Tudo sobre musica
Eis que volto a escrever sobre mais uma musa do ♥ – Sade. A cantora de origem nigeriana e coração britânico teve como principais inspirações para o seu sedutor jazz nomes de respeito como Marvin Gaye e Curtis Mayfield. Formada em Design de Moda pela Saint Martins (!), a intérprete de voz aveludada de “love hits” como Smooth Operator, The Sweetest Taboo e Your Love Is King, é dona de um estilo atemporal, que está bastante em alta nas passarelas e nas ruas. Vem saber como!

Alfaiataria clássica: um dos destaques dos visuais de Sade e um ótimo investimento para a vida. A combinação blazer preto e camisaria é do tipo que nunca sai de moda, além de ser a salvação para mulheres de todos os estilos e todas as idades. Você já tem os seus coringas?
Rabo de cavalo baixo: após temporada de cabelos excessivos e penteados rebuscados, voltemos à simplicidade. O rabo de cavalo baixo além de elegante, é uma opção charmosa e muito boa para quem quer dar aquela ousada no make e/ou nos acessórios.
Total jeans: não é de agora que o look 100% denim virou aposta. Mas o desejo por usá-los talvez seja bem mais recente do que a “trend”. O mix com acessórios imponentes e femininos e a variação de lavagens suavizam o lado unissex do coordenado.
Turtleneck: também conhecida como gola rolê ou olímpica, a modelagens saem do armário e compõem looks com barriga de fora, decotes e transparências, o que contrabalanceia com o aspecto “recatado” da peça.
Argola + red lips: a dobradinha é a marca registrada de Sade. Feminina, poderosa e altamente clássica, a dupla funciona muito bem naqueles dias em que o jeans e a camisa branca é o que te guia e, para noite, aquele tubinho preto basta.

Sade? My Love is King.
#promoModices
Música e moda são dois dos meus assuntos favoritos (como bem percebe-se neste blog). Nada mais natural que me identificasse de imediato com a Capi e a sua coleção de verão. Fiquei um tempo no site da marca só respirando virtualmente o lifestyle carioca (que tanto me faz falta aqui em SP). Aliás, o conceito da marca não poderia ser mais ridijânero: bem-estar, conforto, com equilíbrio entre elegância, bom-humor e charme. Já pode se apaixonar?
{camiseta on the air (aqui), bermuda xadrez (aqui), camiseta fem. fitas K7 (aqui), camiseta Amy (aqui)}
Semana passada aproveitei que estava no Rio para passar no showroom e conhecer melhor a marca.A Capi é uma marca masculina que surgiu da vontade do Rodrigo de achar roupas que representassem melhor o seu estilo de vida, de querer peças com bons tecidos, cortes, design bacana e preços justos. Então ele começou a fazer camisetas enquanto ainda trabalhava de assistente de direção na Globo. No boca-a-boca o negócio bombou, a demanda começou a aumentar rapidamente e ele se jogou na Capi. Ainda bem!
Hoje, a marca oferece peças lindas e com tecidos, impressões e modelagens de excelente qualidade – mérito do Rodrigo e dos seus ótimos fornecedores. É passar por lá e não só desejar tudo, como poder ter tudo! Já viram os preços? Refazendo o armário do marido (namorado, irmão) em 3, 2, 1… Sem falar das camisetas femininas, feitas para atender as súplicas de amigas e clientes enlouquecidas pelas estampas espertas.
