais “rock princess” e com peças cheias de texturas (veludos, tweeds, metalizados e bordados), shapes com cintura no lugar, suéteres fofos, muito P&B, jaquetinhas acinturadas, matelassê e franjas
Eu estava doida pelo Velho Oeste faz tempo (lembra?), mas como sou muito urbana, ainda não tinha achado nada com a dose certa da tendência… até ver essa versão da camisa da Thelure (tem em azul marinho também!). Juntei a ela essa saia vermelha (de novo!) com mini-franjas que é uma graça e as meninas que estavam na loja adoraram o look. Na hora lembrei do meu sapato cinza Miezko com o detalhe da ponta (novas versões do cap toe) num arabesco meio western e aí (em cima) está o look.
A Thelure tem lojas em São Paulo (JK e Iguatemi), Ribeirão Preto e Campo Grande (MS), no Rio de Janeiro dá pra encontrar as peças na Nag Nag (em Ipanema) e elas tem uma loja online super caprichada (com as instruções de uso e lavagem detalhadíssimas nas peças).
#promoModices
Desde Novembro passado, quando fui conhecer a fábrica da Dress to, eu aguardo ansiosamente o lançamento dessa coleção de inverno. Foi amor à primeira vista aquelas peças com cores de filme de fantasia, cheio de texturas, brilhos e estampas. Aquele tipo de coleção que me encanta por me fazer viajar e fazer associações a várias histórias guardadinhas lá no fundo da memória. Como escreveu Monica Waldvogel no blog da minha querida Consuelo : “um vestido é um cenário completo e também o protagonista de um enredo, a habitar a silenciosa espera da passagem da virtualidade para a vida real.”
E a “festa na floresta” da Dress to é bem assim: peças-desejo e clássicos [conjuntinhos, plissados, recortes nas costas, camisas jeans, cardigans, saia longa, calça cigarrete e bermudinhas], cores interessantes [vermelho joaninha, de verde esmeralda à verde musgo (que também pode ser militar), azul noite e prata (do reflexo da lua)], texturas que enriquecem as peças [pele (fake!), veludo, seda, tricô, matelassê e resinado (essa textura meio plastificada)] e muitos brilhos [lurex, metalizados, furta-cor, tachas e pedrarias]. É cheia de tendências, mas com aquele algo a mais…
A coleção já chegou nas lojas de todo o Brasil (são mais de 70 lojas nas 5 regiões!) e na Dress to Shop — para alegria de quem ainda não tem uma loja perto de casa (tipo eu aqui em São Paulo!)
Dá uma olhada nas peças que selecionei:
cardigan cobra (aqui), vestido princesa (aqui), saia plissada (aqui), vestido est. paête (aqui), vestido azul (aqui), short alfaiataria (aqui), camisa recorte costas (aqui), camisa oncinha (aqui), bolsinha preta (aqui), calça cobra (aqui), calça cós duplo (aqui)
Ah! E a partir de amanhã, a cada 15 dias vai ter post meu no blog da Dress to — já salva nos favoritos
Pra saber quais as tendências de inverno que mais circula pelos corredores do Fashion Rio é só apertar o play
Lá no iniciozinho do ano a Carmen Steffens fez uma apresentação da coleção de inverno com algumas blogueiras lá em São Paulo, com direito a bate-papo com o (divo) Max Weber e bolsa para laptop personalizada (obrigadíssima!!!). Como a coleção só iria chegar as lojas mais de um mês depois preferi esperar para postar no lançamento da coleção. Esqueci. Mas aí este fim de semana, organizando o Lightroom, achei as fotos e acho que mesmo que não tenha mais estas peças nas lojas (tipo essa sandália azul maravilhosa
) a coleção continua valendo o post porque me surpreendeu.
