Tudo sobre prada

A verdade da Prada

Rio de Janeiro,

Faz tanto sentido para mim a moda estar explorando mais os vídeos… Moda é movimento, e por mais que eu seja uma louca entusiasta da fotografia, os vídeos tem me fascinado e comovido muito mais. Daí, você imagine minha emoção ao saber que a Prada (tem como não amar Miuccia?) convidou o diretor Roman Polanski — de Chinatown, O Bebê de Rosemary e O Pianista — para fazer um comercial da marca? O curta foi exibido no Festival de Cannes e é estrelada pela fofa esposa do Sr. Tim Burton, Helena Bonham Carter.

No site da Vogue, vi um trecho da entrevista do Polanski sobre o curta que achei maravilhoso: “A chance de lidar com o que o mundo da moda representa nos dias de hoje e o fato dele ser acompanhado por tantos estereótipos é fascinante e, ao mesmo tempo, perturbador, mas você não pode ignorar isso, definitivamente. É um alívio saber que ainda existem lugares abertos à ironia e à inteligência. E a Prada é, com certeza, um deles”. E é verdade!  Que bom que existem marcas como a Prada que investem em fazer coisas fora-do-lugar-comum, como fazer uma coleção cheia de macacos e bananas e bolsas e sapatos com o desenho de uma boca com um cigarro acesso. As pessoas fumam! Não importa se fumar hoje é incorreto, gente que pensa diferente e que vai se identificar com aquilo. As pessoas fumam! Tanto é que os modelitos viraram queridinhos das editoras de moda e bombaram em blogs, tumblrs e instagrams.

É até reconfortante saber que em algum lugar no mundo existe liberdade de se expressar (principalmente através da moda). O politicamente correto tem deixado as coisas cada vez mais desinteressantes e chatas. A gente (falo aqui da minha geração nascida nos anos de 1980) cresceu cheio de liberdade. E o que a gente tá fazendo com ela? Vivemos sem censura oficial, mas o gosto por denunciar a vida do vizinho continua o mesmo. As pessoas ficam à espreita para ver quem vai fazer o próximo movimento dúbio que possa ferir o bom gosto que sabe-se lá quem definiu. E não falo só da internet… Quem nunca aqui tentou usar uma peça mais “diferente” e ficou intimidada pensando com o que os outros iam pensar?

Eu sei que as pessoas definem a gente pela forma que nos vestimos, mas o clima geral é de crucificação. Praticamente não há tolerância para visões diferentes de mundo, ou liberdade de ser quem tá afim de ser.

O que tudo isso significa, doutor?

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Léa Seydoux, a it girl (e atriz) francesa da Prada

Rio de Janeiro,

Se prepare para ver (e ler) muito sobre Léa Seydoux. Esta atriz francesa de 26 anos com rostinho angelical e dentes levemente separados é a nova musa da Prada — ela acabou de estrelar a campanha do Prada Candy, novo perfume da maison (que é uma delícia, mas parecido demais com o Flower by Kenzo), e da coleção de jóias da marca —, ganhou perfil na Bazaar US e na W e tem feito importantes participações em filmes hollywoodianos como Bastardos Inglórios (do Tarantino), Robin Hood, Meia-noite em Paris (do Woody Allen) e no novo Missão Impossível.

Léa começou sua carreira como modelo e antes da Prada já tinha estrelado uma polêmica campanha para a Levi’s (que é ótima!) e para as fast-fashions Uniqlo e American Apparel. Mas o envolvimento da francesinha com a moda começou quando ela tinha 12 anos e ganhou seu primeiro salto — um presente de Christian Louboutin que vem a ser melhor amigo de seu pai.

Seu pai também lhe deu o melhor conselho de estilo quando disse à filha para se comportar como uma menina bonita, fazendo com que as pessoas acreditem que ela é. Léa é a típica francesa com um estilo mais clássico com um q romântico (mesmo tendo uma atitude de menina rebelde) e o que eu adoro nela é seu tipo físico mais voluptuoso, feminino e real e seus cabelos quase sempre despenteados (quase como que uma carioca).

Olhando bem, ela tem uma leve semelhança com Scarlett Johansson, não? Há boatos de que Léa pode tomar o lugar que um dia foi de Scarlett como musa de Woody Allen. Carisma para isso ela tem.

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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Argentina, suas fendas e seu tango.

