Tudo sobre metalizados

Os novos neutros, os sapatos metalizados

Rio de Janeiro,

 

Lembra daqui quando contei que teria mais novidades do Modices <3 Flats&Co? A que começa agora são os posts com as minhas tendências favoritas em acessórios. Começo então com os novos neutros, os sapatos metalizados!

De Marc Jacobs à Miu Miu não faltam marcas desfilando botinhas e sandálias em tons de prata e dourado, mas comecei a dar a devida atenção à tendência quando reparei que uma figura que se tornou cada vez mais constante nos meus blogs favoritos de streetstyle não tirava seus sapatos prateados do pé. Trata-se da Julia Sarr-Jamois, editora de moda da Wonderland Magazine, que se tornou a nova queridinha dos fotógrafos de semanas de moda e é a it girl do mês de Dezembro da Vogue América (ou seja, escolha da titia Anna Wintour).

Julia tem 24 anos, mora em Londres e conta que gosta de misturar coisas inesperadas. Eu mesma (ousada e “criativa” do jeito que sou) não pensaria em usar pele + branco + metalizado. Até mesmo uma calça com uma estampa tão marcante seguida de um sapato prateado. Acabei começando a testar as combinações no armário e vi que eram possíveis mais variações que minha imaginação supunha. Faça o teste!

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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Glam Rock e seu legado na moda

Rio de Janeiro,

O rock é marcado por fases que mudaram não só a história da música, mas da moda e da sociedade. Ali entre os Beatles, a febre do punk rock e a cultura hippie do Flower Power, surge um movimento pequeno, que verdade seja dita, influenciou bem mais do que produziu. O Glam Rock mudou a história do show business, criou novos estilos musicais e um novo gênero sexual na cara da sociedade.

O movimento surgiu na Inglaterra no final dos anos 60, pra ser mais exata, em 1967 com a formação da banda T-Rex, liderada pelo vocalista Marc Bolan pertencente ao movimento mod que nesse período já tinha perdido suas forças. Foi quando ele resolveu adotar um visual de brilhos, cores fortes, plumas, maquiagem e cabelos armados e longos. Também usou cartola muito, mas muito antes de Slash (do Guns n’ Roses). Em 1970 o glam rock já tinha criado suas raízes. Marc Bolan se tornou o maior ídolo do rock’n’roll inglês e os jovens começaram a copiar seu visual espalhafatoso. O mundo nunca tinha visto nada igual. Esse era o início de um novo movimento, o início também do que viriamos a conhecer como androginia (os sem genêro).


Enquanto isso, outro cantor, também inglês e ex-mod, conhecido de Marc que havia obtido um sucesso quase relevante na década de 60, quase caía no esquecimento. O nome dele era David Bowie e ele estava prestes a ser salvo pelo seus quase’s. Bowie era obstinado pela fama e em 1970 começa sua jornada pelo universo que o consagrou, o Glam Rock. Ele formou a banda The Hype, e lançou seu terceiro disco - “The Man Who Sold the World” (sim, daquela música que o Nirvana gravou) onde aparece na capa com cabelos longos e um vestido azul. Em 1972, já com o fim do The Hype, lançou o disco The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. Starman, primeira música divulgada do álbum, fez com que o Reino Unido focasse todos seus olhos em Bowie. O disco era a bíblia do Glam Rock — brilho, saltos plataformas, metalizados, maquiagem, cabelos coloridos, glitter, geometria e androginia. O clima é futurista, mas vem de outros planetas.
Nos shows, Bowie contava a história do marciano Ziggy, num clima quase teatral. Foi assim que o mundo conheceu os grandes espetáculos, onde os artistas usam e abusam de efeitos especiais, luzes, troca de roupa e elementos de palco. Nada disso existiria sem o Glam Rock.

Sim, minha gente. Não existiria os grandes shows do U2 ou Madonna, muito menos Lady Gaga.

Depois do T-Rex e Bowie, o Glam ganhou o mundo. Surgiram bandas como Roxy Music, a americana New York Dolls e no Brasil, o grande ícone do Glam – Secos & Molhados do então vocalista, Ney Matogrosso. Em 1973 Marc Bolan morre em um acidente de carro, e no mesmo ano, Bowie interpreta a morte definitiva de Ziggy em um show. O movimento que estourou em 1970, já estava bem morno em 1975.

O seu legado, porém, é fortíssimo até hoje. Ainda nos anos 70, influenciou o surgimento do Hard Glam, e o mundo pode conhecer o Kiss. E nos anos 80 surge mais um filho do Glam Rock, o Glam Metal (ou metal farofa) com bandas como Poison e Mötley Crüe. Na década de 90, é lançado o filme Velvet Goldmine, musical inspirado no Glam rock. Nos dias de hoje, é visível a influência em bandas como Scissor Sisters, Marilyn Manson, Lady Gaga e Ke$ha.

No mundo da moda é impossível contabilizar quantas vezes o Glam Rock influenciou tendências — das roupas e makes exageradas dos anos 80 às plataformas dos anos 90. Para as próximas temporadas de inverno 2012 e verão 2013 (!) o estilo futurista, metalizado e gráfico do personagem criado por Bowie tem feito presença em coleções como da Balmain e Paco Rabbane. Além de já ter chegado nas ruas.

