Tudo sobre neon

Os conceitos das passarelas do terceiro dia de desfiles de verão 2014 da SPFW

Rio de Janeiro,

FH por Fause Haten: Nada de passarela e modelos, Fause mostrou sua coleção em um teatro, num tablado com marionetes! Assim, ele levou do seu jeito as modelos que sempre quis desfilando seus vestidos (Gisele Bündchen, Aline Weber, Alícia Kuczman, Kate Moss, Carol Trentini, Raquel Zimmermann e outras) e apresentou o “Maravilhoso Mundo do Dr. F”. Nesse mundinho as moças escutam música clássica e são princesas ou sereias, andam com flores bordadas em seus vestidos, ou com caudas e muitas camadas de tules e babadas (muitas camadas mesmo!). A maioria dos tops dos vestidos era de bustiê e tudo tinha brilho e um pouquinho de transparência. Ao final, as cortinas do Teatro se abriram e mostraram os vestidos em tamanho real (com um show de Maria Rita – a marionete).

 

Fernanda Yamamoto: Donas de casa dos anos 60 meio futuristas. Dá para imaginar essa personagem? Fernanda não só imaginou como colocou na passarela! Perucas coloridas, oxfords com transparências, barrigas de fora, alfaiataria, tecidos plastificados, fendas, transparências, casacos e brilhos mostravam que estávamos em 2013 (focados em 2014), enquanto os chapéus, bordados, poás, quadradinhos (dos ladrilhos hidráulicos das cozinhas), estampas com florais de toalha de mesa, saia lápis e as cores nos relembravam a década. A trilha é calma, serena, com um pouco da Nancy Sinatra e techno (dá pra imaginar de novo?).

Água de Coco: Como mostrar as diversas riquezas brasileiras sem cair no clichê? Focando em tudo que é lindo – isso não cansa nunca! Fauna, flora, minerais e o nosso trabalho foi homenageado pela marca, que ainda abriu o desfile com Carol Trentini grávida de cinco meses e de barriga de fora (grávidas podem ficar lindas de biquíni por mais que a gente mal veja a da Carol). Os jardins de Burle Marx, o artesanato e as tramas dos irmãos Campana (que são os responsáveis pelo cenário dessa SPFW), as frutas tropicais (maracujá, manga, caju e banana), as aves brasileiras (arara azul e amarela, tucano e tuiuiú) e nossas pedras preciosas (citrinos e ametistas) estamparam biquínis de todos os tipos: de cintura alta, comportados, com calcinhas bem pequenas ou maiores. Os maiôs e saídas de banho (que mais pareciam roupas de festa) eram estampados e faziam par perfeito com os brincões (de argolas e penas) e os mega braceletes.

Neon: Brasil com Índia e China dá no quê? Na coleção da Neon! Sempre com aquela estética maravilhosa que vemos nos desfiles: muitas cores e acessórios extravagantes. Dessa vez foram os brincos. De tendência vimos a barriga de fora (mas sem deixar o umbigo aparecer) e os grafismos. Teve até estampa tribal! Ao fundo tocou rock e hip hop, uma mistura interessante.

Triton: A Carla já falou sobre o seu amor pela coleção, principalmente as referências: Califórnia, hippies, clubbers e o misticismo. “The Mistic Road” (nome da coleção) traz muitas cores (em neon!), casacos oversized, sapatos holográficos, bolsinhas triangulares, muitas pulseiras (bem coisa de clubber), estampa digital que imita tia-dye e até um toque tropical e tribal. É uma coleção muito desejável, que remete a uma viagem energizante não só territorial, mas da mente e da alma.

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Look neon de inverno

Rio de Janeiro,

_foto de Carla Lemos

O  grande barato de ter uma estação nas araras e outra do lado de fora da loja (para boa parte das brasileiras, ao menos) é que o finalzinho do inverno já ganha um colorido de verão, como nesse look da Fabíola Cabral (essa linda que, assim como a Pauli Merlo, não canso de postar aqui!) no lançamento de coleção da A.Brand, a marca “premium” da Animale (que também tem a FIY agora).