Rio de Janeiro,

Houve um tempo, lá no iníciozinho do século 20, onde a principal capital da América do Sul não era o Brasil, mas sim a Argentina. Em 1913 nossos vizinhos hermanos eram a 10ª maior nação mais rica per capita do mundo e isso foi suficiente para que Buenos Aires se tornasse a capital lançadora de cultura do Sul das Américas — e assim o Tango ficou famoso no Velho Mundo.

A dança nascida nos prostíbulos da capital argentina foi levada por marinheiros franceses para a Europa. Muito dramática, sensual e intensa, o tango tem passos largos e muitos movimentos de perna. (Lembro do meu professor falando que para se dançar tango era preciso estar em tensão constante, já que os corpos estão o tempo inteiro se desafiando — cada passo tem uma resposta). Por isso, no seu característico do traje de baile, o vestido da dama (longo ou curto) tem uma fenda na perna.

A Argentina era tão importante na época que um dos filmes mais famosos do cinema noir se passa no país. Interpretada pela diva Rita Hayworth (um ícone da Velha Hollywood e dos anos 40), Gilda tinha um figurino repleto de fendas, incluindo o clássico vestido preto que marcou sua imagem de femme fatale  (lembra da Jessica Rabbit? Então, foi inspirada nela), tal e qual as dançarinas de tango.

As fendas reapareceram (com força) tem umas 2 ou 3 estações para trazer um frescor à profusão de vestidos longos e logo foram se espalhando pela alta costura, prét-à-porter, fast fashions e tapetes vermelhos. Meninas com perfil mais jovem (as quase teen) são curiosamente as que mais tem usado esta imagem de mulher poderosa e sensual do recorte nas pernas (além deste ser o tipo de vestido favorito de Angelina Jolie).

Além da fenda no vestido da dama, o Tango tem sido uma referência de atitude. O tom de laranja eleito pela Pantone como a cor de 2012 atende pelo nome de Tangerine Tango, que ganhou este nome por ser uma cor “sofisticada mas ao mesmo tempo dramática e sedutora”, e no comercial de Prada Candy, novo perfume da grife, a atual queridinha do cinema francês (e de Hollywood e Miuccia) Léa Seydoux provoca seu professor de piano com um dança das gangues de rua de Paris de 1900, que em muito se assemelha ao tango.

Depois da Índia trazer a simbologia, a influência Argentina  — junte a adoração hermana por mulheres de Evita Péron a Cristina Kirchner — mostra um pouco da personalidade das mulheres do novo Girl Power. Nunca houve tantas mulheres na presidência de países e empresas. E a economia influencia a moda muito mais do que a gente pode perceber.

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Looks em verde e amarelo

Rio de Janeiro,

A tendência mais falada deste verão é o “Pradismo”. O desfile comandado por Miuccia Prada realizado em Outubro passado encheu os olhos de editores de moda, blogueiros e, sim, estilistas em busca de novas referências para suas futuras coleções. Enquanto todos falam das listras, o que me chamou desde então foram as cores tropicalíssimas — em especial o verde e amarelo.
O Brasil está na moda. Teremos grandes eventos mundiais acontecendo no país nos próximos anos, Copa do Mundo e Olímpiadas (oi Rio!) e, finalmente somos o “país do futuro”. Nossa economia é a 7ª maior do mundo e com Estados Unidos e Europa em recessão é para o lado de cá dos trópicos que as atenções do planeta se voltam.

A moda catalisa as transições vividas pela sociedade e reflete isso através de peças de roupa e suas combinações. E mesmo timidamente, já é possível perceber a influência das cores do Brasil em grandes marcas, desde a italiana Prada até as espanholas Zara e Mango, e em blogueiras de look-do-dia de lugares longíquos como Coreia, Malásia e Indonésia.

Isoladamente, já citei o verde e amarelo como “cores tendência”. Que tal então aproveitar o color blocking e assumir as cores da nossa bandeira fora de temporada de Copa do Mundo?

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CARLA LEMOS é carioquíssima, mas radicada em São Paulo. Tem 28 anos e há 6 criou o Modices para compartilhar a sua visão de moda: com mais cor, estampas, comportamento e cultura. Dona de um estilo super autêntico, Carla é apaixonada por Londres, sonha com Tóquio, tem o samba e o rock tatuados. Já atuou como stylist de atrizes, campanhas e editoriais, além de ser uma ótima astróloga de mesa de bar.

