Tudo sobre militarismo

Dicas de cores para usar com tons militares

Rio de Janeiro,

A minha tendência favorita dos últimos tempos é o militarismo (na verdade já me pergunto se o militar, assim como o rocker já não transcendeu de tendência à estilo). Desde as sandálias gladiadoras (!) dos soldados romanos ao camuflado criado na Guerra do Vietnã — que foi popularizado na moda por Valentino nos anos 90 — passando pela pompa dos antigos uniformes franceses e ingleses de séculos passados, cheios de botões e condecorações. O universo militar é extremamente rico — e como rende inspiração!

Lá nas coleções de inverno no hemisfério Norte, o militarismo estava super em alta nas lojas em forma de estampas camufladas e seus característicos tons. Esse colorido surgiu das cores da floresta do Vietnã quando os soldados precisavam se fazer invisíveis entre as folhagens. Assim, tradicionalmente o camuflado é composto de verdes e marrons, além de umas pitadas de ocre e cinza.

Cores que assim, à primeira vista, não são muito fáceis de combinar, né? Então resolvi invadir o meu armário para procurar cores que harmonizassem com esta minha calça xodó de oncinha em tons militares da Dress to ;)

_fotos (minhas e de Ipanema) de Vitor Fernandes

{uso: camiseta Auslander, cinto Zara, pulseira Farm, calça Dress to e sapato Miezko}

com cores neutras, claro! 

São as primeiras cores que a gente (e vendedora de loja) pensa em combinar. Foi com uma camiseta nas mesmas cores dessa que eu usei a calça pela primeira vez, lembra? E fica ótimo, mesmo! Preto, branco e cinzas são infalíveis e ainda permitem ousadias como um batonzão colorido, bolsa dourada, etcs…

{uso: brincos topshop, colar Gabriela Pires, camisa Iaiá (tem aqui!) e calça Dress to}

com uma infinidade de azuis!

Foi a primeira cor “colorida” que eu pensei em combinar e o tom dessa camisa da Iaiá é maravilhoso (Azul Portela ♥). Os tons de marinho e petróleo também funcionam bem e acho que só não gosto de azul turquesa e os muito claros (como azul bebê). Tenho curtido cada vez mais de fazer combinações entre cores próximas tipo azul e verde (vermelho e rosa, amarelo e laranja). O visual fica moderninho, sem ser tão “ousado”. Ah, e vale para jeans ;)

{uso: brincos e pulseira topshop, blusa Lezalez, calça Dress to e sapatos Miezko}

com rosas e roxos intensos, também! 

E inclua o burgundy (vinho) aí! Os tons militares são super masculinos e essas cores carregam consigo uma doçura que faz um contraponto bem interessante. Gosto mais dos tipo cor-de-blush (!) e evitaria os tons muito saturados (tipo rosa barbie) e, assim como com os azuis, os muito claros (tipo rosa bebê).

 

E as outras cores, Carla?

Acho difícil (mas não impossível) usar com tons de amarelo, verde e laranja. Mas pode se jogar nos metalizados (tanto dourado quanto prateado)! Fiquei cheia de vontade de experimentar a calça com uma peça vermelha (que é assunto pra outro post) que eu ainda preciso adquirir.

Agora eu quero saber o que você acha!  ;)

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Militarismo e atitude na London Fashion Week

Rio de Janeiro,

_ foto de Carla Lemos

É difícil imaginar que existam looks mais “normais” numa semana de moda como a de Londres, né? Mas eles estão circulando pela Sommerset House também e mostrando pra gente que não é preciso estar montada para esbanjar estilo. É o caso destas duas amigas que usavam a tendência militar, com referências diferentes e mega interessantes. Adoro o shape quadrado e as fivelas (?) destacadas em couro no ombro do casacão da menina da esquerda e o casaco militar camuflado (meio perfecto) com uma simples camiseta, legging e cortuno. Tanto a bota com fivelas tacheadas, quanto o casaco camuflado vi hoje — o primeiro na TopShop, o segundo na Urban Outfitters. Ou seja, looks acessíveis também no preço.