Mesmo que fulgaz, o Glam Rock mudou a música e o mundo para sempre.

Atualizando!!!

Ora, ora não é que Emmanuelle Alt, editora da Vogue Paris, também foi impactada pela influência do Glam Rock e colocou Kate Moss de David Bowie na sua capa de Dezembro?

Obrigada pelo reconhecimento, Manu. Adorei saber que estamos na mesma sintonia. Beijos, C.

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Achados da quinzena

Rio de Janeiro,

Por mais que eu tivesse proposto fazer um post de achados por semana, a conjuntura (pessoal) global acabou atrasando a segunda edição. Mas problemas existem para serem resolvidos e estamos de volta! :)

Muita gente perguntou sobre a Urban e Free People da outra vez. Sim, elas entregam no Brasil! E este tricozinho taí pra dizer que o étnico continuará reinando estações a frente. Tenho curtido o efeito de cordões médios  — nem finos demais como as correntinhas, nem statements como os de Olivia Palermo — e este do Cantão de corrente azul turquesa com linhas coloridas é ótimo para “crescer” o look com camiseta.

Recebi a foto desta bolsa da Corello por email e gostei tanto da coordenação de cores e o jeitinho de bolsa antiga que nem esperei receber o preço dela. E neste clima de antiguidade, olha que riqueza este anel da Doida de Pedra (preço bom, né?). A madrepérola meio furta-cor do anel parece o efeito de cor não identificável dessas sombras mineralize da MAC.

O pyton (couro de cobra) é a nova onça — a textura está dominando coleções e editoriais (do próximo inverno também!). E tem como resistir a deixar até o celular na tendência? Este adesivo da ISkins é fácil de colocar, acredite! Assim como o pyton, os metalizados são investimentos de baixo risco na cotação da moda. Este short da iaiá é uma gracinha ao vivo.

Sabe que eu tô impressionada como as cariocas adotaram bem o mocassim? Já estou vendo várias meninas na rua usando e eu acho um charme só. Este amarelão da Side Walk é pra acender, quase literalmente, qualquer visual. E esta camiseta da Farm com estampa do LCD SoundSystem é para avisar que dia 7 e 8 vai rolar festival da Farm (a coleção é inspirada num Festival de Verão, lembra?) no Circo Voador. Entre várias bandas moderninhas, no dia 7 vem Beady Eye a nova banda do Liam Gallagher (e o resto do Oasis) — eu vou!

Seria ótimo ter aqui na seleção de achados não só descobertas minhas, mas também de vocês! Quem achar algo muito legal (vale foto de celular também!) pode me mandar por email no modices@modices.com.br ou aqui nos comentários ;) Vou amar a participação ^^

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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Tendências de maquiagem do inverno 2012 para serem usadas agora

Rio de Janeiro,

Mesmo com as lojas de moda (99% delas pelo menos, né?) já estarem com suas coleções de primavera-verão nas araras, e enquanto aqui no hemisfério Sul a gente ainda sente as baixas temperaturas, o hemisfério Norte nos enche de referências para mesclar as tendências das duas estações em um só visual.

O WGSN identificou as propostas das principais marcas de maquiagem do mundo para o inverno, através dos seus anúncios de inverno que marcam: o retorno da beleza clássica, com olhos e bocas bem marcados — do gloss e do efeito metalizado.

A beleza clássica - Resgatando o visual das divas do cinema do início do século 20 — nos tempos que o cinema era preto e branco e a maquiagem ajudava a marcar a expressão das atrizes — com olhos bem marcados e bocas de cores fortes. O olho tudo e boca também reapareceu em versões multicoloridas nos anos 80 e acabou sendo condenado por anos (taxado de cafona). A versão 2012 desta beleza propõe um acabamento mate nos lábios com uma pele bem iluminada.

A volta do gloss - Não são apenas as tendências de moda que são cíclicas. As de beleza também tem itens que tem seus altos e baixos e voltam sempre com novas propostas de uso. Assim é a volta do gloss, o produtinho que deixa os lábios (ou pálpebras em makes mais ousados) com efeito molhado. Mas aqui a ideia é aplicar o gloss para dar textura aos batons coloridos como os vinhos e roxos.

Brilho Gótico – Olhos escuros e boca nude não são exatamente uma novidade, mas a inspiração dessa vez tem ares góticos (e vampirescos) de olhos bem esfumados e intensos, bochechas quase sem cor e lábios pálidos. O interessante é que estes olhos esfumados tem nuances de azul, dando um ar mais moderno para a maquiagem.

Brilho Metalizado – A última proposta, e também a mais “leve”, é das sombras metalizadas — prata, verde, roxo e marrom — perfeita para o uso diurno (as outras tendências são mais noturnas, né) acompanhadas de bochechas bem iluminadas (blush + iluminador) e bocas levemente rosadas.

Ainda de acordo com os últimos lançamentos, podemos esperar muitas sombras e esmaltes em azuis intensos (como o cobalto e marinho) e tons de chocolate e batons e glosses em todas as nuances das “berry fruits” — cereja, framboesa e etc.

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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