Tudo sobre swinging sixties
Durante os séculos cada período foi registrado pelo olhar de grandes pintores. Através de suas telas compreendemos de economia à sociologia, e assim os livros de História ficam mais interessantes. Quando a fotografia foi descoberta o compromisso de retratar fielmente a realidade ficou a cargo dos fotógrafos, deixando os artistas livres para fazer arte mais abstrata.
David Bailey é o fotógrafo dos swinging sixties, aquela revolução de música, comportamento e, por conseguinte, moda que estava acontecendo em Londres nos anos 60. Enquanto Mary Quant inventava a minissaia, Bailey buscava extravasar sua criatividade através da moda: “O único modo de ser criativo era em fotografia de moda”. Mas, tão importante quanto as suas i-n-c-r-í-v-e-i-s capas e editoriais eram os retratos — de Andy Warhol ao jovem Mick Jagger, Catherine Deneuve às it girls Jean Shrimpton e Jane Birkin (sim, aquela da bolsa). Foi através das lentes de Bailey que o mundo descobriu o que (diabos) estava acontecendo em Londres.
O próprio Bailey era um ícone da época e foi a inspiração para o personagem principal de Blow Up (no Brasil, Depois daquele beijo), do diretor italiano Michelangelo Antonioni, que ficou conhecido tanto pelas cenas de sexo quanto pela incomunicabilidade — um retrato da geração que não conseguia se “comunicar” com o universo ao seu redor (os baby boomers).
No início do ano passado Bailey ganhou uma exposição no Bonhams em Londres “Pure Sixties Pure Bailey”. Será que é daí que veio a inspiração para tanta referência do swingados anos 60 nas recentes temporadas?