{camiseta tickets, camiseta fem. trechos (aqui), camisa xadrez (aqui), camiseta urso (aqui), camiseta james brown (aqui), bermuda vermelha (aqui), camiseta musica (aqui), bermuda azul (aqui)}
E a Capi está com uma oferta super especial de inauguração da loja online: qualquer compra tem frete grátis para todo o país. Mas quem é do Rio de Janeiro ainda pode contar com uma vantagem extra: entrega expressa, em até 24h, na Zona Sul carioca! Ou quem ainda preferir pode sair com suas comprinhas na hora passando no showroom da marca na Rua Visconde de Pirajá, 414 sala 707 (no Quartier, na esquina da N Srª da Paz)
Sabe que a Capi está até me inspirando a falar mais de moda masculina (que eu tanto adoro) por aqui… #modices2013
Ele é canceriano, mas se passaria tranquilamente por um leonino com ascendente em aquário (Carla Lemos School of Astrology). Ele nasceu e foi criado na Bahia, mas a mistura do seu “tempero” também inclui a atitude paulistana, a bossa carioca e o swing de Londres. Estamos falando de Gilberto Passos Gil Moreira, que para os brasileiros é Gilberto Gil ou, simplesmente, Gil. Cantor, compositor, admnistrador de empresas como formação (!) e ícone de moda e estilo. Da Tropicália ao Software Free (sim, ele é um dos principais defensores da liberdade digital) cantar e encantar sempre foi o segredo do filho de dona Claudina, que desde cedo tinha duas certezas na vida: ser “musiqueiro” e pai de menino. Que tal se inspirar nos visuais de Gil?

Doces Bárbaros_ Época em que Gil tornou-se um dos “pais de batismo” da Tropicália. Modelagens amplas como de batas e kaftans com estampas em tamanho maxi tornam-se as estrelas da vez. Que tal cair de cabeça nos florais “GG” e no print de lenço?!
Espie: Farm e Adriana Barra
Vamos fugir?_ Fase de exílio para o nosso muso. Destino? Londres. Viver em uma cidade tão cosmopolita quanto a nossa “London, London” (<3 ! ) traz para o cantor referências de vários lugares do mundo que, assim como nas suas composições, contagiou seu visual. Traços do boho estão presentes na mistura de texturas, shapes confortáveis como as dos maxicardigans e uma forte pegada artesanal. Ah, é momento certo de apostar nas tão badaladas calças flare rendadas!
Espie: a cantora Cibele e a marca britânica All Saints
Quanto mais purpurina, melhor_ O nome já diz tudo! Aqui o espírito disco dos anos 70 toma conta dos looks e paetês, glitters e pedrarias invadem o centro da pista de dança. Acessórios imponentes e um toque artsy deixa tudo mais charmoso!
Espie: Tryia, Juliana Jabour e Neon
Só quem sabe onde é Luanda, saberá lhe dar valor_ É o momento mais afro de Gil. O cantor evidencia o “black power” e estampas étnicas, animal prints, miçangas, além de uma cartela de cores intensa ganham lugar ao sol. Elementos da cultura africana como búzios e o marfim são bem-vindos aos acessórios.
Espie: Amapô, Style Pantry, Serpui Marie e Schutz
Toda menina baiana_ O toque brejeiro, o handmade e a brasilidade mostram-se firmes e fortes. Rendas e técnicas manuais como o tricô e o crochê viram verdadeiras preciosidades, ganhando leituras mais urbanas e glam com toques esportivos, silheutas ladylike e o colorido do neon e do pastel. Quer fazer a cabeça? Turbante nelas!
Espie: Martha Medeiros, Gig e Adriana Degreas
É tão fácil falar de artistas estrangeiros. O Vitor diz que é porque americanos e europeus estão sempre catalogando a cultura deles e a gente nem aí pra nossa. Não deixa de ter muita verdade aí. É mais fácil fazer uma pesquisa — biografias, entrevistas e muitas fotos (em alta qualidade!) — sobre uma atriz americana de 1910 do que sobre uma cantora brasileira da década de 70. Então, vamos mudar esta realidade e jogar no google mais referências sobre nossos artistas tupiniquins que são tão incríveis quanto os deles. E eu começo com uma das minhas cantoras favoritas da “new generation” da música brasileira, a Mariana Aydar.