Estou adorando peças quentinhas em tom flúo (normalmente a gente só compra preto, cinza e cores escuras) e gosto ainda mais é da ideia de misturar neon com cor forte, como o azul royal do shortinho de couro e do scarpin. Ótima ideia de combinação de cores, não é?

E a Fabiola é top 3 na minha listinha ”ela deveria ter um blog de look do dia ;)

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Por que você não tenta neste inverno…

Rio de Janeiro,

Faz um tempão que não tinha um “Por que você não tenta…” por aqui. Esta semana eu lembrei disso, e a Fernanda pediu no twitter, então aqui está:

Quem resiste a um visual tão simples e cheio de charme? O look dessa blogueirinha fofa (que conheci esses dias e já esqueci/perdi o blog) é incrível por isso. É a blusa + cardigan + jeans + echarpe de todo dia, mas com uma combinação de cores linda e atual. Um pouquinho de ousadia, pra quem é dessas, também é sempre gostoso de usar e ver. Olha que amor esses looks com mix de poá e oncinha. Se você não se sente segura, testa o look para ir no cinema, ou na casa de amigos/família. Assim você ganha confiança para ganhar as ruas (e o trabalho, porque não?).
Sabe aqueles dias que você não quer, mas tem que sair do sofá? Continua com o casaco grande e quentinho que vc roubou do irmão/pai/namorado e invista numa peça super feminina, que pode ser até uma sapatilha de cor vibrante como no look da Betty. E a tal da mule? Eu nunca gostei muito do modelo, passei a vida achando careta e cafona, mas com o advento dos blogs ele tá me conquistando, Não ficou lindo este look da Chiara? Fiquei louca de vontade de experimentar.
Falando em experimentar tenho usado bastante meia 3/4. É fofo e olha neste look como dá pra usar sem parecer adolescente (como a Rachel de Glee). Pra quem mora em cidades que o frio não é tão forte assim é uma boa opção, né?
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O tribal dos anos 90

Fortaleza,

“Oi? Existiu uma estampa tribal típica dos anos 90 e eu não conhecia? Como assim?” Foi isso o que eu pensei quando vi o email da Carla. Se você pensou a mesma coisa quando leu o título desse post, vem cá que eu te explico direitinho o que aprendi nessa semana. Lá nos Estados Unidos, entre o final dos anos 80 e o início dos anos 90, a cultura Black estava super em alta. Foi nessa época que Will Smith, uma revelação musical da Filadélfia, apareceu estrelando a sérieThe Fresh Prince of Bel Air” (aqui no SBT, “Um maluco no pedaço”), lembra disso? Eddie Murphy estava em alta nos clássicos de Sessão da Tarde como “Um príncipe em Nova Iorque”, e na música faziam sucesso o rap, hip hop e o reggae. MC Hammer fazia o maior sucesso com sua calça paraquedas e Queen Latifah era A mulher. Antes de tentar lembrar do tribal dos anos 90, lembre-se também de Jimmy Cliff e Living Colour.

Todos esses astros gostavam de mostrar o orgulho que tinham suas origens, sempre se referindo às suas raízes africanas com roupas e adornos. Mas os anos 80 ainda não tinham acabado totalmente e as referências gráficas e tons de neon ainda estavam com tudo. Daí já dá pra imaginar o que o pessoal fez: misturou isso tudo e criou uma estampa tribal feita com formas geométricas e muitas cores, principalmente as primárias, com um toque de neon aqui e outro ali. Nas artes, dá para ver muito bem esse tipo de mistura nas obras de Keith Haring (que faria 54 anos em 4 de maio desse ano). Ele não era negro, mas viveu plenamente essa onda das ruas, do hip hop e do grafite, levando todas essas inspirações para suas obras.

E nos anos 2012, como a gente usa isso? Basta esquecer essa chatice de tons terrosos e se jogar nos tribais mais coloridos. Muitos moderninhos têm usado peças assim nos festivais de música em todo o mundo. Para quem quer começar aos poucos, prefira essa padronagem em peças pequenas, como sapatos e bolsas, ou aplicadas em pequenos lugares, como bolsos. Agora que você já conhece um pouco mais sobre essa estampa, vai conseguir localizá-la com mais facilidade nas lojas. Acredite, elas estão por aí sim!