Para ter estilo só precisa atitude. Mesmo.

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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O próximo vestido-desejo tem mangas longas!

Rio de Janeiro,

Extra, extra, extra: as mangas cresceram! Nos desfiles das semanas de moda internacionais, vestidos curtos de mangas longas dominaram as passarelas em diferentes propostas. O tom “bonequinha de luxo” ficou por conta de ValentinoVersace trouxe o it-dress em versão minimalista, com ares do futurismo dos anos 60. O estilo rocker e um tanto fetichista, temperou o vestido com transparência de Mark Fast. Nas coleções Resort 2011 (que costumam ser mais usáveis e não tão conceituais como as coleções apresentadas na passarela) que o modelo mais apareceu: de Alexander McQueen à 3.1 Phillip Lim com sua estampa folk; e Emilio Pucci com sua animal print.

Valentino, Versace, Mark Fast, Alexander McQueen, 3.1 Phillip Lim e Pucci (fotos: reprodução)


A trendsetter Alexa Chung, que realmente não abre mão de uma tendência, apostou no mini dress com manga longa em grande parte dos seus looks, para assistir os desfiles das últimas semanas de moda internacionais e múltiplas ideias de estilo transpareceram: completamente girlie, com tom pastel + estampa delicada; no modelo “comportada” com xadrez; na versão militar com cinto fino de laço; de renda + recortes e em um clássico com leve godê. Versatilidade, é a marca registrada da inglesa.

Alexa Chung em seus vestidos de mangas-longas (fotos: reprodução)

O vestido-desejo da estação se torna o protagonista, dos looks de moças cheias de personalidade, e mais uma vez, o leque de propostas diferentes foi imenso. Coloridíssimos hiperestampados reinaram como no visual sauvage da editora Anna Dello Russo (editora de moda da Vogue Japão). O também onipresente moletom – que faz às vezes de vestido – apareceu com recortes e aplicações de couro. Nada previsíveis, o tricô de ombros estruturados e o romântico vestidinho branco com camadas pipocaram por lá. E para os pés, vale tudo: sandálias pesadas, ankle boots e até as emblemáticas botas cuissardes (ou over the knee boots).

Vestidos de mangas longas pelo mundo (fotos: reprodução)

Tal vestido que se tornou mania internacional, também tem tudo para se tornar nacional.

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Militarismo

Rio de Janeiro,

Se tem uma tendência que anda pipocando por todo lado, essa é, sem dúvida, a do militarismo, que saiu direto das passarelas para dominar com muito bom gosto o cenário street.

Essa onda não vem de hoje, é antiga, e foi devidamente inaugurada por uma estrela do cinema alemão conhecida como Marlene Dietrich. Na década de 30 – a também cantora – foi pioneira ao desfilar o shape militar em tempos onde as mulheres ainda perpetuavam o corselete. Marlene se vestiu com botões, field jackets e até quepe! O charme foi instantâneo e alçou o guarda- roupa militante a objeto fashionista.

O closet da atriz arrastou por décadas o estilo que muitos anos depois foi hypado através da mente fashionista de Christophe Decarnin e Emanuelle Alt – o estilista e a diretora criativa da Balmain respectivamente. Foram eles que injetaram no army style uma pegada moderninha, nascendo ali o conceito do novo militarismo. No primeiro momento, lá em 2008, foram apresentadas jaquetas no melhor estilo uniforme de soldadinho, totalmente inspiradas em Michael Jackson. Virou febre e todas as celebs – de lá e de cá – passaram a dar as caras com o ombro forte e detalhes oitentistas mil, sendo a própria Emanuelle Alt umas das principais dizimadoras do estilo.

Em 2009, a Balmain continuou investindo na modelagem, só que desta vez ela perdeu a forte pegada alegórica – cheia de brilhos – e veio mais sútil, bem próxima do uniforme masculino, com o verde (militar, claro) reinando absoluto. No meio disso, paetês, camuflagens, franjas, muito tecido destroyed, coturnos (que a gente falou aqui )martingales(aquela alcinha nos ombros) cintos, e até brasões – que viraram objeto fashion com a mesma rapidez na qual a febre militar se espalhou por aí.