Explico: Eu tinha um baita preconceito com a Carmen Steffens. Torcia o nariz quando alguma cliente minha falava da marca (lá nos meus velhos tempos de stylist) sem nem pisar na loja. Um dia, porém, eu entrei e achamos uma rasteira linda lá (azulzinha com detalhes dourados que era elogiada em todo lugar que a cliente usava) e abaixei a guarda. Pouco tempo se passou e a marca (mostrando ser bem esperta) começou a patrocinar alguns dos meus blogs favoritos e comecei a conhecer mais das coleções e mesmo assim, quando cheguei na loja da Oscar Freire me surpreendi. Acho que a Carmen Steffens foi esperta em não só em se posicionar bem, mas também em receber e usar bem a informação que vem da internet. Adorei ver peças com a logo mais discreta (pessoalmente não gosto de marca grande nas peças) e dos modelos mais descolados (como a sandália azul bafo, a bolsa de franjas + zebra + turquesa + viés burgundy e o oxford pied-de-poule que não entrou pq não tirei foto boa) junto com os produtos “clássicos” da marca.
Taí uma lição que várias marcas poderiam aprender… dá pra conquistar novos públicos, agradar mais gente sem deixar suas clientes fieis e apaixonadas, carentes.
A instalibidade do clima nesta primavera carioca me deixa a vontade para trazer à tona assuntos invernosos como a proliferação do veludo (molhado) em capas e blogs do lado de cima do Equador.
Saber de onde exatamente surgiu uma certa tendência é bem difícil mas, no caso do veludo, acredito que o marco foi a coleção Resort 2011 da Chanel, quando Karl Largefeld se inspirou na cultura bizantina do século 15 (e misturou com os anos 60 londrinos). Pronto, depois deste desfile (lindíssimo!) outros estilistas apresentaram looks com o tecido medieval nos desfiles de inverno 2012.
O veludo é um dos tecidos mais antigos do mundo, criado no Oriente e popularizado a Europa, lá do início do século 13 — que era também o comecinho da Idade Média. No século 15, o rei inglês Henry IV proibiu pessoas que não fossem nobres de usar o tecido. Assim o veludo manteve, através dos séculos, uma imagem de riqueza e sofisticação. Mas no século 20, mais precisamente na década de 70, o movimento de contracultura queria subverter e, assim como o paisley, o veludo se popularizou.
Em 2011 o veludo aparece em casacos, vestidos, partes de baixo (os bottons) como saias e calças, e acessórios, principalmente nos slippers — sapatos que eram usados no quarto por homens elegantes (olha de novo a nobreza aí!) e que se proliferaram nas lojas do hemisfério norte nesta estação, das grandes marcas às fast fashions.
Numa rápida pesquisa informal entre amigas constatei que é popular no Brasil a ideia de que o veludo é coisa cafona. Concorda? Faz ideia qual fato originou tal conceito no imaginário coletivo? Suspeito que tenha sido alguma personagem de novela!
A Mac é uma das patrocinadoras da London Fashion Week, só que por lá as coisas são bem diferentes e os patrocinadores não tem grandes lounges como nas semanas de moda daqui. Acabei entrando (junto com a Thereza, claro) numa salinha com os expositores e maquiadores da Mac e uma simpática mocinha disse que não poderíamos tirar foto (nem ficar por ali) mas nos encheu de releases e deixou a gente bisbilhotar os expositores com a coleção que ia ser lançada por lá, a Mac me over!
Esta semana foi o lançamento desta coleção aqui nas lojas do Rio — e tá chegando no Brasil inteiro — e a assessoria da marca me convidou para entrar no clima e passar por uma transformação, um “makeover”, com os produtos novos cuja campanha foi feita com clientes que mandaram fotos e vídeos contando porque queriam ser transformadas pela MAC. Louca que fiquei pelos batons escuros e sombras metalizadas da coleção que conheci por acidente topei fazer o “Mac me over!“.
Minha transformação foi feita pelo Fernando, artista da loja do Leblon. Cheguei falando que topava qualquer coisa (sou facinha facinha com maquiador e cabeleireiro) e assim ele optou por um look mais conceitual — acho que era a única coisa que eu ainda não tinha “usado” no quesito maquiagem — com direito a sobrancelha de vilã (marcadona), cílios enormes e blush vermelho, bem dramático.
Adorei o visual “passarela” e já vou adotar o truque do blush na próxima Auslander Halloweeen Party. Mas sabe o que eu achei mais incrível? É que quando cheguei a loja estava cheia de clientes passando pelas transformações — com direito à cabeleireiro e foto que ia pro display com a logo da coleção. Tem marca que se preocupa tanto em falar com “formadoras de opinião” que esquece de quem faz o caixa girar. Ponto pra MAC