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O ciganismo da Neon

Rio de Janeiro,

Depois de um longo dia desastroso (aqueles que você derruba o telefone 10x no chão) cheguei no meu quartinho do Unique e dei de cara com o convite do desfile da Neon. Eu sou uma entusiasta da marca desde que a conheci ao vivo e a coresno antigo projeto da 2nd Floor da Ellus, que era abrigar novos talentos no segundo andar da sua loja da Oscar Freire. Apesar de ser fã fã fã da marca, a única peça que tenho assinada pela Neon é um sapato (de smoking e bigode) da Mr. Cat. Tenho certeza que isto precisa mudar, principalmente depois dessa coleção espetacular apresentada ontem no meio do Parque do Ibirapuera.

{ Eu A-M-O essa estética cigana (seria influência de Explode Coração na infância? A cigana que se apaixonava pelo Edson Celulari na internet — isso em 1995, tá?) e acho um charme este lenço, quase-colete, que as mulheres usam. Tampa a saia com a mão e imagina uma calça jeans (com as mesmas alpagartas nos pés). Não fica gracioso? }

{ poder }

{ Desfaleci de desejo. Quero andar assim pela Barra da Tijuca }

{ Se academia eu fizesse, esse look eu seguraria. Olha aí a saia estilo parêo! Amo o styling (Dudu você é um gênio e não vou cansar nunca de repetir isso, tá) dela com o top/biquíni/maiô em X (alonga o corpo), a saia e o blazer boyfriend }

{ Pra ninguém ter dúvidas de que marca é a sua peça }

{ Tô amando demais este shape blusinha cropped com saia volumosa }

{ Clap, clap, clap! }

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Look de se sentir despojada

Rio de Janeiro,

Como usar um monte de tendencinha junta sem parecer fantasiada de fashionista? Sendo verdadeira com você mesma! Não conheço essa menina-simpatia, mas ela taí usando tricô neon (da FIY), tênis de salto embutido (parece o da Arezzo) e colar tipo terço (que eu tenho visto muito, olha só, em meninos! O Iran de Avenida Brasil usa direto, assim como o descalço de Glee) da forma mais fofa e “vida real”.






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A tendência neon por toda Nova Iorque

Rio de Janeiro,

Sabe aqueles acessórios neon que a Carla Lemos viu perambulando pelas ruas de Londres? Eles atravessaram o oceano e aterrisaram com tudo em Nova York. Isso mesmo, o neon chegou com força total nas prateleiras das lojas mais badalas da cidade. Marcas voltadas para o público A, B, C e D, TODAS, apostaram nessa tendência bem chamativa.

Peraí, vocês devem estar se perguntando quem é essa louca que vos escreve… Voltando no tempo um pouquinho, eu sou essa aqui! Nasci Adriana Costa e Silva mas todo mundo me conhece como DRI.K e sou formada em design gráfico pela PUC-Rio com MBA em Negócios de Moda pela Univercidade (E assim como a Carla, sou viciada em astrologia!).

No primeiro dia da viagem alguns itens me chamaram atenção, no segundo outros, no terceiro eu não resisti e comecei a fotografar tudo que via neon pela frente! Uma bolsa mais legal que a outra (essa da Kate Spade quase me fez perder o juízo e abrir a carteira. Mas eu resisti bravamente!)… tênis e sapatos com detalhes fluorescentes por toda parte. Inclusive uma “pseudo-melissa” do queridinho dos relógios Michael Kors (confesso que não resisti e comprei um Slipper de Zebra com friso pink pra mim bem 80′s.). Underwear de todas as cores e todos os tons, esmaltes idem. Além de relógios, roupas e acessórios mil.

Se você ainda não estava levando fé que a moda ia pegar, taí a prova. As peças já passaram por Londres, NY, e a próxima parada é no Brasil, pode apostar!

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