Eu tenho uma relação super especial com a música da Mariana. Conheci o seu primeiro cd (meu favorito! amo, amo, amo) Kavita 1 na mesma época que lancei o Modices. Lembro que na primeira versão no blog, ainda blogspot, tinha uma rádio que a gente não trocava a música e ficou tocando “Na Gangorra” meses! Continuei acompanhando o trabalho da Mariana e adorando o visual dela. Seu segundo CD (da foto de antes aqui embaixo) tinha uma estética linda, cheia de pedras e metais, mas fiquei fascinada mesmo pelo seu visual desde sua participação no Rock in Rio ano passado: cabelos curtinhos e acessórios deslumbrantes — que depois descobri que foram criados especialmente para ela.
Você começou a carreira com cabelos longos, raspou a lateral e agora exibe cabelos curtos para o lançamento de Cavaleiro Selvagem. Qual foi a sua inspiração para este novo corte? Eu acho engraçado como a gente é apegado a um monte de pêlo que fica em cima da cabeça! rs Quando você corta o cabelo, parece que vem uma coragem, um desapego, uma força de ser você e sua cara, sabe? Eu sempre mudei o cabelo desde pequena, me dá a louca e eu corto, sempre foi assim. Não tem necessariamente inspiração ou estratégia. As pessoas estavam acostumadas ao cabelo comprido, mas na verdade foi a única vez que tive aquele cabelão, meu cabelo sempre foi mais curto mesmo.
Seus acessórios se tornaram objetos marcantes desta nova fase e vi que eles são fruto de uma parceria com a Chrissie que criou uma coleção de jóias inspirada no “Cavaleiro Selvagem”. Como isso aconteceu? Você participou do processo criativo dela? A Chrissie é namorada do Guilherme Held que toca guitarra comigo. Então, ela participou de todo o processo de nascimento do disco. Os ensaios eram feitos aqui em casa, ela sempre estava aqui conosco vendo tudo e se inspirou no nosso som e criou a coleção Cavaleiro Selvagem. Foi o melhor presente que poderia receber. A Chrissie é muito boa, talentosa e sensível, ela captou a essência do disco: fez uma coleção de guerreiras, elfos e seres da floresta misteriosa do Cavaleiro Selvagem.
Falando em processo… o de criação dos figurinos acontece junto com a do álbum, ou depois? Você separa bem os figurinos de show do seu estilo pessoal, ou acaba influenciando? É engraçado, pois o disco acaba influenciando o meu jeito de vestir, parece que eu levo os personagens e a magia do disco pro dia a dia. O figurino do cavaleiro, por exemplo, começou com as diademas da Chrissie, eu me apaixonei tanto que não tirava mais da cabeça e um dia estava estudando piano de pijama surrado e dourado com a diadema, olhei no espelho e parecia um ser da floresta. Peguei esse espírito e fui conversar com a Carô Gold que é minha amiga desde da época do forró [Antes de se lançar na carreira solo Mariana cantava numa banda de forró!] e a Pitty (Amapô) para construirmos o figurino desse ser da floresta e elas foram, como sempre, brilhantes em todos os sentidos!
Pra fechar me conta quais são os músicos que você mais curte o estilo (de vestir)? Amo a Bjork, a roupa é a continuação da música e sem ser modismo, arte mesmo. Mas também gosto das pessoas que entram do palco de calça e camiseta porque, no final, a música sempre tem que falar mais alto. Mariana (e turma da Universal!)muito obrigada pela entrevista! Se eu já era fã fiquei ainda mais <3
Agora me conta… Qual a sua cantora brasileira favorita? Deste século ou do passado. Talvez nem você se dê conta de como ela pode ser uma ótima referência de estilo pra você
Camiseta de banda já deixou de ser tendência e passou a ser um daqueles clássicos modernos que sofre apenas mudanças de cores, styling e estampas — como uma seleção do melhor do rock n’ roll para as novas gerações.