A moda de Balmain instaurou uma nova forma trendy de se vestir, e como a tendência já não podia mais ser ignorada outros estilistas passaram a incrementar suas coleções com a pegada militar. Stella McCartney e Kenzo se renderam as estamparias camufladas, Marc Jacobs e Diane Von Furstenberg aderiram a jaqueta militante arrematada com cintinho, Burberry nos mostrou o quanto o corte militar – cheio de botões – funciona com botas over- kness. A lista é longa!

Aqui no Brasil, Juliana Jabour desfilou a parte romântica da tendência com chapéus que fizeram-nos lembrar do saudoso quepe. Todavia, quem se alistou com força no militarismo foi Reinaldo Lourenço, que no SPFW, apresentou muito verde-musgo, trench-coats, e modelagens que eram a cara de Marlene Dietrich.


Saindo das passarelas, o militarismo invadiu os editorias. Todas as revistas especializadas em moda reservaram muitas páginas para estampar a tendência, tanto aqui quanto em terras gringas. As mais emblemáticas foram a da Vogue USA em março, e a Vogue Korea de Maio, que vestiu Gisele Bündchen com o uniforme fashionista do momento.

Com seu território mais do que demarcado, o militarismo passou a figurar nas ruas e dentro das coleções de praticamente todas as marcas antenadas. Por aqui, a Farm foi sem dúvida uma das grifes nacionais que melhor adaptou o modismo ao estilo das brasileiras. “A gente procurou trabalhar com peças que fazem parte da nossa identidade, como biquini, casaquinhos, coletes, sobreposições levinhas, todos eles ganharam um toque militar, sem perder a nossa cara. As estampas também entraram nessa onda, por exemplo, o nosso camuflado é todo feito de corações. Na hora de produzir, a quebra ao misturar com peças mais básicas e simples é o que tira o ar “gringo” da produção.” , explica Katia Barros, coordenadora de estilo da marca carioca.

A coleção da Farm traz como tema principal o amor, e por conta disso Katia explicou que eles usaram a história do soldadinho de chumbo e da bailarina como principal fonte de inspiração para a referência militante da marca. “A gente lembrou logo deles, pois combinava muito com a vontade de usar tules, rendas, e looks mais românticos ( bailarina), e as peças militares e de influência do guarda roupa dos meninos. E ficou ótimo, prova que os opostos se atraem na vida real, e na moda também”, conta Katia. A dica da Farm é mesclar o guarda-roupa militar com peças mais sequinhas e femininas, e é essa exatamente a grande sacada pra quem quer aderir a tendência ser ficar “uniformizada” além da conta.


Vale combinar a jaqueta com modelagem boyfriend – também conhecida como field jacket – com cintinhos de todos os tipos marcando a cintura. Super funciona arrematar esse tipo de padronagem com shorts e saias, e calças bem sequinhas. Outra coisa hiper legal que dá pra fazer é coordenar a jaqueta militar bem estruturada com calça skinny(ou legging, jegging) e botas acima do joelho – da mesma cor da calça de preferência. As it girls já aderiram ao movimento, que o diga Olivia Palermo, que se rendeu ao estilo provando que ele pode sim ser muito feminino. Todo mundo se alistando na moda militante!


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Militarismo com ares de menina

Rio de Janeiro,

O nome da nova coleção da Farm remete ao romantismo absoluto, certo? Nem tanto.  Intitulada de “Eu amo” a coleção é de enlouquecer as meninas mais antenadas e que estão loucas pela tendência Militar que ganhou edição especial na Vogue Paris de Março. Mas, claro que o militarismo vem adocicado pelo olhar de Kátia Barros e sua equipe abusando de cores e estampas característicos da marca.

Clique para ampliar e ver alguns dos looks com inspiração militar do lookbook de inverno da Farm (foto: Divulgação)

A coleção vai ser lançada nesta quarta, dia 24, a partir das 16h para o grande público.

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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