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Mulher rendeira

Rio de Janeiro,

Catarina de Médici no século XVI já previa a importância da renda. Introduziu na corte francesa seu uso, e de tão exagerado o consumo na época, fez com que os cofres franceses fossem praticamente esvaziados com os altos custos de importação. Foi promulgado um decreto pelo rei da França, que proibia o uso da renda, tamanho foi o caos. Ela sabia das coisas. Ainda hoje, a renda vira e mexe está sob os holofotes da moda, de maneira mais democrática, claro. Depois que Scarlet Johanson, Cameron Diaz, Mary-Kate Olsen e Lady Gaga apareceram usando renda em diferentes eventos nos últimos tempos, já deu para perceber que essa é uma tendência continua com tudo – pelo menos pelas próximas duas temporadas. Se o crochê vai invadir o verão, o tecido fino e delicado continua em alta no inverno 2010 e já está presente nos desfiles internacionais. Até dar uma sumida, e então reaparecer com força total…

renda3As famosas já estão adotando a renda para os tapetes vermelhos

Sempre ditando moda, Miuccia Prada usou aos montes o romantismo da renda no seu desfile de 2008.  Entre os inúmeros estilos, a mais tradicional é a chantilly, bem fina e delicada, composta por pequenas flores estilizadas. A renascença é comum no nordeste brasileiro e famosa pelo estilo de bordado feito exclusivamente a mão com traços onde predomina um intricado de códigos de nós, pontos e entrelaçados. Seja qual for o tipo, a renda sempre confere feminidade e delicadeza e por vezes até um carater sensual ao look.

rendapradaNo desfile da Prada, a renda veio em várias cores

Nos desfiles brasileiros, a renda ainda veio bem discreta, em detalhes e recortes como na Animale e no vestido preto da Forum Tufi Duek. A mesma Forum colocou o tecido em toda uma peça, assim como a Osklen e a Colcci que inovou com a legging rendada.

renda1Desfiles da Colcci, Animale, Osklen, Cantão e Forum

A renda clara, em branco, nude ou off-white, é leve e vaporosa, ideal para modelitos do dia-a-dia, adornando camisetas, saias  e acessórios como bolsas e sapatos. Em preto, ela deixa o visual noturno chique e bem sensual, então alguns complementos como decotes, comprimento curto e saltos altíssimos podem deixar o visual pesado.  Nessa estação você vai se render?

renda2As meninas gringas do Lookbook.nu ensinam como usar a renda diariamente

renda

Desfile de verão 2010 Cantão, lookbooks Botwana e Leeloo.

Imagens: Reprodução

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Tendêncita: rendas

Rio de Janeiro,

Há tendências que vão e voltam com a velocidade de uma estação. As rendas, por exemplo, nunca “saíram de moda”, mas havia algum tempo desde que um dos tecidos mais sensuais existentes voltasse à tona como item-desejo. Bastou que Miuccia Prada criasse uma coleção inteiramente baseada na guipure para que todos os olhares se voltassem para a transparência estampada das rendas.

renda_na_passarela
Na mesma temporada, porém, diversos outros estilistas apresentaram suas apostas, que contavam, inclusive, com versões mais delicadas de rendas, como as usadas por Riccardo Tisci para a coleção ultra dark da Givenchy.

renda_na_passarela
Aqui pelas passarelas brasileiras, as rendas trouxeram ares menos austeros aos modelitos, em adaptações mais ‘alegres’ como é a cara da moda do país. Marcelo Sommer apostou nos tons vermelhos em sua coleção para a Cavalera, enquanto Colcci, Lino Villaventura e Tessuti propuseram modelos mais clássicos.

renda_na_passarela
Quem ainda teme a transparência deste tecido pode deixar o medo de lado e ousar neste inverno! Isso porque além de existirem opções de rendas com tramas mais abertas até aquelas nas quais a pele mal aparece, também é possível usá-las por cima de uma peça lisa só para dar um charme. Esse truque acrescenta uma textura à roupa básica do dia-a-dia. O mesmo vale para o uso destes tecidos durante o dia. É possível, sim; só é preciso ficar atenta para não ‘chegar chegando’ no trabalho ou na faculdade, né?! Reserve o fetichismo das rendas para a noite e, de dia, tire o maior proveito dos pequenos detalhes e sobreposições.

E falando em rendas mais discretas, a City Shoes lançou dois modelitos de sapatos neste inverno que têm o couro estampado como se fosse uma rendinha branca. Super delicado e charmoso pro dia-a-dia! A sapatilha custa R$130 e a peep-toe R$140.

sapato rendado city shoes

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