Motorhead faz um dos rocks mais pesado do mundo. Eles não tem fãs e sim seguidores (não é só música é estilo de vida). É banda de motoqueiro, daqueles bem broncos do deserto americano. Os caras que usavam roupas de couro com muitas tachas, spikes e caveiras muito antes disso se tornar coisa de mulherzinha. Eles fizeram show aqui no Rock in Rio ano passado e neste estão comemorando 35 anos de carreira — motivo pelo qual, julgo eu, marcas como Topshop, Free People e Nasty Gal fizeram camisetas com os símbolos da banda estampados.
Outra banda que anda vendendo camiseta bem é o Guns N’ Roses. Este ano completam 25 anos de lançamento do álbum Apettite for Destruction, que estourou a banda e tem clássicos eternos como Welcome to the Jungle e Sweet Child O’ Mine. Entre rumores de um show com a formação original da banda (ou seja um reencontro de Axl com Slash), o Guns voltou a ser assunto mesmo graças a um possível caso do Axl Rose com a garota-da-vez, Lana Del Rey.
Tem pouca banda de rock expressiva assim hoje em dia, né?
Não sei você, mas eu a-do-ra-ria estar na Califórnia curtindo o Coachella. Os outros festivais que me desculpem, mas este é o com pessoas de estilo mais interessante — que eu denomino carinhosamente de boho hipster (tipo free people e urban outfitters). É daqui que tem saído correntes fortíssimas de inspiração para a moda e eu adoro acompanhar como se fosse uma California Fashion Week.



Esta edição eu tô adorando curtir pelo instagram (alguém consegue não ser viciado?). Barriga de fora é o que está bombando por lá, não parece? E nada da recomendação das boas revistas de moda de só mostrar o pedaço acima do umbigo — ou parece a região abaixo dele ou elas estão completamente expostas. Junte a isso as rendas e crochês, assim como cabelos soltos, headbands e muitas aplicações e acessórios com flores.
Quem quiser curtir o dia de hoje, domingo, e o próximo fim de semana é só procurar fotos por hashtags (#coachella #coachella2012). Mas se você curte assistir os shows mesmo que pelo computador fica a dica da transmissão ao vivo do youtube. Hoje tem Justice que eu tô querendo conhecer mais e a minha musa Florence <3
A Burberry é a cara de Londres: clássica, descolada e com senso de humor. Para entender é só ver a primeira fila de seus desfiles que vai de Rosie Huntington Whiteley (it sexy), Alexa Chung (it cool), Clemence Poesy (it français) a Will.i.am (it muita coisa). E é também é swingada. É um swing diferente do nosso, é verdade, mas é o balanço deles.
O grande responsável por manter a cara da marca (que tem mais de 150 anos) jovem e atualizada (e não com cara de marca oficial do Príncipe Charles) é Christopher Bailey, um mais-que diretor criativo. Ele responde por toda identidade da marca, conceitos, coleções, ações e, surpreendentemente, só não desenha roupas. Em 2010 ele criou o projeto Burberry Acoustic, onde escolheu algumas das novas bandas do cenário inglês para serem “apadrinhadas”. Cada uma gravou uma música que foi divulgada nas redes sociais da marca — a Burberry é a marca de moda com mais fãs no facebook com mais de 12 milhões de curtidas. Uma boa divulgação, não é?
Agora quatro bandas foram escolhidas para estrelarem a nova campanha de óculos da marca, Burberry presents. Seus vocalistas — 2 homens e 2 mulheres — são garotos-propaganda e usam modelos com o melhor estilo “estrela do Rock”. A Inglaterra é mais conhecida por sua música do que qualquer outra forma de cultura pop e acho que lá tem um ar “aqui qualquer um pode ser um rockstar” (enquanto aqui e nos EUA é muito mais “qualquer um pode ser celebridade”).
O som das bandas é muito bom — ouça pelo menos as dos vídeos aqui embedados — e já torço para que no próximo desfile da Burberry em Setembro tenha show ao vivo de uma delas!